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quinta-feira, 3 de março de 2016

O Passos e o Calimero

   



  Na minha infância o Calimero era o meu ídolo porque lutava, persistia e tinha uma enorme força de vontade apesar de tudo lhe correr, normalmente, mal. Mas ele não descansava enquanto não atingisse os seus objetivos. Ao longo da vida aprendi que uma personagem como esta seria assombrosa, tal e qual uma personagem principal kafkiana, doentia, porque sempre perdedora, e masoquista, porque insistia sem nunca conseguir avanços, o que na realidade nos poderia fazer baixar os braços face às constantes adversidades.
   Passos ainda não caiu na real, ainda não acredita que não venceu as eleições e tem na comunicação social uma aliada esquizofrénica que também quer a todo o custo frustrar a aliança da esquerda, e deixar a Passos, o papel principal, mostrando Costa como o inimigo público, número um, a abater.
   Afinal, quem deseja o bem dos portugueses? Esta direita, com cobertura mediática constante, que enterrou a classe média e desviou milhares de milhões de euros para os seus fieis servidores? De entre estes beneficiários encontraremos, certamente o poder financeiro, em Portugal e no estrangeiro, e outros agentes, muito provavelmente, integrados nos partidos de direita, alguns elementos de direita mas que integram o PS, minando a sua aliança à esquerda, ou na comunicação social que ao longo dos últimos anos apetrechou os serviços de informação com gente da direita, ressabiados e oportunistas, que apenas desejam denegrir os esforços duma alternativa credível, tentando destruir a construção dum futuro mais radiante e sonhador que a miséria deixada pelo anterior governo.
  Já não suporto a “nossa” RTP, nem a SIC, nem a TVI, nem a maioria dos jornais diários portugueses que nada têm a diferenciá-los. Estarão todos eles já comprados? Será que já não sabem o que é isenção? Será que abriu um grande mercado para um canal de notícias isento? Peço a atenção dos investidores, nacionais e estrangeiros: Existe um grande espaço para a criação de um canal de notícias que não seja subornado e viciado. Em casa quero mudar de canal e… bolas... tenho de ver informação estrangeira porque por cá são todos cópia uns dos outros. Futebol, telenovelas, informação não isenta e reality shows são o nosso diário triste fado.
   Passos tem, na sua essência, o pior do Calimero e nem sequer possui as virtudes desta personagem. Há já vários meses que parece um coitadinho, dizendo que está preparado para governar, definhando, dia após dia, até à exaustão, em tudo o que é canal noticioso em Portugal. Espero que, quando estas personagens aparecem, todos mudem de canal, tal e qual eu faço, de modo a que as audiências mostrem inequivocamente, à comunicação social, quem efectivamente perdeu as eleições.

  Contra tudo e contra todos, se a nossa esquerda for inteligente, ou mais inteligente e menos sádica que o anterior governo, o que é perfeitamente exequível, verificaremos que cresceremos e ficaremos bem melhor do que com a receita venenosa que nos foi aplicada cujo genérico se chama de austeridade.
   O nosso PS aprendeu que não podia seguir as pisadas do PASOK apesar de todo o ambiente adverso que o rodeava. Esse mesmo ambiente dificultou, dificulta e dificultará os entendimentos da esquerda senão vejamos o que tem sistematicamente acontecido em Portugal, na Grécia e em Espanha.

     Em Espanha o PSOE não parece inclinado para a receita do PS. Tudo se conjuga para que, o PSOE, ao seguir uma mistela nem PASOKiana nem portuguesa, não venha a PASOKar mas venha a perder o suficiente para dar mais força ao Podemos que tudo fará para evitar um Bloco Central. O seu preferido Cidadãos irá ter um tombo semelhante ao seu pelo que não será alternativa. Quanto ao PP, mesmo ganhando força produzirá mais alguns Calimeros, na sua pior essência, nesta nossa Península Ibérica.







