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quinta-feira, 14 de junho de 2018

Por ser Maçon serei um criminoso?











Essa pergunta que coloco no título é de retórica, mas sinto que tem actualidade, devido a acontecimentos recentes.

Antes demais e neste campo declaro que sou desde 2003, Mestre Maçon da Federação Portuguesa da Ordem Maçónica Mista Internacional "Le Droit Humain" - O Direito Humano e membro dos seus ateliers de Altos Graus - em grau que não interessa especificar, pois é indiferente para este artigo - e que nesta Obediência Maçónica são apenas do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Já fui membro de três Lojas nesta Federação, agora apenas de duas, a saber a RL (v. Respeitável Loja) Liberdade (de que fui um dos fundadores) a Oriente de Sintra/Lisboa e da RL Estrela da Manhã a Oriente de Aveiro, internacionalmente sou membro (em dupla filiação internacional) da RL Luz de Al-Andaluz a Oriente de Sevilha esta da Federação Espanhola da mesma obediência.

A Ordem Maçónica Mista Internacional "Le Droit Humain" - O Direito Humano, celebrou no passado mês de abril os seus 125 anos - primeira loja fundada em 4 de abril de 1893 - e para além de comungar de todos os princípios que transversalmente caracterizam todas as Obediências Maçónicas, tem três factores que a distinguem das demais:
- É apenas Mista, ou seja, as suas lojas são constituídas por mulheres e homens (livres e de bons costumes) que se candidatam de per si, ou seja, convites a haver são a exceção e não a regra;
- É Internacional, ou seja, tem um poder central representativo de todas as Lojas Pioneiras, Jurisdições (até 120 membros e cinco lojas) e Federações (a partir de cinco lojas e 120 membros). Tem deste modo um(a) Grão Mestre da Ordem a nível internacional e uma direção única, que se chama Supremo Concelho, tanto o primeiro como o segundo são eleitos numa convenção internacional que se realiza, de cinco em cinco anos, em Paris;
- Defende e pratica a continuidade iniciática, ou seja, todos os membros dos Altos Graus, tenham o grau que tiverem obrigatoriamente fazem parte de uma loja Azul, ou seja, de uma célula base;

E porque julgo que é um tema com actualidade, porque recentemente aconteceram duas coisas, uma no meu país e outra em Itália que me fizeram levantar esta pergunta, e passo a explicar estes dois acontecimentos.

Por aqui discutiu-se por motivos que nada têm a haver com a Maçonaria e/ou algum seu integrante a criação da chamada Entidade da Transparência e a revisão do registo de interesses a declarar ao abrigo da lei das incompatibilidades dos titulares de cargos políticos e mais uma vez alguns órgãos de comunicação social levantaram a lebre e a indignação de que o facto de alguém ser maçon mais uma vez não era incluído como se a declaração de algum político ser Maçon fosse em si um acto confesso de se ser um potencial criminoso, o que foi aliás o que aconteceu em Itália em que o recente acordo de governo entre o Movimento 5 Estrelas e a Liga Norte exclui um ser humano de ser governante, por apenas ser Maçon, pior no acordo de governo comparam mesmo os maçons a criminosos comuns.

Antes demais aqui refiro que já por aqui analisei o fenómeno que foi o Movimento 5 Estrelas em Itália e pensei que embora populista fosse um movimento até redentor da política e dos políticos italianos, após a análise do programa eleitoral que assinaram em conjunto com o movimento separatista, fascista e racista Liga Norte, apenas posso confirmar que o pior que pensaria não se confirmar, confirmou-se. O programa eleitoral dessa coligação populista/fascista assenta em linhas em que o ódio e a demagogia são a lei, pelo que não auguro nada de bom nem de positivo a este governo e sinceramente desejo toda a má sorte ao mesmo. Aliás a entrevista de Steve Bannon à CNN, um fascista norte-americano que só quer o mal da União Europeia e dos europeus, a desejar sucesso a este governo italiano e a louvá-lo é notório da perigosidade que este representa. Se bem que pelas primeiras medidas de juras de amor eterno ao €uro e de recusa de desembarque de mais de 150 crianças refugiadas, acto que só um estado bárbaro efectuaria, durará pouco tempo. A demagogia e o populismo, quando em demasia acabam por ser a morte certa de quem os promove.

Mas vamos lá centrar a minha intervenção naquilo a que me propus, ou seja ao pensamento à priori efectuado de compararem os maçons a criminosos, seja em Itália seja por aqui, em que eu seria pelo simples facto de ser Maçon criminoso e incompatível de ser político e/ou governante.

A pergunta que faço é a seguinte, será mesmo que os Maçons devem ser públicos se são pré-julgados apenas e só por o serem?

E já agora para quem me irá ofender ou enviar mensagens privadas de ódio após a publicação e publicitação deste artigo respondo que eles confirmam o porquê da maioria destes não serem públicos e também o porquê desses pré-julgamentos sem sentido!?!?!

Eu estou-me completamente a marimbar para as ameaças e até já me defrontei com alguns dos cobardes que as fizeram, mas nem todos têm o meu estofo.

Mas para esses pré-julgamentos basta um jornaleiro - sim porque um jornalista segue o código deontológico - mal preparado que ganha uns patacos e é um lacaio, porque está a recibo verde, de preconceituosos como os Belmiros e os Balsemões desta vida e que espalham o ódio encomendado contra quem não se pode defender como as Maçonarias em geral.

E porquê? Porque não é um corpo único, nem aqui nem em Itália nem em qualquer parte do mundo, as Maçonarias - eu digo Maçonarias porque existem diferenças muito profundas e insanáveis entre as obediências ditas liberais e adogmáticas e as dogmáticas e exclusivamente masculinas e que se auto denominam de "regulares" - são várias obediências, algumas tão dispares e tão diferentes como água e azeite que nunca se misturam e dentro destas, os Mestres Maçons são pessoas livres que respondem por si e pela sua ética e não sob as ordens de algum poder centralizado.

Esses pré-julgamentos por esses jornaleiros servem apenas para disfarçar as jogatanas dos verdadeiros donos disto tudo sendo que nem aqui nem Itália nenhum foi ou é Maçon, mas que é o suficiente para atear chamas de ódio na populaça e espalhar o mesmo contra um inimigo invisível.

Vejamos a crise de 2008, algum daqueles banqueiros foi Maçon, fosse aqui ou em Itália?

E os especuladores que cruzaram acções de bancos com activos tóxicos ligados ao Imobiliário, nos EUA/USA e/ou Europa, eram Maçons?

E por fim algum governante, com responsabilidades económicas, financeiras e ou de de decisão directa nesta última década, em Portugal ou em Itália, esteve ligado ou foi alguma vez Maçon?

A todas a estas respostas, posso assegurar-vos, que a resposta é um rotundo: NÃO

Mas se vos disser que são conhecidas a muitos destes a sua ligação à Opus Dei, apesar desta organização nunca ter estado tão bem economicamente, o que confirma as minhas suspeitas que a cortina de fumo dirigida sempre para os mesmos fantasmas serve sempre o interesse dos mesmos de sempre, que estão longe de ser fantasmas.

E vejamos será que a Igreja Católica Apostólica Romana, que é a instituição que alberga essa organização corrupta e criminosa, chamada de Opus Dei, tem alguma responsabilidade por esta o ser e defender os interesses que defende seja na área económica, judicial e/ou policial

Dificilmente não acham!!!

