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quarta-feira, 26 de julho de 2017

De uma vez por todas se respeitem as vitimas




   Instrumentalização, aproveitamento, política e jornalismo de sarjeta. A direita conseguiu descer o debate a níveis impensáveis em Democracia. A comunicação social, especialmente o SIC/Expresso, conseguiu ir tão longe quanto o Correio da Manhã no campo do sensacionalismo e tendenciosidade política das redações. O que aconteceu com o caso da lista das vitimas de Pedrogão ultrapassou tudo aquilo que era possível presumir que chegaria a política e o jornalismo. E não estamos a falar do simples click-bit
  Nunca o Expresso se comprometeu tanto com uma tendência política como nos últimos tempos. Nunca o Expresso extrapolou tanto aquilo que define a deontologia e a ética jornalística. Nunca o Expresso se resumiu a "pasquim"  como neste caso. O aproveitamento jornalístico que assumiu verdadeiros contornos partidários. Atingimos o grau zero do Jornalismo em Portugal. 
  Bernardo Ferrão e Pedro Santos Guerreiro apostaram no discurso de vitimização da classe. As afirmações de Bernardo Ferrão onde acusa os "anônimos com cartão de militante" de atacar o jornalismo ficaram-lhe tão mal quanto o texto que foi assinado pelo mesmo. Escusado perguntar quantos jornalistas escrevem e noticiam com cartão de militante ou distintos apoiantes de certos partidos. Ainda me lembro de Filipe Costa que via em em dezenas, milhares. E a devolução da sobretaxa? Alguém se lembra? Dos quatrocentos mil, que arredondado eram quinhentos mil, mas que afinal nem aos dois mil chegavam? 
  Não foram anônimos, com ou sem cartão de militante, que levantaram tamanha patranha vergonhosa utilizando vítimas de uma tragédia para fazer "chicana" política. Não foram anônimos que procuraram "chafurdar" em teoria da conspiração criadas sem base sólida, nem investigação. Foram tão só os jornais e uma direita, que cambaleia com pouca noção do seu próprio ridículo, que se agarraram na ínfima possibilidade de encontrar mais vitimas.
  Uma empresária, uma investigação independente, nomes que se repetem, boatos,  noventa mortos que a três casas ao lado já só lá vão nos oitenta e no fim de uma rua pouco comprida o número eram apenas setenta. Eram factos tão frágeis que a sua sustentabilidade a que o Expresso e o I deram nome e forma, desapareceu no primeiro sopro do Ministério Publico. Afinal era só, e apenas, uma teoria rocambolesca. 
 Bernardo Ferrão veio defender uma classe que dia para dia vai sendo a imagem de meras tentativas de influência do jornalismo nas decisões políticas. O uso e abuso da palavra, a tentativa de controlar a informação que passa, e da forma como passa. E depois a culpa é de quem escrutina? De quem põe em causa o tremendo mau estar da imprensa com o atual Governo e a maioria parlamentar? Bem me parecia que algo nas palavras de Bernardo Ferrão não correspondia à verdade.
  A tragédia de Pedrogão não é um filme de Clinton Eastwood para fazer disto uma bandalheira com o assunto. Não estreia na sexta. Existem vítimas. Os que perderam a vida, as famílias, os amigos e todos aqueles que sobreviveram mas perderam tudo. Não pode ser tratado como o recreio do colégio privado do PSD, nem a praceta de jornalistas que estão dispostos a tudo para atacar o atual governo.
   Enquanto o PSD e a Comunicação social, num ato desesperado de atacar o Governo, extrapola o bom senso, a ética e a moral, nós, os simplórios anônimos, com e sem cartão de militante, exigimos que se respeitem as vitimas de uma vez por todas. Até a pouca vergonha tem limites, e neste momento já foram superados. 