sábado, 20 de fevereiro de 2016

Maximização do lucro, o grande inimigo do progresso













 Nos anos 60 e 70, duas nações colocaram homens na lua… Nos anos oitenta um automóvel, um fogão, um frigorífico, uma televisão ou uma máquina de lavar roupa ou loiça, novos, duravam muito facilmente duas décadas. Falava-se nesses anos, de franco progresso, que brevemente existiriam baterias que se carregariam continuamente, lâmpadas que nunca se fundiriam e carros movidos a ar ou a água.
   O mundo de hoje terá progredido? Francamente… julgo que não! Apesar de verificarmos que hoje comunicamos sem fios, que a informatização presente na nossa sociedade subiu a patamares apenas sonhados e que as máquinas são cada vez mais multifuncionais verificamos que… se criou a necessidade de consumir cada vez mais e rejeitar… o praticamente novo. Além disso, actualmente, lâmpadas e baterias, apesar de presumivelmente melhores continuam com durabilidades baixas e as máquinas muito raramente duram mais de meia dúzia de anos, o que não acrescenta qualquer progresso ao século passado. Os recursos são finitos e mesmo a reciclagem já não reduz de forma satisfatória a criação de lixo que é exponencial aumentando consideravelmente as áreas de concentração deste. Às vezes dou por mim a pensar que as máquinas têm um chip que provoca a sua avaria no dia seguinte ao final da garantia. O desgaste ambiental desta nossa sociedade de consumo é demasiado alto. Será que o mundo progrediu mesmo? Não estaremos a levar rapidamente a nossa civilização para o abismo? Haverá retorno?
  Os governos, o poder financeiro e a maximização do lucro nunca foram tão nefastos para a sobrevivência do nosso planeta. Chegámos a níveis de poluição e de aquecimento global incomportáveis e o aparecimento de fenómenos atmosféricos graves são cada vez mais frequentes. As colheitas anuais apesar de já serem universalmente mal distribuídas cada vez chegarão menos para abastecer as necessidades da população terrestre. Por este caminho, o mundo que conhecemos estará condenado em poucas gerações. No entanto, a comunicação social, que deveria ter um papel disciplinador e de difusão de valores, é parte integrante desse poder financeiro, protegendo-o, influenciando os cidadãos e alimentando guerras, poluição, ódios, pobreza, desigualdade e descriminação, enganando aqueles que dificilmente tem acesso a mais instrução ou aqueles que já perderam a necessidade dela porque assim o poder deseja e tudo fez para que assim fosse.

  Se quisermos preservar o futuro dos nossos filhos, já deveríamos ter conseguido levar a mensagem a todos de que o “lucro monetário” deve rapidamente dar lugar a valores sociais em que a felicidade e o bem-estar de todos, incluindo o meio ambiente que os rodeia, seja o principal objectivo de todos.






    quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

    O fim da União Europeia?

      





     Nos últimos anos a União Europeia tem andado por caminhos que muito dificilmente a salvarão da extinção. Austeridade, recessão, descriminação, quebra do poder de compra, desemprego, casas de família penhoradas, salvação de bancos, empobrecimento do povo, desrespeito pelos direitos humanos, maior dependência externa e tudo o mais que a Troika, mesmo sem autoridade legal, tem conseguido acabarão por tornar impossível a manutenção dentro desta (des)união europeia.
       A Grécia tentou quebrar o ciclo vicioso e em vez de ajudada acabou mais dependente, recessiva e pobre. Sem crescimento é impossível cumprir compromissos. Com a austeridade receitada pela Troika é impossível haver crescimento sustentado, sendo que o único fruto é a maior dependência externa, não resolvendo os problemas da dívida, do desemprego ou da recessão. Quantos mais resgates deseja a Troika? Assim, a Grécia foi castigada e o tiro saiu pela culatra uma vez que com menos dinheiro, as prioridades deixaram de ser, por exemplo, o controlo das fronteiras, contribuindo para um maior descontentamento dos cidadãos europeus, fruto da mensagem passada pela comunicação social ao serviço do poder corporativo europeu, com o incessante êxodo de refugiados, também ele fruto dos poderes corporativos mundiais.
       Em Portugal, a mesma receita da Troika, o mesmo estrago. Será que a Comissão europeia é incompetente… ou atua dolosamente? Deseja maior dependência externa, extinção da classe média, redução do consumo, a emigração em massa de jovens qualificados, a exploração da classe trabalhadora de menores recursos e o desaparecimento da nossa autonomia? Agora que a esperança renasce, agora que os estragos da Troika começam a ser minimizados, agora que parece existir alternativa, teremos de aceitar a vinda dos mesmos incompetentes que colocaram, com a ajuda da nossa “direita” no poder, o nosso país numa situação pior que aquela em que estávamos. Aumentaram a dívida, reduziram a população portuguesa tornando-a ainda uma das mais envelhecidas e com menor taxa de natalidade do mundo, aumentaram o desemprego, insistiram na austeridade, aumentaram as desigualdades, aumentaram as falências e os penhores, retiraram o acesso aos cuidados de saúde das classes mais desfavorecidas, quase que substituíram a escola pública pela privada e desviaram o dinheiro das pessoas para os bancos. Grande obra! Teremos de colocar em questão a nossa continuidade na União europeia? Teremos de levantar novamente barreiras alfandegárias aos produtos estrangeiros importados?
         Mas… a Europa não aprende… vemos países “evoluídos” a assaltarem refugiados que fogem da guerra, vemos governantes que nada aprenderam com a 2.ª grande guerra, vemos incompetentes, ou sádicos, que ainda acreditam nas receitas da Troika, vemos que as “saídas limpas” são apenas fruto da nossa imaginação, vemos que a mentira tem sido a arma de assalto ao poder, vemos que a comunicação social de maior audiência é o antro da divulgação dos interesses corporativos, vemos que a Troika, o FMI ou a Comissão europeia se pode “enganar” nas contas… e vemos que… têm dúvidas nas contas das efectivas alternativas. Alguém, de bom senso, pode acreditar nestas gentes?

