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sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Sobre as incongruências de uma certa direita













   É conhecido que sou alguém de centro-esquerda e bastante moderado em certos temas e até me oponho a alguma certa esquerda - que eu denomino de conhaque - em assuntos como Israel e/ou em certos histerismos ligados a valores mais fraturantes, mas dentro desse meu distanciamento o problema não são as bandeiras em si mas a forma como as abordam.

O problema de muita gente que se diz de esquerda chama-se a ideoligicização e/ou a teorização que não é baseada em factos históricos mas sim em certos pontos mais emocionais, ao encararem certos direitos e deveres como ideais sem ter em conta contextos históricos é no meu entender um absurdo!!

É que ser progressista e radical, como eu sou, não é uma contradição quando se tem sempre em conta esta perspetiva, o que eu nunca poderei ser é alguém utópico e/ou negacionista da história como certos ismos que foram e são realmente ditatoriais quando a sua realidade os impôs ao curso dessa mesma história.

Ser marxista para mim é a nível utópico interessante, mas alguém ser marxista estalinista é para mim esse alguém ser apoiante de uma ditadura de Estaline que supostamente aplicou um marxismo, daí que tenho mesmo um problema com os ditos marxistas qualquer coisa e/ou se quisermos ser mais específicos com os Leninistas, Estalinistas, Maoistas e essa ista toda e companhia limitada etc e tal...

Assim sou progressista porque sou defensor de uma nuance do marxismo muito moderada, e de que até o próprio marxismo se afastou e, que é chamada de social-democrata, mas e até se quisermos ser fidedignos esta nuance deve mais a sua paternidade aos socialistas utópicos do que aos marxistas.  Sou também radical na maneira como defendo esses valores, aliando a ação à ideologia a não ficar-me pelo sofá e/ou pelas utopias vazias sem consequência e que quando confrontadas com a realidade de nada valem e para nada servem. Por fim insiro-me dentro do movimento ideológico político verde e/ou ecologista, aceção esta que daria pano para mangas e que por isso me fico por aqui nesse resumo.

E se faço essa distinção à esquerda o que direi em relação à direita, entre as incongruências de certa direita portuguesa que são aliás extensíveis à direita mundial.

É lógico que sendo de esquerda moderada mas radical, serei anti-direita, sim é melhor pôr a designação, anti do que contra, ser contra pode se ser moderadamente contra, eu sou mesmo violentamente contra e por isso mais enquadrado no anti.

Mas antes posso esclarecer uma coisa, para mim é claro e deve-se distinguir esses campos ideológicos, não o faço por maniqueísmo - palavra que expressa a ideia de que o dualismo é a regra - mas porque quem se afirma pós esses conceitos tem muito que se lhe diga até no enquadramento das medidas que tomam e são esses pós qualquer coisa que levam ao afastamento dos cidadãos dos atuais políticos pois o facto de serem ambíguos leva a que não tenham nada em conta a não ser o seu puro interesse pessoal, escapando-lhes o interesse da sociedade enquanto coletivo e pior o enquadramento ideológico para a aplicação das suas ideias. Daí os populistas serem tão atrativos hoje em dia, pois não são pós qualquer coisa, mas sim alguma coisa.

E muita da atual direita gosta de se auto-denominar de pós qualquer coisa e que está acima desse conceito de direita vs. esquerda, lamento serão apenas e só lobos com pele de cordeiro, pistoleiros que se movem sob o próprio interesse e que lhes escapa o coletivo, refuto por isso a ideia de que é esse o sentir maioritário de quem vota, apenas é o sentir desse eleitorado porque os partidos e/ou regimes políticos democráticos - com honrosas exceções - se demitiram de nos seus países lançarem nas escolas uma verdadeira cadeira de educação para a cidadania e política, se com a generalização dessa disciplina os cidadãos se dissessem eunucos ideologicamente eu ainda aceitaria que estaria errado, como essa disciplina não existe de forma estruturada no nosso país - nem em quase todos os países do mundo das chamadas democracias - lamento mas continuo com a minha ideia de que estou correto.

Mas falemos das incongruências de certa direita, julgo que foi num programa Prós e Contras da última segunda-feira que surgiu um citrano qualquer que disse umas baboseiras desenquadradas sobre a violência de as crianças serem obrigadas a beijar as pessoas idosas e mais propriamente os avós!!!

Não sei quem é o citrano e não vejo essa espécie de terreiro de luta faccioso televisivo para o lado direito nem tenho sinceramente pachorra para sequer parar para ver nem que seja uns minutos neste ultimo ano, nem faço tensões de o ver, mas soube que esse o fez porque os poucos amigos de direita que tenho o começaram a atacar nas redes sociais, pois o tipo acho que é do PCPT/MRPP - os tais marxistas qualquer coisa a que chamo de esquerda conhaque - e é praticante/defensor do Poliamor, ou seja, é alguém que mantém relações consentidas com vári@s companhei@s.

Antes demais resta-me a talho de foice acrescentar que é bastante mais saudável tal lógica nos relacionamentos do que se ter mulher/companheira e/ou marido/companheiro e se recorrer à prostituição, algo que é característica de um bom chefe de família tradicional e cristão do nosso país, que vai às meninas e/ou mantém alguma.

Depois foi engraçado ver as reações de alguns desses meus amigos com palavras como sou defensor do conceito de família tradicional, tendo essa família que incluir obrigatoriamente filhos procriados segundo a pia lei de D´us de que um macho tem que ter uma fêmea e que um casal só de machos ou só de fêmeas e muito menos com muita confusão à mistura - como são esses do Poliamor - são uma abominação passível da danação num qualquer inferno religioso!!!