Jorge Miguel Pires

terça-feira, 25 de julho de 2017

Os Truques e a Imprensa

  
  Recentemente o sub-diretor do jornal Publico, Diogo Queiroz Andrade, publicou na sua conta pessoal nas redes sociais, em tom apoteótico de gozo, uma imagem e critica a dos criadores da página "Truques da Imprensa portuguesa". Ao bom estilo anarco-saloio (com todo o respeito pelos saloios) o ar descontraído da publicação contrastava com os ataques pessoais, profissionais e associações políticas feitas durante o anonimato dos criadores da página, altura em que a imprensa descontente dizia-se aprisionada numa espécie de escrutínio que a ERC deveria fazer. 
   Inicialmente os Truques eram uma página que os jornalistas apontavam uma extinção rápida, que "não daria resultado, mais uma página nas redes sociais". O problema é que o crescimento da página foi se alargando. Poucos foram os críticos que tiveram o mesmo sucesso. Uma tentativa surgiu ainda com o aparecimento de uma contra-página "Truques do Truques da imprensa portuguesa" que pouco, ou nenhuma, adesão teve. Era fruto da realidade, a imprensa portuguesa que gozava de excessos tendenciosos e procuras insistentes do clickbite não aceita se supervisionada, criticada ou escrutinada. 
   O Expresso, utilizando uma expressão recente (sempre o Expresso), um dos mais visados pela página, começou por entender que o seu espaço de manobra da sua tendência estava a diminuir, os holofotes estavam virados para o jornalismo, e exigia mais escrutínio. As noticias de Filipe Costa e João Vieira sofriam criticas constantes e naturais, visavam relembrar a ambos a diferença entre uma opinião e uma noticia. A prática de algum jornalismo do Expresso era utilizar as noticias para disfarçar opiniões políticas. Foi o Expresso que iniciou a guerra contra os Truques. Os jornalistas do Expresso não admitem ser escrutinados, muito menos por uma página que usou por em causa as más práticas do jornalismo. 
   A página dos "Truques" tornou o mau jornalismo mais desconfortável. O escrutínio sobre a imprensa é uma situação que deveria ser natural, os consumidores de informação têm todo o direito em saber a realidade da informação e não informação adulterada sistematicamente par belo prazer das tendências políticas ou futebolísticas de cada redação. Em causa não está só a credibilidade jornalística, está o aparecimento de diversas páginas que se substituem aos órgãos de comunicação social começa a ter repercussões perigosas e um elevado numero de partilhas, assumindo assim a credibilidade que o jornalismo tem vindo a perder.  
  A página dos truques faz serviço publico, sem ser remunerada para esse efeito. O facto de se extinguir o anonimato dos criadores da página, e existir tamanha euforia por causa de tal acontecimento, torna ainda mais essencial a existência da pagina e demonstrando que a imprensa, apesar de nunca ter aprendido nada com a situação, não pode retornar aos velhos tempos do apoio político, dos simuladores de IRS ou das sucessivas tentativas de enterro do atual executivo, e não aconteça um esclarecimento óbvio sobre a noticia, ou até que ponto a noticia sofreu alteração para servirem interpretações diferentes. Pena o profundo erro de perceção jornalística que tudo pode voltar ao normal, se algo pode ser mérito dos "Truques" é a nova fase do leitor/telespectador, a exigência e o escrutínio maior sobre a informação.
  Independentemente dos Truques saírem do anonimato, certamente o excelente trabalho de supervisão do  nosso jornalismo continua. O trabalho dos Truques é essencial à democracia. É necessário  saber quais são os objetivos da comunicação social e destapar as tendências de cada redação. O jornalismo não se pode queixar de ditadura e lápis azul ou de garrote, afinal a informação deve ser acima de tudo isenta. 