        Esta gentalha não viu o que aconteceu na Grécia. Esta gentalha não vê o que acontece em Portugal. Esta gentalha não percebe que o mesmo poderá acontecer em Espanha. Esta gentalha não vê que já não respeita as constituições e os tratados, nacionais, europeus e mundiais, em matéria de direitos humanos. Esta gentalha não percebe que está a destruir a União europeia. Haja alguém que veja por ela…








    domingo, 17 de janeiro de 2016

    Antes Tino que Marcelo



     10 candidatos que pretendem honrar, ou não, a Constituição da República Portuguesa… Candidatos para todos os gostos… ingénuos, humildes, mentirosos, vaidosos, frios e calculistas, corajosos, assoberbados, do sistema, independentes, de esquerda, da direita e do faz de conta.
       Na minha modesta opinião… um acha-se o grande vencedor, é frio, calculista, vaidoso, assoberbado e falso… dois fazem figura de corpo presente, sabem que estão em outro campeonato e tentam conquistar esse espaço para depois numa segunda volta darem o seu apoio a outro candidato de esquerda… dois não fazem figura de corpo presente, ambos disputam o eleitorado do mesmo partido e a passagem à segunda volta em que o eleitorado de um deles repartir-se-á entre a esquerda e a direita… os restantes querem dar nas vistas, acreditam num milagre, dão ferroadas em adversários ou são ingénuos.
    Estranho não existirem sondagens dia a dia… estranho que um dos candidatos da direita não demonstre os seus apoios mais importantes… porque a alta finança, a direita e os principais meios de comunicação social há muito que já demonstraram quem apoiam de forma gratuita,… ou talvez não... Estará o Tribunal de Contas atento aos financiamentos e à liberdade editorial?
      Será que os cidadãos gostarão de ser uma vez mais enganados votando no simpático, cordial, falso, teatral, “amigo” de todos, aquele que não é adepto de nenhum grande clube e que vive numa talvez nebulosa aos olhos do povo. Não me interessa se escapou indevidamente ou não ao serviço militar obrigatório, não me interessa se foi ou não afilhado de Marcelo Caetano, se era ou não seu conselheiro, se o seu pai foi ministro do antigo regime, se apoia a monarquia ou se passa férias com a alta finança. Mas interessa-me saber se é sincero, se é honesto e se é ou não mentiroso e falso. As constantes contradições dele indiciam uma resposta… mas… as pessoas erram, mudam e até degeneram dos seus e do ambiente à sua volta. Mas, “diz-me com quem andas dir-te-ei quem és” é um ditado que se aplica para se puderem eliminar desde já uns quantos candidatos… só é pena que o povo não esteja devidamente informado porque não existe um serviço público de informação isento, livre e que promova a igualdade. Que raio de justiça é a nossa que em vez de promover a igualdade promove leis que promovam a injustiça, a desigualdade, a alta finança, a corrupção, o tráfico de influências, o crime,… É verdade que as pessoas mudam, até pode… quem sabe… desvincular-se do seu partido… mas normalmente, espero estar enganado, este tipo de pessoas muda para pior.
       É verdade que não gostaria de ter um Presidente ingénuo, que pudesse envergonhar-nos, que não estivesse preparado para nos representar, negociar e decidir em campos em que não tenha qualquer experiência mesmo que bem assessorado. Na minha modesta opinião, não conhecendo o Tino e sabendo que não conheço o Marcelo, se a utopia nos levasse a um milagre duma segunda volta entre os dois… votaria Tino. Espero poder estar enganado nesta hipotética caracterização mas prefiro uma pessoa sem experiência, bem intencionada, bem formada, com valores, sincera, honesta, humilde e ingénua do que outra fria e calculista, falsa, esquecida, fingida, teatral, que se contradiz constantemente, assoberbada e principalmente amigo dos meus inimigos que veneram a austeridade, a corrupção, o tráfico de influências, a desigualdade, a injustiça e o poder a qualquer preço.