Porque até foi ultimamente eleito alguém que é o oposto em valores para o Pontificado e não me venham com tretas que foi para disfarçar, pois no conclave apareceu um candidato dessa área que foi felizmente derrotado e o anterior titular, Ratzinger, não era mais do que um papa da Opus Dei.

Mas se fazem esta distinção entre esta Instituição e a outra que nesta e sob esta se abriga, porque é que não o fazem em relação a maçons e lojas que poderão não ter sido éticos como deviam e as Maçonarias no geral?

A resposta é simples: Porque não interessa!?!?!

Interessa esta capa de fumo para esconder os que sempre se aproveitaram do sistema e os verdadeiros poderes ocultos factuais que neste existem, que variam conforme as décadas mas que visam apenas uma coisa: Enriquecer-se contando com as falhas do sistema e praticando amoralidades

Esses sim, têm dinheiro para financiar artigos de jornais, em Portugal, e partidos, como a Liga Norte, em Itália.

São esses poderes fáticos que escaparam sempre pelos buracos da chuva em relação às crises que provocaram e que aparecem por detrás do financiamento ao fascista do Steve Bannon, à Frente Nacional - agora União Nacional, e onde é que já eu ouvi este nome - francesa, ao Rússia Unida de Putin, ao movimento do Brexit britânico - via financiadores e criadores da Cambridge Analytic - ou ao movimento do Tea Party/Alt-Right/K.K.K. que dentro do Partido Republicano dos EUA/USA que conjuntamente com este Presidente egocentrista, e candidato apoiado pelos mesmos, conseguiu na última reforma fiscal um abate de mais de 70% dos impostos que, os que o financiaram, pagavam!?!?!

Então a populaça já percebeu onde estão os que beneficiam com este caos?

E os nazis/extremistas de direita portugueses, do PNR, Hammerskins e/ou Nova Ordem Social, com relações internacionais com o movimento do Brexit, da (agora) União Nacional francesa, da Rússia Unida de Putin ou da Liga Norte de Itália irão continuar a espalhar o ódio por estas redes sociais para ver se eu e outros maçons temos medo de vós e nos calamos face ao que vocês representam?

Eu sei que muitos maçons não se estão para se expor, mas eu e outros não temos medo de vocês, seus racistas e vendidos com pele de cordeiro.

Eu e outros fizemos acusações directas da inserção de elementos da extrema-direita nas polícias e nas forças militares. Aliás os recentes casos de julgamentos, de agressões agravadas em esquadras contra cidadãos portugueses que foram agredidos só por terem uma cor de pele diferente, ou os casos de violência entre claques, são o corolário da impunidade que reina na inserção de membros e gangs de malfeitores do PNRHammerskins e/ou Nova Ordem Social, elementos racistas de claques de futebol e nacionalistas nessas instituições. O corolário é o criminoso Mário Machado, com inúmeros cúmplices nas diversas polícias e ramos das forças armadas portuguesas, ser candidato a uma conhecida claque de futebol, uma vergonha só permitida porque as autoridades deste país dormem, já deveria esse criminoso ter sido preso só por causa do ódio que promove e por se passear por aí de braço estendido em saudações fascistas, algo punível pela nossa constituição.

Finalmente o estado português parece que abriu parcialmente e em parte a pestana, pois pouco faltava para que estes facinoras se começarem a organizar em milícias armadas como existe em movimentos fascistas por essa Europa fora, como a Aurora Dourada grega, a Liga Norte italiana, o Jobbik e/ou Fidesz húngaros e a Rússia Unida de Putin que impunemente caçam homossexuais e emigrantes e/ou seus concidadãos de cor que não a branca pelas ruas e que fazem parte todos de entidades que vão buscar os seus financiamentos a quem controla FOX's, jornais como o Público os grupos como a COFINA, entre outros, que são antros de criminosos e de promoção do populismo puro.

É interessante ver que até num assunto tão simples como o aumento dos preços de combustíveis se exclui que a verdadeira beneficiada com esse aumento, a GALP Energia, que aumentou 200% os lucros em três anos, é apagada dos responsáveis do aumento dos combustíveis, só porque tem dinheiro para silenciar todos os jornais e jornaleiros desta terrinha, continuando estes a insistir na carga fiscal que até diminuiu marginalmente nos últimos anos.

Um Maçon deve ser ético e não pode silenciar-se face à ignomínia e aos vícios que povoam as catacumbas e masmorras desta terra, por isso somos odiados, porque os desmascaramos e não nos calamos e contribuímos em muito para a sua queda e para que neste mundo valores positivos e transversais sejam uma realidade.

Valores como a Democracia, a Liberdade, a Solidariedade, os Direitos Humanos, os Direitos das Crianças, a Fraternidade, os Direitos dos Trabalhadores, o Laicismo e a Igualdade entre homens e mulheres foram e são bandeiras maçónicas que todos comungamos.

Enquanto existir um Maçon, quem defende a ditadura e a perseguição apenas com base em pré-julgamentos terá da nossa parte luta sem quartel, por isso é que somos tão perigosos na Rússia, na Hungria, em Itália e em Portugal.

E uma nota final para os maçons portugueses, ficar à sombra de ter contribuido para criar coisas tão importantes como o SNS em Portugal é poucochinho, temos que reagir e perceber que não é a ser tolerantes com os intolerantes que por cá conseguimos atrair novos e jovens membros - mulheres e homens - mas sim a combater politicamente e socialmente por uma sociedade mais justa e solidária. Combatendo sem quartel esses facinoras, escondam-se estes sob a capa de jornaleiros ou de membros da extrema-direita que impunemente - e apoiados por elementos policiais - gritaram recentemente slogans fascistas à frente do palácio maçónico do Grande Oriente Lusitano. Porque quem se esquece que os anos de ditadura fascista foram anos de perseguição à Maçonaria dificilmente poderá lutar por essa sociedade mais justa e solidária.

A convocatória é simples: Não se calem, não se escondam e combatam os facinoras!?!?!

Quanto a mim não sou um criminoso e tenho orgulho em ser Maçon e de o dizer publicamente.

sábado, 2 de junho de 2018

Porque aumentam os preços dos combustíveis?











Este esclarecimento impõe-se, face à desinformação crescente que nos últimos tempos os órgãos de comunicação social têm imposto a todos nós, de modo a acolitarem a sua nova mascote populista, que dá pelo nome de Assunção Cristas.

Os impostos sobre os combustíveis não variaram nos últimos dois anos e meio, até pelo contrário tiveram uma ligeira baixa, fruto de uma correcção nos aumentos do preço do diesel (gasóleo) face à gasolina, já agora e esclarecendo este fator refiro que, o imposto sobre o litro de diesel (gasóleo) é mais barato - €0,33841 por litro (2016/2017) - do que sobre a gasolina - €0,54895 por litro (2016/2017) - assim e se o consumo do primeiro é superior e os aumentos deste também, a carga fiscal tende no seu todo a diminuir, embora apenas ligeiramente, pois o consumo de gasolina estabilizou e os preços desta aumentaram, embora de uma maneira percentual inferior ao diesel (gasóleo).

