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segunda-feira, 21 de março de 2016

Portugal da terra queimada






  





  Lamentavelmente, aos poucos começamos a ter noção do impacto desastroso do governo "Terrorista" de direita, que se alimentou deste País durante os últimos quatro anos.
   Para além das todas privatizações, de empresas estratégicas para o país, por valores ridículos,de conhecimento geral,  caso da EDP, CTT, ANA, TAP, entre concessões e adjudicações, aos poucos, começamos a conhecer os até onde os tentáculos, de um desgoverno,  se estenderam no que diz respeito ao património edificado,  caso de instituições como serviços de finanças, quartéis militares, prisões, quartéis de bombeiros, esquadras da PSP, GNR, entre outros como, Palácios, edifícios emblemáticos e de interesse publico. Património cultural do país. 
   No entanto, ainda não existe uma real percepção da gravidade da situação, porque em parte, são vários os edifícios que continuam a disponibilizar serviço publico à sociedade, em regime de aluguer, onde a alguns são pagas rendas surreais, representando um prejuízo relevante ao erário publico.
  Por outro lado, aparecem as novas somas de parcerias e  concessões feitas por o executivo PSD/CDS, negociadas de forma pouco clara e muito duvidosa, que só mais tarde se poderá entender o impacto real nas finanças publicas, e a sua serventia para economia e sociedade.
   Feitas as contas " a destruição " olhamos para uma e outra mão e juntam-se as varias interrogações!..... para onde foi o dinheiro o dinheiro das privatizações? A divida publica aumentou, e o deficit foi tapado com base nos impostos. E como foram feitas as privatizações, a quem beneficiou? E se as parecerias e concessões, o PSD e CDS tanto criticaram o anterior, então, porque fizeram mais? Quais são os custos verdadeiros no futuro? 
  Creio que ainda estamos longe de conhecer o real impacto do estrago que o PSD e CDS deixaram ao longo destes quatro anos. 


quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Um país diferente






   








   Portugal é conhecido aquém e além-mar por ser o país dos descobrimentos, o país da revolução dos cravos e o país do fado. É interessante esta mistura… que diz bastante acerca deste povo.
   Por um lado verifica-se que este povo gosta de descobrir, inventar, inovar… ou seja… é pioneiro nas aventuras e nas ideias. Depois verifica-se que é comodista, masoquista, invejoso e egoísta, ou seja, gosta de… sofrer, ser enganado, olhar demasiado para o seu umbigo, não gostar de ver os seus amigos e parentes bem na vida, gostar de viver na ilusão, achar-se melhor que os outros, idolatrar chico-espertos e pouco fazer para melhorar a sua situação. Há gentes que chegam mesmo a preferir o mal dos outros ao seu próprio bem. Ainda podemos ver que… quando salta a tampa somos brandos e ingénuos, julgando que todo este povo se comporta com a mesma espécie de valores. Como podem ser estas gentes, aparentemente tão diversas, serem o mesmo povo?
    Há algum tempo ouvi dizer que este não é um país de aventureiros… pois que esses não ficam cá… foram-se embora durante os descobrimentos e continuam a ir nas várias vagas de emigração… No entanto, eu acrescentaria que Portugal produz, com demasiada frequência, gerações de insatisfeitos, inconformados e aventureiros... que se vão embora, ficando cá, generalizadamente, aqueles que não conseguem acrescentar dignidade ao nosso povo. É o nosso triste fado!
  Portugal é um país de contrastes. Foi dos primeiros países a ter independência e… atualmente não a comemora, a abolir a pena de morte e… a deixar as pessoas morrerem por falta de assistência médica ou social, a ter maior número de patentes per capita e… a exportar os seus inventores. E o fado continua… porque… o futebol é mais importante.
   Enquanto em Portugal se conseguiu silenciar os partidos novos, que traziam novas ideias e algumas soluções, na Grécia apareceu o “Syriza”, em Espanha o “Podemos” e o “Cidadãos”, na Islândia prenderam os banqueiros, na Alemanha, e novamente Grécia, prenderam os corruptos do caso “submarinos”. Em Portugal… emerge a censura, a corrupção, a proteção dos bancos e o tráfico de influências, mas também, aparentemente, uma espécie de regresso de D. Sebastião pretendendo renovar alguns votos de Abril. Salvemos D. Sebastião que esperemos não traga mais da chico-espertice que grassa na sociedade portuguesa. Por outro lado o pior inimigo é aquele que se faz de amigo, pelo que esperemos que o bom senso prevaleça porque o caminho faz-se pelos pequenos passos dados, desde que estruturados, racionais e sustentados.
    Deixemo-nos de olhar para os nossos próprios umbigos e construamos uma sociedade de progresso em que todos tenhamos direito a ser dignos, pagando os nossos compromissos para com ela e usufruindo dos direitos que ela nos concede. E… quando falo em compromissos e direitos não estou a falar apenas de dinheiro… digo-o principalmente no campo dos valores morais, éticos, sociais e ambientais.
     Espero que 2016 chegue com renovados votos de um país mais digno em que… a Constituição da República Portuguesa seja respeitada, os tribunais sejam isentos, as leis mudem no sentido de se tornarem mais justas, diminue a corrupção, deixemos de ser ingénuos, invejosos, egoístas e masoquistas, a esperança renasça e que o triste fado… apenas seja ouvido e não vivido.