       Acredito que Cavaco uma vez mais dê uma mãozinha à esquerda… acredito que o veneno que a direita exala será o seu próprio coveiro,… acredito que nos últimos 10 dias muitos votos mudarão de mão mesmo que não venham a existir sondagens diárias (o partido do qual sou membro, o LIVRE, que o diga)… acredito que, apesar de não conhecer Sampaio da Nóvoa, este, consiga vencer numa segunda volta o candidato daquilo que não desejo para mim, para a minha família, para o meu filho, para os meus amigos e para o meu país.






      quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

      Um país diferente






         








         Portugal é conhecido aquém e além-mar por ser o país dos descobrimentos, o país da revolução dos cravos e o país do fado. É interessante esta mistura… que diz bastante acerca deste povo.
         Por um lado verifica-se que este povo gosta de descobrir, inventar, inovar… ou seja… é pioneiro nas aventuras e nas ideias. Depois verifica-se que é comodista, masoquista, invejoso e egoísta, ou seja, gosta de… sofrer, ser enganado, olhar demasiado para o seu umbigo, não gostar de ver os seus amigos e parentes bem na vida, gostar de viver na ilusão, achar-se melhor que os outros, idolatrar chico-espertos e pouco fazer para melhorar a sua situação. Há gentes que chegam mesmo a preferir o mal dos outros ao seu próprio bem. Ainda podemos ver que… quando salta a tampa somos brandos e ingénuos, julgando que todo este povo se comporta com a mesma espécie de valores. Como podem ser estas gentes, aparentemente tão diversas, serem o mesmo povo?
          Há algum tempo ouvi dizer que este não é um país de aventureiros… pois que esses não ficam cá… foram-se embora durante os descobrimentos e continuam a ir nas várias vagas de emigração… No entanto, eu acrescentaria que Portugal produz, com demasiada frequência, gerações de insatisfeitos, inconformados e aventureiros... que se vão embora, ficando cá, generalizadamente, aqueles que não conseguem acrescentar dignidade ao nosso povo. É o nosso triste fado!
        Portugal é um país de contrastes. Foi dos primeiros países a ter independência e… atualmente não a comemora, a abolir a pena de morte e… a deixar as pessoas morrerem por falta de assistência médica ou social, a ter maior número de patentes per capita e… a exportar os seus inventores. E o fado continua… porque… o futebol é mais importante.
         Enquanto em Portugal se conseguiu silenciar os partidos novos, que traziam novas ideias e algumas soluções, na Grécia apareceu o “Syriza”, em Espanha o “Podemos” e o “Cidadãos”, na Islândia prenderam os banqueiros, na Alemanha, e novamente Grécia, prenderam os corruptos do caso “submarinos”. Em Portugal… emerge a censura, a corrupção, a proteção dos bancos e o tráfico de influências, mas também, aparentemente, uma espécie de regresso de D. Sebastião pretendendo renovar alguns votos de Abril. Salvemos D. Sebastião que esperemos não traga mais da chico-espertice que grassa na sociedade portuguesa. Por outro lado o pior inimigo é aquele que se faz de amigo, pelo que esperemos que o bom senso prevaleça porque o caminho faz-se pelos pequenos passos dados, desde que estruturados, racionais e sustentados.
          Deixemo-nos de olhar para os nossos próprios umbigos e construamos uma sociedade de progresso em que todos tenhamos direito a ser dignos, pagando os nossos compromissos para com ela e usufruindo dos direitos que ela nos concede. E… quando falo em compromissos e direitos não estou a falar apenas de dinheiro… digo-o principalmente no campo dos valores morais, éticos, sociais e ambientais.
           Espero que 2016 chegue com renovados votos de um país mais digno em que… a Constituição da República Portuguesa seja respeitada, os tribunais sejam isentos, as leis mudem no sentido de se tornarem mais justas, diminue a corrupção, deixemos de ser ingénuos, invejosos, egoístas e masoquistas, a esperança renasça e que o triste fado… apenas seja ouvido e não vivido.





      quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

      Os perigos dos extremismos e a falta de bom senso



         Os extremismos dominam a actualidade. Vivemos numa época em que se convive com extremismos na comunicação social, na opinião de jornalistas e comentadores, pouco ou nada isentos, ou talvez impreparados, e nas tomadas de decisão supranacionais que envolvem, a um nível hierárquico inferior, a profusão e divulgação da mentira e da demagogia, promovendo a incompetência e o sadismo aos olhos de quem perceba um pouco mais dos assuntos ou até mesmo de quem tenha… bom senso. No entanto, o vulgar cidadão vive numa realidade virtual acreditando em falsos pressupostos e em obscuras tomadas de decisão que pretendem exactamente atingir os objectivos dos mais poderosos e contrários ao progresso e ao desenvolvimento. O nosso planeta não aguentará muitos mais anos de mais incompetência, desgoverno, corrupção, sadismo, mentira e falta de bom senso.
          Numa sociedade saudável, o “capital”, palavra com a qual já não me identifico, e que julgo ultrapassada, deveria servir para reforçar o investimento em economias verdes e azuis, sustentáveis, aproveitando, sem os destruir, recursos naturais existentes como o sol, as ondas, as marés e os ventos, produzindo energias limpas, criando emprego, protegendo o ambiente e poupando recursos necessários ao desenvolvimento. No entanto, vemos sociedades “desenvolvidas”, reduzindo o emprego, aumentando a fome e a dependência, destruindo os recursos naturais e obrigando os cidadãos a protegerem-se do ambiente adverso… As crises económicas e financeiras cíclicas, o recente desastre ambiental das Marianas no Brasil, o recente alerta vermelho da poluição atmosférica em Pequim e os cada vez mais actuais cataclismos naturais, como sismos, inundações, secas e furacões demonstram que estes “fenómenos” são cada vez mais… a normalidade.
         Um exemplo da má utilização do “capital” apresenta-se no aumento de muros que restringem a liberdade humana daqueles que querem fugir de guerras que o próprio “capital” fomentou e fomenta. Depois, a mente humana é moldada de forma a culpar desprotegidos e desculpabilizar os erros das más decisões do poder. Assiste-se ao fomento do ódio ao semelhante e ao recrudescer de movimentos nacionalistas e terroristas como se… o que existe não devesse ter uma melhor e mais justa distribuição. Os bombardeamentos indiscriminados em vez de sacrificarem os “maus”, protege-os, e engrossa o número daqueles que nada mais têm a perder senão… a própria vida.
         Em Portugal, assiste-se a uma aurora que se requer duradoura, a uma espécie de levantar do chão. No entanto, não devemos esquecer que os alicerces ainda são frágeis e delicados e que a queda será catastrófica se se esquecer o mais importante… o bom senso. E o bom senso diz-me que, nas presidenciais portuguesas, candidatos de esquerda a mais podem antever quedas de eleitorados em partidos, que pareciam ter margem para subir nas intenções de voto ou, pelo menos, de poderem consolidar as suas posições. O bom senso diz-me também que este erro crasso, a persistir, poderá colocar em Belém, alguém do velho sistema ou minorar estragos, numa segunda volta, colocando mais, do mesmo sistema… de Belém…

      Há que haver bom senso!



      quinta-feira, 26 de novembro de 2015

      26 de Novembro de 2015, um novo Abril

          


        50 dias depois do ato eleitoral, Abril acontece. O dia de hoje ficará na história portuguesa como o dia do renascimento dos valores de Abril, o dia em que paz, pão, habitação, saúde e educação farão mais sentido que mentira, austeridade, corrupção e bancos.
          A maioria dos cidadãos portugueses sonhava, há demasiado tempo, com esta revolução democrática. No entanto, as televisões e a imprensa que não representam a maioria destes cidadãos insistia na protecção da minoria que detinha o poder à custa da mentira, da propaganda e de incutir o medo com a cobertura de jornalistas e comentadores do sistema. O que será desta comunicação social se continuarem a vender apenas para a minoria? Talvez venham a compreender que a história é global, que Grécia e Portugal contagiarão Espanha na certeza de que a austeridade não é solução e que existe alternativa.
         É desta alternativa que a direita tem medo. É do fim da austeridade, que alimenta o sistema financeiro e o poder transversal às economias europeias e mundiais, que a direita em geral, e Cavaco, Portas, Passos e Cia Lda têm medo. Têm medo que a alternativa funcione. Têm medo que o povo tenha mais poder de compra e melhor nível de vida. Têm medo de não conseguirem engordar à conta das parcerias público-privadas. Têm medo de terem de emigrar para não serem alvo de processos por gestão danosa, corrupção ou abuso do poder. Têm medo que a verdade venha ao de cima. Têm medo que se prove que a direita não tinha razão e que a esquerda possibilite melhores condições de vida a todos.
         No entanto… apesar da solução para a recuperação, progresso, crescimento e desenvolvimento ser tão fácil como muitos economistas de renome sempre apregoaram, não será fácil convencer as altas instâncias que comandam os destinos na Europa. Eurogrupo, Troika, FMI, Banco Mundial e outros trabalham incansavelmente para que a alternativa não funcione. Ficou provado na Grécia que tudo farão para colocar obstáculos à recuperação. No entanto, ficou também provado na Islândia que existe alternativa… e os islandeses decidiram não aderir a esta Europa.
          Estes poderes bilderberguianos preferem as economias dependentes, o fim do Estado Social, a descriminação, a boa vida para alguns à custa dos restantes, a escravidão, o fortalecimento dos off shores, casinos e demais apoios às indústrias da droga, das armas e do tráfico humano e a complicação da vida à classe média com maiores e piores problemas.
         A esquerda progressista sabe o que quer…
      No dia 5 de Outubro de 2014, em Sintra, no 1.º Congresso do LIVRE, assistida por António Costa, foi aprovada uma moção específica, da qual fui proponente, que deu algumas indicações para trabalho futuro:
      “1) Trabalhar no sentido de acabar com a austeridade que conduz à recessão e consequente empobrecimento do país.
      2) Trabalhar no sentido de implementar medidas estruturais que conduzam o país à criação de um ciclo de crescimento económico sustentado, assente numa maior produção e menor dependência face ao exterior. Este crescimento económico sustentado deverá ter por base uma economia verde nos aspectos ambiental e social e uma economia azul potenciando a riqueza contida nos oceanos, bem administrada e gerando oportunidades de emprego e de negócio.
      3) Trabalhar no sentido da redução do desemprego, da redução da fuga de jovens qualificados para o estrangeiro e da melhoria da qualidade de vida em Portugal, proporcionando a todos os residentes bons níveis de empregabilidade, alicerçando o tecido empresarial e produtivo português na investigação, criando, inovando e acrescentando valor e qualidade aos produtos e serviços, garante de boas trocas comerciais pelo justo valor.
      4) Trabalhar no sentido de uma justiça mais rápida, da redução da corrupção, da imputabilidade de responsabilidades relativas à gestão danosa corrente e de um maior rigor na gestão dos fundos públicos.
      5) Trabalhar no sentido da não existência de portugueses de primeira e portugueses de segunda, da igualdade de género, da máxima de trabalho igual salário igual e de um efetivo progresso da sociedade portuguesa.
      6) Saudar todos membros e apoiantes do LIVRE que todos os dias trabalham aplicando os princípios do LIVRE, para uma nova esquerda, que se quer unida pelos ideais progressistas do rigor, transparência, justiça e capaz de oferecer todos, e a todos, os serviços públicos consagrados na Constituição da República Portuguesa.”
      O futuro é nosso. Criemos uma sociedade de todos para todos.