Deste modo procurar a resposta apenas centrada neste facto, para o aumento verificado neste último ano e meio e/ou últimos meses é absurdo e desde já afasto a justificação cretina e desinformativa que estes jornaleiros (não confundir com jornalistas) tentam passar em nome de uma razão puramente política, não tivessem estes nos últimos tempos servido apenas para isso, para fazerem oposição política. É que neste país passa-se o caso curioso de não haver órgãos de comunicação social isentos politicamente, sendo todos alinhados entre a extrema-direita racista e conservadora e a direita liberal económica e promovendo a mascote política fascista que adoptam no momento.

Deste modo as razões para os últimos aumentos são simples de enumerar, embora não expliquem tudo, assim e economicamente falando:
- O preço do "barril de crude" aumentou: desde janeiro de 2016 que o petróleo não pára de aumentar, tendo duplicado de preço nestes 2 anos e meio, dos 35 USD (dólar norte-americano) de 21 de janeiro de 2016 para os 70 USD atingidos a 17 de maio deste ano; mais especificamente e nos últimos 12 meses - que são os meses que condicionam fortemente as flutuações de preço no mercado final pois as contas são efectuadas com base nesta média - o barril de crude internacional subiu quase 50%, de 44 USD em 19 de junho de 2017 para 72 USD em 22 de maio de 2018.
- Depreciação do €uro face ao USD (United States Dolar): nos últimos dois anos o aumento da rentabilidade das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos face à perda de competitividade das obrigações do tesouro de todos os países europeus - a rentabilidade dos juros baixos e/ou negativa inibe esse investimento - rondou os 30% nestes últimos dois anos e meio; esta depreciação que é positiva por um lado pois aumenta a competitividade das exportações europeias face às dos Estados Unidos da América é penalizadora na única mercadoria ainda negociada exclusivamente em USD, ou seja, o barril de crude; por fim esta depreciação têm-se agravado nos últimos meses, atingido só no mês de maio deste ano um acumulado de 3,5%.
- Custos de refinação, armazenamento e transporte e situação de monopólio da GALP Energia: neste país temos um monopólio consentido nos seguintes campos, refinação, armazenamento e transporte, este é exercido pela GALP Energia, sendo que esta empresa que com este monopólio apenas conta com 20% do mercado da refinação na Península Ibérica - como refere enganadoramente na sua página de Internet - mas que em Portugal ronda os 80%, nos restantes campos de armazenamento e distribuição é inferior mas é sempre superior a 50%; este monopólio esmagador e consentido na refinação levou a que desde 2015 os lucros da área da refinação e distribuição da GALP Energia tenham aumentado mais de 200%, exacto e perceberam bem, o valor passou de negativo - em 2014 - a duzentos e tal milhões no ano de 2017 e este lucro foi conseguido por vários motivos; o primeiro a mudança do cálculo do valor de venda que passou a ser o do dia anterior no mercado de Roterdão - esta falcatrua implica que embora comprando o Petróleo quando quer pois aumentou o espaço de armazenamento joga com esse preço para aumentar os seus lucros internos - ditando como maior distribuidora e revendedora os preços sempre por cima e as outras empresas e/ou marcas não se importam de os acompanha; o segundo que esse monopólio dá-lhe a liberdade para cobrar os preços que quer e sem nenhum controle, sendo que os estudos da autoridade da concorrência nesta área têm demonstrado que o preço tem aumentado significativamente mas nada é efectuado para que esta distorção seja penalizada; por fim o chamado preço de transporte a granel - para os postos de abastecimento - e armazenamento no qual a GALP Energia na sua área de distribuição tem um peso considerável, pois não só fornece aos seus postos de abastecimento como a uma miríade de outras marcas, têm também vindo a aumentar contribuindo para os tais mais de 200% de aumento.
- Não inclusão de bio-combustíveis e a não reflexão desse factor nos preços finais: Em Espanha por exemplo a inclusão obrigatória de uma forte componente de bio-combustíveis levou a uma baixa do preço em 10%, isto nos últimos dois anos, em Portugal estamos aquém dessa incorporação e quando ocorreu foi aumentado o preço dos combustíveis, ou seja, a Autoridade da Concorrência em vez de punir esse aumento abusivo do preço por se incluir um componente de mais baixo valor, constata nos seus relatórios esse aumento e cauciona-o; a inclusão de bio-combustíveis em Portugal é das mais baixas da União Europeia e os países que têm também essa baixa inclusão são aqueles que como Portugal figuram no Top 10 dos combustíveis mais caros do mundo.

Termino com três observações e uma nota positiva de esperança.

É óbvio que este preço de cartel imposto mundialmente pelos países produtores de petróleo, liderados pela Arábia Saudita, e que mergulhou a economia mundial neste pico do preço do barril de crude atingiu um pico e estabilizou, e espera-se agora uma correcção que o pode levar aos 60 USD - apontado alguns analistas os 55 USD nos próximos 6 meses - pelo que este argumento pode ser posto de lado e contará pouco como factor futuro. Já agora o barril de crude, é assim denominado pois é uma unidade de petróleo em cru, esse barril varia entre os 158,987 litros (se for o barril produzido pelos norte-americanos) ou a 159,113 litros (se for o barril imperial britânico, que é produzido no mar do norte e vendido no mercado europeu), o barril de crude é representado por bbl;

Temos uma entidade que para nada serve a não ser para ser quem constata e quem monitoriza da implantação e reforço do monopólio da GALP Energia e não quem controla e quem intervém como está nas suas atribuições legais, se tivéssemos num país civilizado a ficção de entidade reguladora que temos e que se chama Autoridade da Concorrência, já tinha levantado vários processos à GALP Energia, multando-a exemplarmente e obrigado administrativamente que esta baixasse os preços da refinação - e não só pela atribuição de outro cálculo - e limitasse as suas ações no armazenamento e na distribuição a granel a outras outras empresas e/ou marcas de modo a que o seu peso neste campo passasse a ser exclusivamente o da sua quota de mercado que mesmo assim já é elevada. O que temos é pronograficamente insustentável e leva-me a pensar se nada mais se passa que não deva ser investigado judicialmente.

O que o governo tem efectuado a nível da inclusão da componente e reforço de bio-combustíveis é ridículo e muito poucochinho e nessa inclusão o não controle legislativo da prática dos dumpings de preço, ou seja, aumento do preço - quando este torna todo o produto mais barato - foi absurdo;

A nota de esperança é que acredito que os métodos de cálculo sejam revistos pelo governo nomeadamente na área da refinação, que a Autoridade da Concorrência comesse a funcionar sendo afastados por incompetência os que por lá consentem que uma empresa monopolista reforce o seu monopólio e aumente em dois anos mais de 200% os seus lucros e que o governo aumente a componente dos bio-combustíveis, por imposição Europeia, para uma percentagem maior dos que os actuais 16,23% na gasolina e 8,1% no gasóleo, como acontece por exemplo em países como Alemanha e/ou França. Por fim esta nota de esperança conclui com o aumento do uso de carros eléctricos e híbridos de modo a que haja por indução um menor crescimento do consumo fazendo com que a concorrência que hoje não existe comece realmente a funcionar.

Acabo como acabou o jornalista Paulo Querido, que com o seu curto post no Facebook acerca deste assunto me levou a escrever este artigo mais desenvolvido: "Agora voltemos às televisões e jornais e às suas "explicações" da treta, que já nem sabem o que é a notícia."

quarta-feira, 7 de março de 2018

E afinal o que é o Movimento 5 Estrelas em Itália?