domingo, 18 de setembro de 2016

Tenham vergonha senhores Jornalistas, tenham vergonha

 E de repente temos jornalistas com forte convicção ideológica, económica, financeira e social a ocupar o "mercado" de opinião. Afincadamente, cultivando a ideia de uma seriedade virgem,  auto intitulam-se de seres imparciais, que oferecem informação séria, mas a quem não fica mal uma opiniãozinha quando possível. Jornalistas que criam em artigos de opinião e comentários, uma visão da economia diferente dos modelos existentes, uma visão financeira oca, sem muito sentido e pouco consistente. Fazem uma analise económica que só um conjunto de "cérebros" preparados, podem entender. Esses cérebros são jornalistas, somente eles.    Com as opiniões que vão saindo como cogumelos, maioria de ataque a qualquer medida. Sem argumentações ou alternativas, somente opiniões de incomodo. Títulos de imprensa virados para o ataque verbal e oco  (exemplo da Visão e um titulo grotesco). Vamos assistindo, à luz do dia, as verdadeiras tendências dentro das redacções, e dos próprios jornalistas (Clara Viana e os sucessivos ataques ao Ministério da Educação).   No que toca ao plano económico, com os dados cada vez mais favoráveis ao actual executivo, o delírio, a paranoia,  a construção de uma visão económica própria, ocupam os títulos e leads de jornais,  colunas de opinião e espaços de comentário. Uma visão Macroeconómica nas redacções que mudou, e não foi necessário uma mudança do paradigma económico mundial, bastou mudar de governo. Sem querer a própria visão economia muda, o que me leva a pensar que neste momento, todo o meu conhecimento sobre economia, os meus quatro anos de faculdade (a minha área académica)me deram noções erradas, o que professores me ensinaram está errados, o que livros os livros me explicaram, está errado. Apenas alguém me pode corrigir esses erros, alguém especialista em tudo, alguém especialista numa economia muito própria,  especialista em finanças e economia, os jornalistas. 
   Durante quatro anos assistimos ao maior saque em democracia no que toca a política fiscal. O anterior governo cortou à cega, forte, comparou o leite a BMW topo de gama. Foi o maior saque à classe média, aos mais pobres, ao rendimento do trabalho.    Durante quatro anos o mundo do jornalismo aceitava. Criaram-se chavões demagógicos e populistas para desculpar o saque. Os impostos cada vez mais insuportáveis eram entendidos pelos jornalistas como "vivíamos acima das nossas possibilidades, agora chegou a altura de pagar" (chavão que nenhum jornalista saberá explicar o seu significado). Afirmavam convictamente que toda aquela política fiscal tinha o objectivo era baixar a divida e fazer o país crescer. Muitos comentários levavam os impostos como sendo a mecânica económica certa, mais impostos, mais dinheiro.... mais dinheiro, menos divida.    Uma teoria Liberojornalistica que terminou no pior cenário possível para um país que precisava de crescer com urgência. Quatros anos que culminaram no aumento da pobreza (cerca de 20% da população vive abaixo do limiar da pobreza), redução sucessiva dos rendimentos da classe média, de orçamento em orçamento, rectificativo em rectificativo, a redução dos rendimentos em cortes dos salários no sector publico e aumento da carga fiscal no sector privado, dizimaram a classe média. A queda do consumo congelou a economia, a economia congelou o emprego, acabando por aumentar o desemprego desmesuradamente. O Governo, face à sua ideologia, cortou nas prestações sociais, atira os reformados (quando muitos ainda seguravam as "pontas" financeiras em casa) para cortes sucessivos nas reformas, as pensões, incluindo as mais miseráveis, congelaram. Com uma política  destruidora, pouco eficaz, incapaz de produzir resultados necessário, abriu uma guerra contra os mais fracos. Por outro lado, os mais ricos ficavam mais ricos, e os muito ricos, milionários. Escapavam à crise, e invertiam a tendência de empobrecimento social.   Anos de crónicas e de comentários de jornalistas que se amontavam. Falavam em "políticas necessárias", apontando erros, mas concordando com o metodologia económica. No Observador existia uma espécie de oráculo que garantia que o "castigo" à classe média e baixa de hoje, rejubilava melhores amanhas.     Vítor Gaspar anunciava um "aumento colossal  de impostos", e os títulos abençoavam o Ministro das Finanças. Poucas criticas construtivas, algumas chamadas de atenção ligeiras, nada que não fosse contido nos parágrafos da noticia.   Taxas, Taxinhas, sobretaxa, um aumento ali, um corte aqui, uma taxa acolá, um imposto "temporário", tudo era uma forma de empobrecimento da classe média e derrocada dos mais pobres. Nas crónicas escritas por jornalistas, o discurso era o mesmo, "não existe outro caminho". Os média, publico, expresso, observador, abandonavam o jornalismo de vez em quando. Por vezes eram meros  espaços de propaganda.      