      terça-feira, 17 de novembro de 2015

      Entre a realidade e a informação

        

         "Na rua, durante a campanha, constatei o desejo de que todas as forças de esquerda se unissem e entendessem de forma a colocar este governo na rua. Quando, em campanha na rua, BE, CDU, LIVRE/Tempo de Avançar ou PS, se encontravam, parecia estarmos entre grupos de amigos que decidiam como contrariar o evidente apoio dos meios de comunicação social ao governo e… na despedida, desejávamos sorte…"

         Portugal é conhecido por ser um país de brandos costumes. A nossa revolução, aquém e além-fronteiras, é conhecida pela revolução dos cravos. As manifestações nas ruas são notícia, não pelo que os manifestantes fazem de excesso, mas, pelo que as forças de ordem fazem, algumas vezes, em excesso a mando daqueles que não têm medo dos excessos. O povo conforma-se na sua acomodação e tem receio da mudança, preferindo continuar a ter medo em vez de sonhar. Os governantes actuam a seu belo prazer e os seus interesses não se coadunam com os dos seus eleitores.
          Na rua, durante a campanha, constatei o desejo de que todas as forças de esquerda se unissem e entendessem de forma a colocar este governo na rua. Quando, em campanha na rua, BE, CDU, LIVRE/Tempo de Avançar ou PS, se encontravam, parecia estarmos entre grupos de amigos que decidiam como contrariar o evidente apoio dos meios de comunicação social ao governo e… na despedida, desejávamos sorte… não a nós… mas… à esquerda… Quem esteve em campanha notava que… mais voto menos voto a esquerda ganharia. Apenas não se sabia a correlação de forças... Está demonstrado que a maioria viu, na rua, essa necessidade de união da esquerda e previu a presente situação…
      A comunicação social mais mediática foi parte activa e interessada nos resultados. A grande parte dos comentadores e daqueles que nos “informam” trabalhavam afincadamente para o governo… como se tivessem medo de perder o seu emprego… Se calhar tinham razão para esse medo… e juntassem o útil ao agradável para, eventualmente, receberem umas belas coroas e/ou ficarem nas boas graças da direcção.
      As sondagens diárias mataram a democracia… quase que exterminando os novos e/ou os pequenos partidos. As televisões, a coberto da legislação, pouco ou nada justa, fizeram o resto. A televisão não vê a rua nem se interessa por manifestações, marchas ou eventos que favoreçam a esquerda ou deixem má imagem aos governantes.
      Esta semana deixou-me estranhamente confuso. Que mundo é este? Porque não o vemos da mesma forma? O que aconteceu em França não é admissível, assim como não o é em qualquer parte do planeta. Não compreendo as razões que levam terroristas a praticar atos monstruosos como também não compreendo que não se noticie o incêndio que matou em Calais mais de 100 refugiados… ou o assassinato de 2.000 pessoas na Nigéria, de cerca de 150 estudantes no Quénia e de outros tantos cidadãos na Síria. Todos estes incidentes ocorreram no espaço de poucos dias, e no entanto, as notícias ocidentais apenas dão destaque a Paris e incentivam o ódio aos refugiados que fogem da guerra. Se o seu país estivesse a ser atacado como a Síria tem sido, não fugiria? Se lhe destruíssem a casa e o seu bairro e lhe matassem toda a sua família e os seus amigos, continuaria impávido e sereno? Não existem vidas mais preciosas que outras e um terrorista deve ser julgado como tal seja ele de que país for.
         Aparentemente todos são contra o terrorismo, mas quem é verdadeiramente contra o terrorismo? Os que lhes vendem as armas? Os que lhes compram petróleo? Os que invadiram o Iraque, o Afeganistão, o Koweit, a Palestina ou a Síria? A comunicação social é contra o terrorismo, ou fomenta-o não noticiando a realidade? Qual é a realidade? Duas coisas são certas, a maior parte das notícias da CNN, SKY, Al Jazeera, NTV ou RTP não nos mostram a mesma realidade… e… a maior parte da realidade não é noticiada.
      Em jeito de brincadeira… poderia perguntar qual a maior indústria cinematográfica do mundo? Para uns Hollywood… para outros Bollywood. No entanto, quantos filmes já viu de Hollywood e quantos de Bollywood? A realidade perceptível não é a mesma para todos mas… existem interesses para que a realidade não seja igual em cada ponto do planeta. Quantas pessoas ainda pensam que o homem não foi à lua? Quantos pensam que o World Trade Center teve mão americana nos atentados? Quem não pensa se os reais culpados da Casa Pia foram presos ou se foram presos inocentes? Quem acha que o Clube de Bilderberg é responsável por tudo o que acontece a nível global? Não acredito em teorias de conspiração, mas que as há… há.