Será mesmo populista?

Será mesmo anti-europeu e/ou euro-céptico?

Será mesmo isolacionista?

Uma coisa é o que nos vendem, outra é o que está publicado e também outra foram as suas atitudes até agora. Algures no meio encontra-se o que será a sua actuação num futuro governo, isto é se o conseguir ser.

Antes demais vamos ao o que é o M5S (acrónimo da palavra italiana: Movimento 5 Stelle), como é chamado e como a partir de agora me referirei a este.

O M5S começou como um partido de protesto, ou um não partido (como estes se referem a si próprios), o seu fundador e que ainda tem algum relevo mas pouca influência ideológica, como veremos mais à frente, é o antigo comediante e palhaço, Beppe Grillo, daí se chamarem na gíria política italiana aos seus militantes e dirigentes como os grillistas. O M5S apareceu como um movimento anti-partidos, mas vamos lá compreender a realidade política italiana para percebermos este anti-partidarismo.

Quando apareceu, tanto os partidos de direita, como algumas personalidades políticas de esquerda (nessa altura os antigos PSI e PCI já se tinham fundido no Partido Democrata), eram assaltados de escândalos frequentes que iam desde: compra de votos por entidades de interesses criminosos e/ou obscuros; escândalos de corrupção frequentes; benesses dos deputados, senadores e políticos italianos que na generalidade eram uma afronta ao comum dos italianos que lutava para sobreviver.

Reformas impopulares de governos de centro-esquerda prosseguidas por governos de centro-direita e por fim e de novo pelo centro-esquerda e que serviram para salvar instituições financeiras e grandes conglomerados empresariais que foram objecto de saque com a complacência, quando não com a cumplicidade de muitos políticos e respectivos partidos, fizeram o resto. Não havendo, em Itália, intervenção da Troika, houve uma austeridade que o comum dos italianos não aceitou a bem, pois não percebiam porque é que tinham de pagar pelos erros e pecados de grandes industriais, empresários e banqueiros, que muitos deles iam para a política (quase sempre para os partidos de direita) para ganhar imunidade face aos seus crimes de colarinho branco.

O M5S de Beppe Grillo, assume desta maneira a posição, não a de anti-partidos tradicional histórica, ou seja, como os movimentos fascistas de direita e/ou de esquerda comunista que os queriam destruir para implantar a sua forma de visão do mundo totalitária, mas como reação contra estes partidos e estes políticos do seu país, a Itália.

E isto é fundamental para perceber três coisas basilares neste movimento e que influenciam alguns dos eventos e da sua ideologia contida nas suas ações e no seu programa de governo.

Primeiro é um movimento pela dignificação da política, ou seja, os seus candidatos eleitos só ganham aquilo que ganhavam na sua profissão anterior (mais ajudas de custo se forem de longe de Roma e lá se tiverem que instalar), assim um mecânico de automóveis candidato ganhará lá o mesmo do que quando era mecânico de automóveis, o mesmo se passando com outros, sejam estes empresários, profissionais liberais, funcionários públicos, funcionários por conta de outrem e reformados (sinceramente não investiguei a possibilidade de se um candidato não tiver rendimentos, mas julgo que deverão ter estabelecido alguma quantia base). A ideia central é que um político é um cidadão comum e para lá voltará quando servir o seu povo no órgão para que for eleito, devendo ficar com o mesmo património com que entrou e não ser prejudicado por isso, mas e isto é importante, também não ser beneficiado. Dentro desta lógica, da dignificação da vida política, defendem que quem tiver algum delito no seu registo criminal, não pode ser candidato e levam isso tão à letra que o seu líder carismático, Beppe Grillo, já não pode ser candidato pois tem uma infração criminal por ter estado envolvido num acidente de automóvel que provocou uma morte, tendo uma condenação por esse facto. Também se batem pela redução de todas as grandes benesses ainda existentes e de que beneficiam todos os políticos de todos os outros partidos, com estes a serem a única excepção. Por fim e por causa disso são contra todas as subvenções estatais e privadas não singulares de apoio à sua actividade partidária e recusam beneficiar destas e do remanescente dos seus ordenados, tendo devolvido todas essas verbas ao estado, financiam-se exclusivamente por pequenas doações dadas regularmente pelos seus mais de 100 mil militantes ativos, não podendo haver doações acima de um determinado montante.

Segundo é um movimento pela democracia directa e superação da democracia representativa, construíram para o efeito uma plataforma, que chamam de Rosseau (até esta havia recorrentes polémicas sobre a justeza do apuramento dos resultados de vários referendos internos) deste modo muitas decisões são tomadas por e-democracy, essa plataforma que agora está relativamente bem construída, serve para que os seus inscritos participem dando propostas e votando em alternativa os seus programas de candidatura. Por exemplo, o programa de governo destas últimas legislativas, foi discutido e votado por mais de 80 mil cidadãos, através desta plataforma. Os candidatos a candidatos que se apresentem têm que ser aprovados em primárias e votados pelos seus militantes, da autarquia, da região, do círculo respectivo uninominal nacional ou em lista para as assembleias locais, regionais e/ou nacionais. Essas candidaturas são espontâneas e não pode haver por cima nenhuma influência. No M5S são defensores do mandato imperativo e/ou mandato vinculativo, que é a teoria que refere que os seus eleitos estão vinculados e imperativamente têm que cumprir os programas porque são eleitos e as decisões entretanto tomadas colectivamente e por referendo pelo seu colectivo militante, seja este nacional, regional e/ou local, que está sempre acima da opinião pessoal de quem for eleito.

Terceiro, é um movimento ecologista de base, ou seja, as bases mais ideológicas políticas e éticas do movimento saíram de organizações ecologistas locais e defensoras de um decrescimento económico sustentável, passo a explicar o que é isso: esta teoria bioeconómica defende a tese de que o crescimento económico, entendido como aumento constante do Produto Interno Bruto (v. PIB), não é sustentável pelo ecossistema global, esta ideia é oposta ao pensamento económico dominante, segundo o qual a melhoria do nível de vida seria recorrência do crescimento constante do PIB e portanto, o aumento do valor da produção deveria ser um objetivo permanente da sociedade, a questão principal, segundo os defensores do decrescimento, é que os recursos naturais são limitados e portanto não existe crescimento infinito, devendo a melhoria das condições de vida ser obtida sem o aumento do consumo, mudando-se o paradigma dominante. Para os teóricos do decrescimento económico sustentável o PIB é uma medida apenas parcial da riqueza e, se se pretende restabelecer toda a variedade de riquezas possíveis, é preciso deixar de utilizá-lo como bússola, neste sentido, defendem a utilização de outros indicadores tais como o índice de desenvolvimento humano (IDH), a pegada ecológica e o índice para uma vida melhor (índice da OECD).