Condenações à parte, até porque isso daria um livro da minha parte, vamos ao tal conceito de família tradicional dessa tal direita ligada a um partido político, o CDS-PP, que se diz democrata-cristão e defensor do conceito da família tradicional.

Antes demais para esses senhores o homossexualismo é um crime "de lesa pátria" e que quem o é de forma assumida, pois bem para quem tem como dirigente político um homossexual assumido, o vice-presidente do CDS-PP, Adolfo Mesquita Nunes tal não só lhes fica mal como é incongruente. Até porque este teve bem mais coragem do que o gay mais conhecido de Portugal, que foi líder desse partido durante cerca de década e meia e de seu nome Paulo Portas. E não é por homem não dizer que eu sei que o é, mas porque trabalhei num hotel onde este tinha os seus encontros amorosos e que eram conhecidos de todos e por todos.

O problema não está neste ser gay ou deixar de o ser, eu quero lá saber se citrano tal líder de tal partido é gay ou não, mas já me interessa saber e desmascarar citrano tal, líder de x partido que tem militantes que defendem a família tradicional contra os maléficos gays e que ele próprio é gay porque é que nunca o assumiu!!!

Daí que essas incongruências dentro de um partido que agora tem um vice-presidente assumidamente gay e que teve um presidente durante 16 anos que o era, que todos os militantes sabiam que o era, mas que estava e está no armário são de bradar aos céus!!!

Claro que são!!!

A essa direita e a esses militantes, tentem fazer uma coisa:

Perguntar ao Adolfo e ao Paulo, se essa sua opção sexual, põe mesmo em causa essa família tradicional que dizem defender?

É que se não põe, deixem-se de mariquices e, apontem os canhões para outro lado!!!

quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Paulo Portas, a sede de poder



  

   Paulo Portas é associado a um político inteligente. Mal vai um país que um político para ser bom, verdadeiro e inteligente, tem Paulo Portas como modelo. Não aceito políticos de “excelência” com o perfil do senhor irrevogável. Paulo Portas não é modelo de político para ninguém.
   Paulo Portas possui uma história de desvios enormes do seu discurso. Quem não se lembra do jovem jornalista que afirmava, irrevogavelmente “Nunca irei para a política”, que deixava de ter como amigos, se os mesmos seguissem esse caminho. Paulo Portas afirmou categoricamente, no programa Raios e Coriscos, ter “nojo do poder” e “nojo a quem ele pertence”, mas não existe politico activo que se bata mais para pertencer e ter o poder que Paulo Portas. Dono de contradições que somam outras contradições. Não reconhece a sua palavra, porque não sabe o que é ter palavra.
   Não sabe o que é compromisso, acordo e palavra dada. No seu caminho para o poder quase derrubou o governo no qual era Ministro dos Negócios estrangeiros. Em 2013 tomou uma decisão, irrevogável, que demorou horas para voltar atrás, quando o cargo acenado era maior. Paulo Portas, como de costume, quebrou a palavra, mais uma vez, em nome da sua ganancia pelo poder. Não voltou atrás pelos portugueses, nem por o Presidente da Republica. Voltou por poder.
   Pela boca de Paulo Portas, António Costa é usurpador. Paulo Portas de hoje, esqueceu da traição a Manuel Monteiro, homem que deu o mediatismo e o trouxe à ribalta politica, a quem não teve pudor de “puxar a cadeira” a tempo certo. O mesmo Paulo Portas que apoderou-se do PP quando traiu Ribeiro e Castro, depois de ter abandonado o CDS quando terminou um período de dois anos como Ministro da Defesa. Ribeiro e Castro assumiu um CDS derrotado por culpa da ganancia do seu ex líder, quando tudo parecia melhor, Portas voltou para assumir o seu lugar de “príncipe da direita”, e  não hesitou em “puxar a cadeira”, mais uma vez, a um líder do PP.
    Por falar do período em que Paulo Portas foi Ministro da Defesa, lembra-me muito o período do CDS no Governo de Durão Barroso/Santana Lopes. Paulo Portas e os submarinos, caso estranho , que morre sem culpados à luz da Justiça portuguesa. Ou o caso dos Sobreiros, Portucale, assinado por mais dois militantes do CDS. Submarinos que tiveram um processo de financiamento de custos insuportáveis ao Estado português. Valores que levaram o país a um deficit elevado. Processo que foi liderado pela família Espírito Santo, os tais que hoje Paulo Portas diz já ter estado, mas não ser amigo pessoal.
Paulo Portas pelo poder esquece os acordos que tem, esquece os direitos que defende, esquece as pessoas a quem pede o voto, esquece tudo, mas não esquece uma coisa, o seu sentido apurado pelo poder.
    Paulo Portas é um corpo estranho ao que eu acho ser um deputado da Nação, até mesmo um militante sério. Não me revejo na política, que se faz, com uma figura que junta perversidade, cinismo, sede de poder e mesquinhez, e seja um exemplo de líder, governante ou deputado. Paulo Portas é tudo aquilo que um político tem de mau. Junta um conjunto de processos aos quais teve associado e o seu passado como jornalista, à sua forma de estar e ganhar o poder.
Com isto tudo, chegamos a uma conclusão, não é isto que quero como governante numa democracia.
De facto, para Paulo Portas é uma gerigonça, o acordo à esquerda, porque tem tudo o que Paulo Portas não conhece, palavra dada, contrato assinado, negociações firmes e não existe sede de poder, nem de António Costa, nem de Catarina Martins, nem de Jerónimo de Sousa. Isso, para Portas, é uma gerigonça. A bebedeira de medidas é natural, porque quando Portas toma o poder, os portugueses apanham apenas com a ressaca, sem ver uma única medida do PP na gerigonça que foram estes quatro anos de governação.