Entre os jornalistas a visão económica pouco se alterava. Os discursos demonstravam uma tendência afectiva ideológica, que já não era necessário disfarçar, era às claras. Não existia motivo para esconder, existiam era razões para demonstrar, opinando.   Para os comentadores/jornalistas cada taxa, aumento de impostos, cada corte nos salários, cortes na educação e saúde e privatizações eram um "mal necessário". Os que preenchiam lugares em programas de opinião eram unânimes nos discursos e chavões, "vivemos acima das possibilidades". Quem não se recorda da tentativa de redução das contribuições para o patronato, aumentando as contribuições para o trabalhador? Alguns jornalistas entendiam essa medida como benéfica para o investimento. Outros, mais mentecaptos, tinham um entendimento superfulo sobre as privatizações que consideravam excelentes, entendiam que era um encaixe financeiro nos cofres públicos,  que baixavam a divida e reduziam o défice, para tais especialistas era o verdadeiro corte nas gorduras do Estado. Ao contrário, a realidade demonstrava que esse pensamento só fazia sentido na cabeça de jornalistas. A divida aumentou 20% em quatro anos, o défice só era reduzido com a destruição da classe média e a pulverização dos mais pobres através do garrote dos impostos e os cofres continuavam a moscas e papel comercial. As gorduras mantinham-se disfarçadas de contratos que aumentaram com entidades privadas, concessões que o erário publica pagava em contratos "amigáveis" (Martifer), destruindo a capacidade de resposta do sector publico para manter os privados bem instalados no sector da saúde e educação. Essas gorduras nunca foram tocadas pelo governo, e pouco tocadas pelos média.    A destruição dos serviços públicos, a destruição da classe média, a destruição da classe baixa por via de magros salários e aumento dos impostos sobre o consumo dos bens essenciais, tudo isto acontecia nas barbas do jornalismo, na ideia ficam apenas as cronicas do "tem de ser, gastamos mais que criávamos", "vivemos acima das nossas possibilidades" é um "mal necessário para endireitarmos as contas publicas". Sobre o crescimento das grandes fortunas, nem uma palavra de lamentar.    Hoje toda a ideia económica que foi mantida durante os quatro anos PSD/CDS está completamente desajustada. A tributação dos imóveis acima de meio milhão de euros é um saque, um abuso do Estado. Hoje os impostos já não são um "mal necessário", hoje são um saque às famílias.   O absurdo tomou conta das redacções, se ainda existia algum motivo para esconder as tendências politicas, hoje dissipou-se, não interessa. O "saque da vergonha", dizem os mais radicais jornalistas, não merecem respeito. As figuras do twitter de Bernardo Ferrão, enunciando que o ataque aos mais ricos vai atacar a classe média, é dor de desespero. A classe média já possui casas no campo com valor de meio milhão de euros, e ainda casa na cidade valorizada a 600 mil euros, segundo José Gomes Ferreira. A classe média baixa do Restelo e Cascais de Camilo Lourenço e a teoria económica sem qualquer nexo João Miguel Tavares, e o saque aos mais necessitados (com vivendas no Restelo) de Manuel Carvalho. Já está montado o drama e o desespero, só falta é uma pequena coisa, a vergonha na cara de cada um destes jornalistas/comentadores.A falta de coerência e de seriedade no que dizem ultrapassou os limites do mais tolerante.    Os artistas (já não existem jornalistas, são meros artistas) já mudaram o discurso. Os impostos que eram maus, mas necessários, hoje são negativos para a economia. Há classe media incutem o receio de um segundo resgate, quando a classe média se tenta recompor financeiramente com a devolução de rendimentos. A falta de vergonha é tal, que já vale mentir e insinuar algo impossivel. Misturam PIB com a aquisição de casas, estão aflitos, atrapalhados, e desorientados. Falam dos mais pobres, dos mesmos que no passado eram "beneficiados" com medidas que os empobreceram mais. Apelam num acto de desespero, a um segundo resgate em títulos de jornais. A imprensa que perdeu a vergonha, ética e imparcialidade. Defendem-se com o corporativismo fazem-se passar por gente que informa, mas na verdade agem como agentes ideológicos.   Tenham vergonha senhores jornalistas, tenham ética, coerência e imparcialidade. Concentrem-se, raciocinem, parem de pensar que do outro lado está gente que se ilude, que se deslumbra com o que vocês escrevem. Reflictam de forma séria, do outro lado já existe gente cansada da (des)informação propositada e tendenciosa. Não é defendendo-se mutuamente que vão enviar sinais de jornalismo sério, é fazendo jornalismo sério. Respeitem o leitor, respeitem o espectador.  Senhores jornalistas do Público, do Expresso, Observador, Sol, I, e de todos os outros órgãos de comunicação social, tenham vergonha, ou lavem a cara na lama. 