E agora vamos analisar os pontos de vista iniciais, do M5S, de dois assuntos que se tornarão polémicos no futuro, os refugiados e a sua relação com as instituições europeias. Não havia posição muito definida inicialmente sobre os refugiados porque sendo um problema na altura da sua criação não o era tão grave e/ou preponderante como agora, pois a Itália era então e apenas, um país de passagem e pouco acolhia. Sobre a União Europeia as críticas iniciais baseavam-se então em três assuntos: 
  • As benesses dos deputados europeus e a falta de transparência do Parlamento Europeu e das restantes instituições europeias; 
  • A falta de democracia nas decisões da União Europeia, pugnando por um peso maior e único, na tomadas de decisões do Parlamento Europeu e dos parlamentos nacionais, sendo que o primeiro deveria ter uma reforma muito grande e contar com mecanismos europeus de democracia direta; 
  • Por ter base ecologista eram contra acordos como os TTIP/TAFTA e o TPP (ou semelhantes) pois acham que assim limitam a influência de multinacionais poluidoras, canibalizadoras (eu diria terroristas), anti ambientais e contra a natureza.

E agora vamos lá às evoluções futuras que determinaram algumas acusações fundadas ou não de anti-europeismo e de anti-emigração.

Sobre a União Europeia, e após as eleições de 2014, em que teve mais de 5 milhões de votos, o M5S elegeu 17 deputados e foi excluído e empurrado literalmente para os braços do UKIP e dos populistas anti europeus britânicos. E porquê?
Primeiro foram bater à porta dos grupos a que queriam aderir e pelo o qual tinham mais apetência que eram os da GUE/NGL (Grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdica Verde) e os G-EFA (Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeia), mas estes literalmente fecharam-lhes as portas com o argumento de que eles não eram ecologistas, o que já vimos que é uma valente parvoíce, mas infelizmente foi a decisão mais dos partidos italianos de esquerda do primeiro grupo e dos outros afiliados a estes partidos do que dos verdes nórdicos ou dos verdes, que tinham e continuam a ter muita simpatia por estes no plenário do Parlamento Europeu. 
Segundo e após estes dois grupos fecharem as portas, o M5S, foi bater à porta em Janeiro de 2017, do ALDE (Grupo da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa), que após avanços e recuos internos vários lhes também fechou as portas, o motivo foi que estes não eram europeístas suficientes, querendo que estes abandonassem as suas reservas contra as instituições europeias, que não o Parlamento Europeu, e que mudassem a sua posição contra as benesses que os deputados italianos tinham neste órgão, como é óbvio estes não o fizeram.
Por fim e em terceiro lugar, o UKIP (que está de saída do Parlamento Europeu) propõe-lhes a entrada e recriação de um grupo político com base nos seus aliados, ou seja, uns gatos pingados tresmalhados de outros grupos que nunca conseguiriam formar um grupo no Parlamento Europeu sozinhos, pois estes afastaram-se do grupo dos partidos fascista da direita europeia, pomposamente denominado de ENL (Grupo Europa das Nações e da Liberdade), é assim fundado o EFDD (Grupo Europa da Liberdade e da Democracia Direta) e que conta com 45 deputados e no qual os seus 17 deputados gozam de grande autonomia e votam a quase totalidade das vezes pelas posições dos dois primeiros grupos de onde foram impedidos de entrar. 

Absurdo, pois?!?!? 

Mas é daí que pelos vistos vem o seu carimbo de anti-europeistas e/ou euro-cépticos. Se lhes fecham as portas e os enviam literalmente para os braços de quem está de saída do Parlamento Europeu. Só espero que alguns dos Grupos dos Verdes ganhem juízo e os autorizem na próxima sessão do Parlamento Europeu a aderir a algum destes grupos onde são patente nas suas votações constantes conjuntamente com estes, a consonâncias das suas opiniões com área ideológica verde deste Parlamento, aliás explicarei isso com mais detalhe mais à frente.

Sobre a posição em relação aos refugiados, podemos pegar, no seu programa político com que se apresentou neste tema ao eleitorado, intitulado: Parem com o Negócio da Imigração. E podemos ver que o que estes exigem é uma real solidariedade entre os europeus para aceitar mais refugiados, aliás a posição destes em momento algum refere algum tipo de posição isolacionista, é só ler o seu programa e vemos que pugnam por uma política de acolhimento mas que acham, e bem, que a União Europeia está a ter uma atitude pouco solidária e a passar o ônus total desta questão para os países que como estes, a Itália, ou seja, a Espanha, Grécia e Malta acolhem milhares de refugiados. Referem claramente que vão tomar atitudes se estas políticas de falta de solidariedade se mantiverem, como a denúncia do acordo Schengen e o não recolher mais refugiados, porque se os restantes países da União Europeia não são solidários seja no acolhimento de mais refugiados seja no apoio financeiro e na gestão destes fundos de forma transparente, porque é que estes têm que arcar com quase mais de um milhão de refugiados que têm e que lhes trazem variados problemas. Pois muitos destes refugiados recusam a sua integração pois alegam que querem sair de Itália. Também pugnam por uma política mais transparente no uso dos fundos internos e da União Europeia que estão destinados a estas ações, daí o título ser um trocadilho entre os negócios e o dinheiro pouco transparente que é usado neste âmbito. Parte desta posição já a tinha Mateo Renzi, antigo PM eleito pelo Partido Democrata e líder da coligação de centro-esquerda que governou até estas eleições. Já em relação à gestão de fundos o seu governo nunca foi muito transparente no seu gasto e este era a crítica central do M5S ao governo do Partido Democrata e aos seus aliados de centro-esquerda. O carimbo de anti-refugiados e racistas e populistas neste assunto é por esse motivo absurdo e deixa-me a interrogação se alguém leu as miseráveis 8 folhas do programa do M5S acerca deste assunto? 

O problema parece ser a decisão original tomada nos inícios do M5S de defesa do direito de ius soli, ou seja, da defesa da nacionalidade apenas atribuída em função do nascimento no país e não da origem dos pais, posição essa que foi votada e aprovada em referendo interno, o mesmo se passou com outra polémica ocorrida em outubro de 2013, em que dois Senadores apresentaram uma emenda destinada a abolir o crime de clandestinidade, ou seja para estes os refugiados serem clandestinos era um absurdo, Beppe Grillo, contestou essa decisão e pôr isso à consideração do colectivo, em referendo interno e após muita discussão, os membros do M5S rejeitaram a posição do seu líder e fundador e aprovaram a decisão dos Senadores. Tornando desta maneira o M5S um partido que se opõe oficialmente à criminalização da clandestinidade dos refugiados. Sendo uma posição progressista porque é que se apelida este partido de racista em relação aos refugiados e emigrantes?  