      A comunicação social deveria ser isenta, imparcial, não dependente do poder e apresentar informação credível e sustentada sob pena de incutir, nas pessoas, vontades diferentes da sua natureza, fomentado o ódio, a vingança e a mentira.
                               
        

      terça-feira, 10 de novembro de 2015

      Sabia que a maioria dos apoiantes de direita, são de esquerda?




         Desde sempre que os cidadãos são enganados, têm percepções falsas e promovem correntes políticas que não desejam conscientemente. Estes cidadãos não o sabem, não se interessam em sabe-lo nem ouvem quem os podia fazer mudar de opinião.
        Quem deseja um mundo mais harmonioso em que todos tenham direito à paz, saúde, educação, trabalho, não descriminação e igualdade de direitos? É esta a imagem que é divulgada, sobre a esquerda, pelos meios de comunicação social e pelos próprios cidadãos? Há ou não interesse em promover imagens distorcidas da esquerda? Há ou não interesse em colocar cidadãos, que desejam o mesmo, uns contra os outros? Há ou não interesse em encher as televisões de lixo mediático que afaste as pessoas da política e da decisão? Há ou não há interesse em promover o ódio, a inveja, em divulgar o que é secundário, em apresentar estatísticas engenhosas, em promover a desigualdade, em modelar o pensamento?
       “Não há machado que corte a raiz ao pensamento”… Não há mesmo? Quem tem promovido uma injusta redistribuição da riqueza em que a maioria tem maiores dificuldades no acesso à educação e à cultura? Há ou não interesse em que as pessoas não pensem nem saibam pensar?
         Quem defende uma Constituição da República que garanta direitos para todos? Todos defendemos serviços públicos de qualidade a que todos tenhamos acesso. Então, porque se desviam recursos financeiros dos serviços públicos para os privados?
      Porque existem tantas parcerias público-privadas? Sabem quem ganha com elas? Neste mundo aquilo que se destina a melhorar a vida de todos não recebe recursos… mas aquilo que serve o propósito de alguns tem acesso aos recursos necessários. Quem determina as prioridades? O vulgar cidadão tem intervenção neste processo? Há interesse em motivar o cidadão a intervir?
        As ideias de esquerda são tão vastas e abrangem a totalidade da população pelo que se torna difícil a concertação entre todos. Nas políticas temáticas uns tentam melhorar, outros substituir e alguns revogar. Nos prazos para implementação, uns preferem fasear, outros fazê-lo rapidamente e alguns mudar já. Na metodologia, uns pensam naquilo que é prioritário e fazem contas, outros pensam no que é prioritário mas não fazem muitas contas porque sabem ser possível e alguns querem tudo e não querem saber se é possível. É difícil a concordância entre todos os que têm um pensamento de esquerda. Mas, uma coisa é certa… o entendimento é possível desde que se sentem à mesa, discutam e demonstrem o seu ponto de vista.
         À direita não existem mais alternativas porque todos concordam uns com os outros… mesmo a palavra “irrevogável” serve para a promoção das mesmas medidas.
      A maioria das pessoas que pensam que são de direita não o são, na verdade. A maioria dos cidadãos que vota na direita… é de esquerda. A máquina ao serviço do poder consegue adulterar o pensamento controlando os meios de comunicação social principais, distribuindo o poder de forma “ligada” (esperando algo em troca), modelando o pensamento, criando dificuldades nas vidas das pessoas, afastando-as da política, facultando-lhes interesses que na verdade não puderam escolher, matando-lhes a esperança com a acomodação. Além disso, conseguem fazer com que cidadãos de esquerda, que pensam ser de direita, promovam os interesses daqueles que controlam o poder. Depois distribuem alguns “doces” ficando com um autêntico “banquete” a distribuir por poucos.
        Se todos tivessem acesso a informação verdadeira, descobrir-se-ia finalmente que afinal… os comunistas não comem criancinhas ao pequeno almoço, que a esquerda não é a mão do diabo e que juntos não serão apenas oposição. Descobrir-se-ia que a esquerda constrói, progride e quer fazer parte da solução.
      Felizmente, aqueles que sabem que são de esquerda, sentiram que esta era a sua última oportunidade de se sentaram à mesa, discutirem e decidirem progredir, metendo o orgulho na gaveta. Restará agora, a estes, que mostrem ao povo o que é a verdadeira esquerda e… talvez a direita se reduza ao seu efetivo valor.