terça-feira, 1 de março de 2016

O orçamento que os média não desejam




  
    Os orçamentos,  de Estado ou empresas, grandes ou pequenas, são apenas previsões de cenários Macroeconómicos (Estado), ou Micro económicos (empresas), susceptíveis a falhas nos cenários, previsões e revisões nas medidas. Não por inercia ou falha, são motivos alheios às previsões iniciais do orçamento. Nem sempre um orçamento pode ser cumprido com rigor ao milímetro.
  Durante quatro anos, o governo apoiado pelos média nunca cumpriu um orçamento de forma rigorosa. O Governo apoiado por PSD/CDS foi obrigado a rectificar as suas previsões quanto ao crescimento e quanto ao déficit, inúmeras vezes foi assegurado por um conjunto de privatizações que lesaram o Estado e favoreceram os privados. Culpa de uma “emergência” ideológica e financeira do anterior governo. A TAP foi o exemplo. Um negócio vergonhoso, no limite para acordar o déficit final, onde os privados acederam a 61% do capital de uma empresa, de bandeira, em troca de dez milhões de Euros.  
   No entanto as sucessivas rectificações de Gaspar e Albuquerque na receita e na despesa, com contribuição do Tribunal Constitucional (13 normas inconstitucionais em quatro anos, é obra), nunca foi motivo para os comentadores, ditos, de economia, criarem o alarido ensurdecedor como o actual ruído. A ideia de impossibilidade do cumprimento do deficit,e falha no orçamento, está na boca do mau jornalismo, não tendo, sequer, uma noção de quais os cálculos que são necessários para obter previsões económicas, inundam os jornais (principalmente os de maior audiência ) “vomitando” opiniões baseadas em argumentações limitadas, comportando-se como uma espécie de "Magos" da Economia, irritados, que limitam o seu conhecimento matemático em contas de subtrair e somar, já com alguma dificuldade. 
  Actualmente na Europa, só por milagre, algum país consegue cumprir o orçamento com o rigor económico pretendido, sem que pelo meio não exista uma, ou outra, rectificação nas medidas iniciais previstas. É tudo uma questão de contas que nenhum jornalista conseguiria fazer. 
  A situação de estagnação económica vivida na Europa, desemprego gigantesco oriundo de austeridade excessiva, não permitem o cumprimento dos orçamentos de forma semelhante às suas previsões. Impossível de todo. Os factores externos, principalmente dentro da Europa, geraram os desequilíbrios entre as previsões e o cumprimento orçamental escrupuloso.  
  É nas receitas onde as previsões orçamentais falham. Prevêem acima do obtido. No entanto para os economistas/jornalistas/não percebem nada disto, o orçamento português,  que em quatro anos nunca foi rigorosamente cumpridos, com o recorde de rectificativos, este orçamento é impossível de cumprir porque o governo tende em não querer manter a linha anterior, onde as privatizações eram para se manter. Dizem os arautos do jornalismo, como David Diniz (dirige o jornal apoiado por Passos Coelho e é ex assessor de Durão Barroso), que podemos estar perto de uma “bancarrota”, dizem nas cartas da Maya.
 O comportamento parolo do jornalismo de (des) informação é grotesco e imbecil. Os cenários Macroeconómicos afirmados nos espaços de opinião, semanais ou diários, estão fixados em cenários a nível nacional. Sendo que o cenário a nível nacional seja hoje relativo face aos factores externos constantemente instáveis. É dever do jornalista informar, e não tentar enganar, também é de jornalista tentar ser mais coerente com a matemática e as opiniões.
  Este orçamento tem margem para ter sucesso, não na sua totalidade, mas nos factores internos, que provocam urticaria labial aos comentadores. O problema está no peso dos factores externos, que são preocupantes. O Governo pode ter de rever, em algumas das suas previsões iniciais, algumas medidas, não toda a linha económica e financeira. 
  Exemplos de factores desfavoráveis para o cumprimento do orçamento é a instabilidade causada na Europa com a possibilidade da saída do Reino Unido do seu da UE, a situação preocupante do Deutch Bank, e a forma como pode não ser resolvida, o caos em que a Europa está mergulhada, com problemas económicos criados por uma excessiva ideia de austeridade, a crise que pode rebentar na China e a exposição, demasiada, da economia portuguesa aos mercados Angolanos e Chineses. No entanto, pode atenuar com uma maior liquidez financeira das famílias, podendo ajudar a uma alavancagem nas receitas, reflectindo um acentuar da despesa. 
  Estando certo ou errado, o orçamento do actual governo, tem margem de credibilidade e viabilidade quanto os orçamentos do anterior executivo, sendo que este permanece Constitucional.  Se existir revisões em medidas, o tal plano B, não será facto único, o anterior executivo soube fazer isso todos os anos. 
  Assistimos a um corso de “linguarudos” a tentar pressionar o actual executivo para que o anterior possa “renascer da derrota” e assumir o lugar que tanto almejou, o governo.
Esperemos por futuros episódios, enquanto os cães uivam nos telejornais.