E agora analisemos algumas decisões e/ou polémicas e outras menos polémicas que estes tomaram:
1. Aprovaram em referendo interno a legalização do casamento entre casais do mesmo sexo, mas recusaram, também em referendo interno, a possibilidade de adoção por casais do mesmo sexo;
2. Um deputado seu, agora não recandidato, teve algumas intervenções conotadas com atitudes fascistas e saudosistas, foi após estas desautorizado por Beppe Grillo bem como pela esmagadora maioria dos seus pares, que se sentiram muito incomodados, alguns chegaram a pedir a sua demissão, coisa que não aconteceu;
3. O programa com que se apresentaram nas anteriores eleições era minimalista em muitos assuntos, e alguns importantes como a Saúde ou a Segurança Social, deste modo não era raro os deputados e senadores então eleitos terem liberdade de voto, o que gerou muitos conflitos internos. Com a aprovação de um programa mais extenso e definido em muitas áreas com que agora se candidataram, nestas eleições, tentaram que isso acontecesse menos. A título de curiosidade, nas eleições anteriores de 2013 tiveram 109 deputados (26% nos resultados eleitorais) na Câmara de Deputados (sendo a maior bancada de um só partido) e 54 senadores (24% dos resultados eleitorais) no Senado;
4. Foram em alguns momentos suporte da maioria de esquerda e votaram muito mais vezes pelo e com o Partido Democrata e restantes forças minoritárias de centro-esquerda que suportavam o governo do que com a oposição de direita;
5. Nem tudo foram rosas, e no decurso da anterior legislatura foram expulsos ou se demitiram 18 deputados e 19 senadores eleitos, que passaram para o Grupo Misto, por vários motivos, ou porque apoiaram as posições do governo com maior ênfase, ou porque não devolveram as verbas que deveriam devolver, ou porque discordaram de posições tomadas em referendos internos, violando o principio do mandato imperativo e/ou mandato vinculativo, tendo alguns formado um colectivo informal conhecido como GAPP (Gruppo Azione Partecipazione Popolare);
6. O seu então líder e fundador, Beppe Grillo, tomou muitas vezes o partido de posições que acabaram derrotadas em referendos internos, como a referida no ponto um por exemplo ou uma política mais populista em relação aos refugiados e que votações já aqui referidas derrotaram;
7. No Parlamento Europeu, perderam também dois deputados um que se juntou à Liga Norte e ao Grupo Europa das Nações e da Liberdade e outro que aderiu como independente ao Grupo dos Verdes/Aliança Livre Europeiamas os seus parlamentares europeus destacaram-se entre outros assuntos
  • Na defesa dos direitos humanos e das minorias; 
  • Na defesa dos direitos das mulheres; 
  • Nas múltiplas propostas sobre assuntos ambientais; 
  • No reforço do papel deste parlamento face às restantes instituições europeias; 
  • Como críticos aos gastos que este parlamento tem por ter duas sedes e dois plenários; 
  • Como muito críticos aos poderes excessivos da Comissão Europeia; 
  • No relatório da responsabilidade social das empresas, de que foram os grandes dinamizadores. 
A pergunta que fica será que estes assuntos são de extrema-direita populista e euro-céptica?

Diante destes factos como é que poderemos encosta-los à direita populista, euro-céptica e fascista, será que os correspondentes jornalistas italianos e do parlamento europeu não sabem ler italiano e/ou perceber com o seu sentido de voto no plenário do Parlamento Europeu com quem mais estes se identificam?

Por fim olhemos para os candidatos a Ministros, que foram propostos pela sua direção e sufragados em primárias internamente, como aliás foi o seu actual líder e candidato a Primeiro-Ministro. Luigi Di Maio, analiso apenas daqueles que considero mais sensíveis:

  • Emanuela Del Re, como candidata à importante pasta dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, o seu Currículo está cheio de experiências como professora em Universidades Europeias e são conhecidas as suas posições pró-europeias mas de crítica à falta de poderes do Parlamento Europeu;
  • Paola Giannetakis, descendente de gregos, como Ministra do Interior e especialista em psicologia criminal forense, sendo alguém que defende a reinserção dos criminosos na vida ativa; 
  • Alfonso Bonafede, especialista em direito, para Ministro da Justiça, o seu maior mérito foi ter proposto e conseguido unanimidade nas duas Câmaras, a de deputados e a senatorial, da emenda de uma lei popularmente intitulada de princípio e/ou ação de classe que era um flop até esta alteração legislativa se verificar e que deveria proteger as associações de consumidores e pequenos accionistas/consumidores contra as fraudulentas ações das grandes empresas, dos bancos e instituições financeiras. O último caso com relativo sucesso foi a ação interposta pelos donos de carro contra a Volkswagen em 2016;
  • Elisabeta Trenta, militar e antiga conselheira militar do contigente italiano da operação de paz no Líbano e do Afeganistão, e política da operação do contingente italiano do Iraque, professora universitária e candidata a Ministra da Defesa, pró-NATO e membro de vários grupos de discussão internacionais de Defesa e especialista em ciência política e geo-política militar e de defesa. Já agora em 18 ministros propostos, 4 são mulheres e tal como esta cheias de mérito e em pastas centrais;
  • Andrea Roventini, candidato a Ministro da Economia e das Finanças, professor de economia da Universidade de Santa Ana de Piza, membro e professor convidado de muitas instituições francesas, italianas e dos Estados Unidos da América e conselheiro da Comissão Europeia, é considerado pelos meios académicos um neo-keynesiano.
  • Sergio Costa, general de brigada da polícia florestal italiana da Região da Campânia, e candidato a Ministro do Ambiente da Tutela do Território e do Mar, sendo formado e mestre em ciências agrárias, florestais e ambientais e um dos principais opositores ao uso de resíduos tóxicos e nucleares e defensor do fecho das centrais nucleares italianas.

Se repararmos temos, nesta e noutras pastas pessoas académicas com vasta experiência profissional e académica nas suas pastas e insuspeitas de ser quer extremistas, quer populistas quer até ligadas à extrema-direita, então quais os receios?

Analisando este texto existem muitos problemas de interpretação e de entendimento do que é o M5S, não fui de todo exaustivo, mas por esta resenha, refuto interpretações absurdas de simplismos jornaleiros que carimbam este movimento de diversas coisas que não são de todo verdade nem defensáveis à luz do que se conhece sobre estes. 

A Itália não virou à direita ou populista, apenas se cansou dos seus políticos e votou massivamente num partido, ou num não partido, que eles consideram mais transparente e sincero.

sábado, 3 de março de 2018

Mas afinal para que é que serve um cargo político?











Uma das últimas dos municípios, representados pelos seus Presidentes da Câmara, tenham a cor que tiverem, é de clamarem fundos para executarem o trabalho que já deviam ter efectuado à décadas, a saber, o de limpeza dos terrenos e baldios que os particulares não fazem e acharem que, se não o fizerem, não podem ser responsabilizados politicamente!?!?!

A pergunta que fica, é: Mas então para que é que serve um cargo político?

É que muitos destes autarcas foram lestos e rápidos no julgamento do governo e da então Ministra da Administração Interna nas falhas que seus serviços subordinados, que atuam com muito mais autonomia do que uma mera limpeza de terrenos particulares e baldios, na assunção das responsabilidades desta e deste (inclusive do primeiro-ministro).

Então têm há mais de 10 anos esta responsabilidade e agora têm mais de 50 milhões disponíveis e instrumentos de poderem através da máquina fiscal vir a ser ressarcidos desses gastos que são, como o governo diz e bem, só acrescentados na sua dívida se não forem usados, mas, e mesmo assim, umas dezenas de Presidentes da Câmara andam por aí compungidos a clamarem fundos mas a sua não responsabilidade por não efectuarem a limpeza que lhes compete!?!?!

Mas estamos a brincar?!?!?

Para que é que estes foram eleitos?

Para não serem responsabilizados por não fazerem o que está na sua competência política e administrativa?

Parem de "ser choramingas" e de clamarem todas as vantagens e apoios financeiros e nenhuma responsabilidade!?!?!

Se tivemos o desastre que tivemos foi também e muito devido aos autarcas que durante anos deveriam ter cumprido com a lei e assobiaram para o lado de forma constante, clamando falta de meios financeiros e de instrumentos administrativos, agora que os têm, é porquê? Falta de tempo, já ouvimos isso em algum lado?