      segunda-feira, 2 de novembro de 2015

      Tempos de mudança

       






         








         O ambiente político, e da comunicação social, nacional e europeu bem como o poder económico-financeiro não têm tolerado alterações ao status quo instituído. Qualquer oportunidade de esperança tem sido abortada por um poder invisível à maioria dos cidadãos, mesmo dos mais bens informados. As notícias são manipuladas, os comentadores representam minorias populacionais e/ou o poder instalado da direita, e a esperança, numa vida melhor para todos, vai morrendo. A esquerda tem vindo a ser afastada aos poucos da esfera mediática e qualquer semente de mudança tem uma batalha kafkiana pela frente para conseguir atingir os seus objectivos.
          A 28-10-2014, o LIVRE fez os primeiros contactos com o PS com o objectivo de se constituir uma maioria parlamentar de esquerda. O LIVRE Já antes se abrira aos cidadãos para que estes participassem na política de igual para igual, realizando todas as suas reuniões abertas e transparentes constituindo equipas temáticas e regionais para começar a trabalhar nas necessidades sentidas pelos cidadãos. Durante o seu percurso reuniu milhares de cidadãos através do Tempo de Avançar conseguindo que fossem os cidadãos a elaborar e a aprovar um dos mais completos programas às legislativas e realizando as primeiras Primárias em Portugal para ordenação das listas de candidatos às legislativas (já antes fizera o mesmo para as Europeias). Depois tentou uma união da esquerda junto do PS, PCP, PEV e BE, entre outros de esquerda, para que fosse aprovada a sua Agenda Inadiável sem qualquer resultado… aparentemente…
         A comunicação social, na sua generalidade,… muda… ausente… pouco interessada… e respeitando as suas hierarquias…
      O próprio arco parlamentar se encarregava de legislar no sentido de abafar os novos partidos.
      Depois vieram as eleições. Se é certo que o PSD e o PP, juntos, tiveram mais deputados e votos que qualquer outra coligação ou partido, certo é que a esquerda e o combate à austeridade venceram as eleições.
         Chegaram os dilemas e as decisões…
        Se o PS tem tido, no passado recente, políticas mais à direita e sabe que com uma nova aliança à direita poderia PASOKar, preferindo afastar a sua ala mais à direita e reconquistar parte do voto útil de esquerda perdido nas eleições.
         O BE, depois de atravessar uma grande sangria e de estar em riscos de desaparecer, viu no mediatismo consentido pela comunicação social a oportunidade de finalmente conseguir ser um bloco de esquerda, levantando bem alto a bandeira do LIVRE, da união da esquerda, que nunca conseguiu ter essa oportunidade de mediatização.
         A CDU, com receio de perder o comboio da esquerda, vendo o Bloco ultrapassá-la, e podendo ser acusada de ser a principal responsável pela esquerda por não se entender, viu-se obrigada a ser parte da solução e não ser apenas uma oposição.
         A coligação de direita e a sua mediatização oferecida pela comunicação social conseguiram abafar o PS e ressuscitar o BE julgando que PS e BE nunca se iriam entender…
        O PR, que já provou nunca ter representado, não representar e não querer vir a representar todos os portugueses, vê-se agora com uma pressão diferente daquela que esperaria… Afirmou que não cederia a pressões e agora vê-se na contingência de ter de aprovar um governo de esquerda, sob pena dos “seus mercados financeiros” virem a sucumbir face a uma gritante instabilidade caso o “seu governo”, governe, podendo essa instabilidade governativa arrastar os seus aliados em Bruxelas para a falência do sistema capitalista. Mesmo Bruxelas já estará a puxar as orelhas do PR de Portugal por este desejar a instabilidade governativa à estabilidade de uma maioria de esquerda preferindo passar a sua ideia de que um governo de esquerda não seria estável. Terá receio certamente… que esse governo de esquerda seja mesmo estável…
         Felizmente a razão tem razões que a razão desconhece, e mesmo os menos acólitos já acreditam que Deus escreve certo por linhas tortas. A mudança está em marcha e a esperança renasceu a partir de uma semente que germinava lentamente… mas que dará frutos muito rapidamente.