O estado central desde Outubro que está a limpar milhares de quilómetros de caminhos públicos e matas da sua responsabilidade e que pode limpar, pois para quem não sabe e devido a restrições ambientais, algumas matas e/ou áreas protegidas não podem ser tocadas e/ou limpas.

Se o estado central falhar lá estarão estas prima-donas a chamar à pedra o estado central, mas que moralidade terão? Ou tiveram?

Mas afinal para que é que serve um cargo político?

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

E se alguém vos impusesse uma Capital?



  E se por motivos históricos, de termos sido um país esclavagista, um dos maiores, os países do continente africano agora dissessem que Lisboa não poderia ser a nossa Capital, pois foi o principal porto de tráfico humano europeu, que por esse motivo, teria que ser outra cidade porque a nossa capital seria uma cidade internacional em memória dos africanos que pereceram nesse comércio!?!?!

   Seria um absurdo, mas esse absurdo existe actualmente, e é o que se passa em relação a Israel!?!?!

  Reconhece-se a todos os países do mundo o direito de decidir de acordo com o seu povo qual é a sua capital, mas no caso de Israel, quem tem que decidir não é o estado de Israel, nem os representantes democraticamente eleitos por esse estado, mas sim todos os países, inclusive alguns com ditaduras sanguinárias e teocracias que sempre se estiveram a marimbar para a audição do seu povo e são ditaduras ferozes que usam o poder da rua e da massa dos analfabetos direccionando-os para esse problema, para que esse inimigo comum os adormeça.

  O problema é que esse tal poder de rua está a tomar consciência de si próprio e a marimbar-se cada vez mais para esse adormecimento, como se viu com os protestos da chamada primavera árabe e mais recentes e cíclicos, do Irão!?!?!

  Conheço bem a rua árabe e para um egípcio, saudita, iraniano ou um jordano, a Capital de Israel ser Jerusalém é algo que lhe é indiferente. Por exemplo se lhe disserem que os seus governantes irão ser menos corruptos, que irão ter empregos ou que o seu futuro e dos seus filhos é mais do que um prato de lentilhas e tâmaras conseguido muitas vezes pela caridade do zakat, financiado pelos muito ricos que corruptamente os espoliam, este importava-se, agora Israel ter uma Jerusalém una como capital, estes (e até de entre estes, muitos palestinianos), estão a marimbar-se para tal facto.

  O estatuto de Jerusalém como capital e por arrasto a existência de Israel, é o assunto dos ditadores e dos governos corruptos árabes, acolitados por um europeísmo anti-semita e por uma indisfarçável inépcia da Comunidade Internacional de perceber a história e de se adequar a esta.

  Israel ocupa de facto toda a Jerusalém, porque conquistou esse território em Junho de 1967, na Guerra conhecida como a dos Seis Dias, e nesta cidade instalou não só o seu parlamento, como o seu Governo, os seus tribunais superiores bem como o estado-maior dos seus exércitos.

  Israel não precisa de pedir autorização a ninguém para que declare, a totalidade da cidade de Jerusalém, como sua capital e exigir que as embaixadas de países que nesse país têm representação diplomática sejam aí instaladas. E até poderia expulsar todas essas delegações diplomáticas que não cumprissem essa exigência. A paciência pela falta de respeito é apenas e só um compasso diplomático, mas gostaria de observar a maneira como alguns que agora falam de peito cheio, na ONU, reagiriam se Israel cortasse relações diplomáticas com estes por causa desse assunto.

  E muitos deles sairiam pela porta baixa e a sua vida correria muito pior, inclusive muitos dos países árabes. É que muitos esquecem-se que Israel não precisa de muitos deles porque se tornou num país com uma auto-suficiência razoável capaz de aguentar um estado de guerra permanente durante largos anos. O que referi não é segredo nenhum, pois quem está rodeado por inimigos e ditaduras ou democracias musculadas mais que suspeitas e que o querem destruir, é na paz que se prepara para a guerra.

   Mas voltemos a Jerusalém: Quem é que reclama mesmo Jerusalém Oriental? É que Jerusalem Oeste ninguém nunca pôs em questão que seria uma cidade Israelita. Um tal Estado Palestino, mas o que é esse Estado Palestino? E que reais direitos tem?

  O Estado Palestino não é nem nunca foi um estado e nem nunca terá algum direito de se arrogar ao direito de exigir a quem é o legítimo ocupante da terra, alguma oportunidade de lá ter alguma instituição. Na ONU nem sequer é chamado de Estado, mas de Autoridade, que de autoridade sobre o território tem pouco e de coesão interna ainda menos!?!?!

  Vamos lá a factos em vez da ficção porque isso é o que se impõe, quando somos seres racionais.

  O então Emirato da Transjordânia (nome porque era conhecido o actual Reino da Jordânia que chamarei a partir de agora por Jordânia) era o país que ocupava de facto Jerusalém Oriental e entrou em guerra com Israel, tentando-o invadir e derrotar em 1967, em conjunto com mais sete aliados, e que, com estes foi derrotada copiosamente nessa tentativa. A Palestina que nem hoje é um estado, então não era mesmo nada, não existia, nem com terra, nem com governo nem reconhecida internacionalmente. Arrogar-se um estado que nunca ocupou aquela cidade como tendo direitos sobre essa cidade é demente e um completo absurdo, não só histórico, como de direito internacional como e até diplomático.

   O reconhecimento da Palestina através da OLP dá-se em 1974, na ONU, anos depois de Israel ser o legítimo ocupante de toda a Jerusalém. Estes são os factos e não a ficção ou a mentira propalada.

  Dir-me-ão mas a comunidade internacional nunca reconheceu essa ocupação, a pergunta que fica é: Então porque é que não é a Jordânia a reclamante?

  E não só não é como quis sempre esse território, que já agora, também nunca foi realmente desta. Quando a Jordânia foi criada, este território que incluía Jerusalem Oriental nunca foi desta, pois até 1948, o território integrava a parcela remanescente da então chamada Palestina histórica, possessão do Império Britânico, a qual foi dividida em três partes: uma parte passou a integrar o Estado de Israel e as duas outras, Faixa de Gaza e a Cisjordânia/Jerusalem Oriental (ambas estabelecidas como não tendo Judeus, o que era uma mentira pois a Cisjordânia sempre teve cidades históricas e maioritariamente judaicas), deveriam integrar um potencial e futuro Estado Palestino, a ser criado, conforme a Resolução 181 da ONU aprovada em 1947, com a anuência da anterior potência colonial da zona, o Império Britânico, mas com a oposição clara de Israel e dos países árabes vizinhos, Egipto e Jordânia. 

  O Egipto sempre reclamou a Faixa de Gaza e a Jordânia a Cisjordânia e Jerusalem Oriental, mas não só reclamavam essas porções de território, como todo o actual estado de Israel, a tal Palestina histórica, fazendo acordos com outros estados árabes para evadir, retalhar e limpar etnicamente os judeus desse território. A resolução da ONU desse modo foi ignorada, bem como as pretensões da antiga potência ocupante, o Império Britânico.

  Letra morta para uns, Jordânia e Egipto e países árabes seus aliados, que agora se arrogam ao direito de serem campeões do direito internacional, e de espante-se exigir as fronteiras de 1948, que nunca respeitaram e ou reconheceram!?!?!

   Mas vamos aos restantes factos.

  Como se resolveu essa disputa? Após Maio de 1948, as nações árabes vizinhas de Israel, invadem e tentam ocupar Israel, numa série de batalhas decisivas e com alto sacrifício humano, os Israelitas rechaçam os invasores e após uma série de acordos de armistício, o Egipto consegue a Faixa de Gaza e a Jordânia consegue a Cisjordânia e Jerusalem Oriental. 

  Mas dá-se um facto curioso: Nunca (sublinho o NUNCA) nenhum destes dois países deu a terra que conquistou a alguma autoridade e/ou Estado Palestino, ou seja, o que agora exigem a Israel, nunca estes o fizeram e tiveram de 1949 a 1967 para o fazer, ou seja, 18 anos em que de facto a tal Palestina era uma letra morta mas que poderia ter sido resolvida por mero acto de entrega do Egipto e da Jordânia aos Palestinos!?!?!

  E porque não o fizeram?

  Simples, para quem não sabe história é fácil dizer que os Israelitas se opunham, mas para quem sabe, o problema não eram os Israelitas mas os próprios Palestinos. É que a esmagadora maioria deles e dos seus representantes não queriam ser independentes. E a própria OLP até ao final da década de 70 tinha como posição política a expulsão pura e simples dos Judeus e não a independência e autonomia territorial de uma Palestina como Estado. Aliás numa célebre declaração de Março de 1977, Zahir Muhsein, membro executivo da Organização de Libertação da Palestina (OLP), disse em entrevista ao jornal holandês Trouw: "Não existe 'povo palestiniano'. A criação de um Estado palestiniano é apenas um meio para continuar a nossa luta contra o Estado de Israel". Esta era a posição maioritária na OLP e sempre foi, este líder e outros apenas disfarçavam a mesma por pressão dos seus financiadores que queriam se livrar dos refugiados árabes palestinianos que acolheram após as guerras falhadas contra Israel. Mas o que é certo é que nunca ocorreu até aos anos 70 aos Palestinos um estado independente e nem interessava aos próprios vizinhos e financiadores da OLP, até estes ficarem com o ónus de acolher e alimentar centenas de milhares de refugiados

  Pode-se então dizer que a ideia da criação do estado Palestino parte não dos próprios Palestinos mas dos países árabes vizinhos que até então reclamavam como sua toda a Terra do mandato britânico da Palestina.

  E o problema é esse mesmo, não existe povo palestiniano, não há cimento nenhum que crie uma identidade que nunca existiu?!?!?

  Então porquê insistir, em criar algo que não existia e que hoje ainda não existe?

  Essa é a pergunta que se deveria fazer? Nomeadamente a quem defende a solução dos tais dois estados, que foram acordados mas que da parte Palestina pouco ou nada foi feito para que fosse uma realidade, a começar pelo reconhecimento de Israel como estado soberano. É um facto que grande parte dos movimentos da OLP (federação de movimentos) e o Hamas, recusam a existência de Israel. Como pode uma parte respeitar outra, se, nem reconhece o direito de existência com quem negoceia!?!?!

  Antes de atitudes espúrias, como a que tomou o nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros, talvez na esperança vã (porque não realizável até hoje) de que os países árabes comprem parte da nossa dívida pública e que possamos ter crédito na compra de Petróleo (o que nunca aconteceu), devia o nosso estado exigir uma coisa muito simples: Que a OLP e o Hamas reconhecessem o simples direito de existência da contra-parte. Porque caso contrário de que interessa haver negociações se uma parte está sempre de má fé negocial, pois ao não reconhecer a outra não pretende nunca cumprir o que se comprometer, como aliás aconteceu com grande parte dos acordos de paz.

  Que de paz, teve apenas as letras lá escritas pois da Palestina sempre houve ataques terroristas e guerra de baixa intensidade. Israel respondeu, como se sabe e o que é certo é que os ataques nunca acabando ficaram seriamente controlados, a tal paz não foi assim acordada, mas conseguida por Israel à custa de muitas vidas humanas e biliões de euros investidos na sua segurança e na contenção razoável dessa permanente guerra de baixa intensidade.

  Por fim será inevitável a inexistência de uma Palestina e o reconhecimento de toda a Jerusalém como capital de facto de Israel, e porquê?

  Porque a Palestina é um estado falhado apesar dos abundantes recursos que lhes foram facultados, que num estado falhado corrupto apenas serviram para enriquecer uns quantos e nada construir e nada existir!?!?!

   Já foram à Palestina, muitos que defendem a sua existência? 

  Já viram as ruas com esgoto a céu aberto, estradas esburacaras, escolas onde menina não entra mas entra o ódio racista aos judeus nos manuais escolares que a cooperação europeia paga e sai dos vossos impostos? Já conheceram a Palestina das grandes mansões e dos carros luxuosos, quando mesmo ao lado e na mesma rua, crianças brincam no esgoto e dormem às dezenas em quartos comuns de casas com duas divisões que são ao mesmo tempo cozinha, quartos e salas? Já ouviram falar da Palestina, onde um agregado familiar paga em média um terço do seu rendimento para a electricidade e água e que muitos nem a têm em condições, mas que esses pagamentos servem para financiar a hierarquia da Fatah? Conhecem a Palestina dos grupos mafiosos que vivem do tráfico de substâncias ilícitas e armas para Israel, a Jordânia, o Egipto, o Líbano e a Síria, grupos esses que usam as suas mulheres e as suas crianças como objectos de tráfico? Conhecem ou também compram a ideia da Faixa de Gaza idílica do Hamas e da Cisjordânia do pão e do mel rodeada pelos maléficos Judeus?

  Israel sempre teve muita paciência para tolerar a existência dessa ficção de estado cheio de criminosos e corruptos e imposto internacionalmente às suas portas, mas a paciência tem um limite, e ou este estado falhado explode e entra em convulsão, como aliás será o mais provável e Israel, a Jordânia e o Egipto ocupam as partes remanescentes que ficarem do que sobrar desse estado falhado, ou, o status quo se mantém e o tal estado falhado continuará até haver uma guerra que arrume o assunto de vez. 

  E nessa guerra Israel que não usou o dinheiro das suas forças armadas para que generais se encham e sejam nos países árabes os ricos do sistema político e social corrupto que por lá capeia, estará em boas condições de infligir outra pesada derrota a quem se lhe opuser, como fez aliás recentemente no Líbano, expulsando definitivamente o Hezbollah do seu Sul e acabando de vez com os mísseis que causaram dezenas de mortes ao longo dos anos. Eu sei que alguns eram mortes de judeus e que isso tem pouca importância para a esquerda conhaque e anti-semita europeia, mas são os factos e não a ficção!?!?! E eram todos cidadãos de Israel e neste país sejam, Judeus, Islâmicos, Cristãos, Bahaai's ou mesmo de outra crença ou sem crença, todos podem viver em paz, já agora, acontece o mesmo nos restantes estados vizinhos?

  Não tenhamos ilusões, nem exijamos absurdos, Jerusalém é una e indivisível e a Capital de facto e de jure de um estado Israelita, democrático, aberto, transparente e acima de tudo soberano e livre.