sexta-feira, 12 de outubro de 2018

A linha vermelha - Exploração off-shore de petróleo











Existem poucos assuntos que me posso declarar como especialista, para quem não sabe o que eu faço e qual foi a minha militância para além da partidária/ideológica, dificilmente poderá compreender o quanto me faz espécie e/ou me mete impressão a abordagem superficial neste assunto, não só porque o conheço profundamente como e até porque a nível de especialidade, de observação e estudo me dediquei às energias e à sua exploração marítima desde que me comecei a interessar por assuntos ligados ao mar e a militar na Greenpeace Internacional.

Um dos atos de coordenação em que participei nesta organização foi o de organizar na Galiza voluntários que chegavam de todo o mundo para a limpeza do Chapapote - palavra que resumidamente descreve o que se limpava nas praias da Galiza, ou seja, alcatrão/asfalto oleoso e/ou crude e que provém de uma palavra índia do dialeto náhuatl/asteca: chapopotli - resultantes do acidente e afundamento do petroleiro Prestige - petroleiro que se afundou em 13 de novembro de 2002 ao largo da Galiza com bandeira Liberiana, mas de uma empresa Suíça - onde estive durante meses não só na organização como na limpeza ativa de cerca de 50 mil toneladas deste elemento das praias da Galiza, mas que afetou também milhares de quilómetros de praias situadas na costa norte da península em quase todo o Mar Cantábrico, ou seja das Astúrias, Cantábria e do País Basco, chegando até ao Golfo da Biscaia e às praias portuguesas do Minho.

Também meti a mão na massa e foi impressionante limpar toneladas de crude e pior, ver que milhares de aves maritímas, peixes e animais de todas as espécies incluindo mamíferos - como golfinhos e pinguins - a morrerem e que centenas de quilómetros de costas rochosas foram afectadas sem que lhes conseguissemos tocar e que milhares de famílias perderam o seu sustento durante anos pois houve uma quebra total em áreas como a apanha de bivaldes e a pesca onde centenas de bancos de pesca e/ou habitas maritimos sofreram perdas que duraram quase uma década a recuperar bem como as explorações de aquacultura então já muito abundantes nas dezenas de baias que a costa atlântica da Galiza detém.

A somar a este desastre podemos juntar outro, mais recente - de 2010 - o da plataforma marítima Deep Horizon que ocorreu no Golfo do México, onde esta exploração petrolífera off shore estava a realizar a fase final da perfuração de um novo poço a 1500 metros de profundidade e que entre 20 de abril de 2010 - data em que esta plataforma explodiu afundando-se 2 dias depois - e 17 de julho de 2010 - data em que alegadamente a BP referiu que pôs válvulas que estancaram o derrame continuo - libertou 780.000 metros cúbicos de crude e/ou 3,2 biliões de barris de crude afetando uma área de 68 mil milhas marítimas  e afetando os recursos pesqueiros e bancos de pesca bem como a biodiversidade marítima por pelo menos uma década.

Os relatórios são esmagadores neste campo, só na área mais afetada haviam 8332 espécies que ficaram seriamente afetadas, morrendo milhões de espécimes e provocando uma interrupção brutal no fluxo de plancton no Golfo do México que continua a afetar as reservas de espécimes marítimas não só devido ao crude libertado como também ao uso dos dispersantes que afetaram esta cadeia.

E porque vos falo destes dois casos, porque são potenciais exemplos do que pode ocorrer futuramente na fase de exploração e transporte marítimo de crude nas costas portuguesas.

É que estes dois casos não são exemplos que nunca existiram nem que foram distantes e/ou impossíveis de se repetirem, são atuais e mensuráveis e infelizmente com condições marítimas atlânticas que são muito similares às da costa portuguesa.

E o problema é que o retorno financeiro desta atividade, um dos fatores que apontam para a defesa da exploração de Petróleo em Portugal está entre o modesto e o ridículo e não acrescentaria mais do que uns miseráveis centésimos de PIB em cada ano, aliás num artigo publicado no DN, por Ricardo Paes Mamede, este afirma:

"O modesto retorno que se pode esperar para o país não decorre apenas da quantidade de petróleo que possa existir. Decorre também das condições previstas nos contratos de concessão em vigor. De acordo com esses contratos, o Estado Português receberia uma modesta percentagem do valor do petróleo produzido (entre 3% e 7%, em função das quantidades extraídas, no caso dos contratos do litoral alentejano), depois de descontados todos os custos de pesquisa e desenvolvimento dos campos petrolíferos e os custos operacionais. Os contratos estipulam também que a contrapartida para o Estado só começaria a ser paga depois de integralmente cobertos os custos de investimento.
Se tomarmos por referência as previsões de médio prazo para o preço do petróleo, as quantidades produzidas em países próximos e os custos standard envolvidos neste tipo de operações, rapidamente se conclui que o Estado português não ganharia mais do que algumas centésimas do PIB em cada ano (já incluindo as receitas de impostos). Mais problemático ainda, as empresas concessionárias têm uma responsabilidade limitada nos custos de eventuais acidentes ambientais, os quais teriam de ser assumidos pelo Estado e pelas populações e empresas afetadas."

Este economista pega neste artigo no segundo ponto que me opõe frontalmente a esta exploração off-shore de petróleo na costa Portuguesa que são as condições de exploração e/ou contratos, não só o retorno financeiro é diminuto para o estado, ou seja para todos nós, como os contratos estabelecem nulas e/ou fortemente baixas contrapartidas e responsabilização no caso de haver um acidente ambiental.

Absurdo, quando se tem como principio geral na legislação portuguesa o do poluidor-pagador, ou seja, quem polui paga, deste modo estes contratos têm como principio uma exceção inadmissível ainda mais numa atividade que se tiver algum acidente irá afetar de forma perene e permanente uma grande variedade e multiplicidade de áreas, sejam estas de biodiversidade como económicas, sociais e/ou ambientais. Tal desresponsabiliza legalmente essas empresas no pagamento de eventuais indemnizações transferindo para o estado, ou seja, para todos nós esses encargos porque o estado não impõe principios tão básicos que são gerais para todos os empresários e empresas deste país.

Para além disso nos contratos há outro problema, que neste artigo não foi referido, que é o não uso do principio da precaução, deixando ao critério de quem explora o uso ou não desse principio o que é perigoso pois este tipo de exploração envolve muitos custos e caso se possa poupar na segurança tanto melhor para quem explora, mas não para as zonas diretamente afetadas.

Por fim iremos ao ultimo assunto e que é aquele que marca a minha oposição frontal a este tipo de exploração, e que é contido na resposta a esta pergunta:

Será que vale a pena numa opção puramente política arriscar o nosso futuro tendo como contrapartida alguns anos de independência externa petrolífera?

Antes demais quero-vos falar das vantagens de exploração de petróleo em Portugal que se resumem a apenas dois aspetos importantes, uma potencial independência energética de produtos petrolíferos nos próximos 10 a 20 anos e a poupança - via não importação - e eventual ganho marginal de impostos.

Esmiuçando o primeiro, tal uso deste argumento como vantagem é falacioso, pois nada nos contratos de exploração - pois não o poderia restringir - implica que o petróleo produzido em Portugal, seria consumido e/ou para uso nacional a probabilidade seria aliás fortemente a contrária.

O segundo argumento é verdadeiro, mas se tivermos em conta o potencial da poupança e dos ganhos com os custos contínuos e a perda de eventuais receitas por causa da poluição constante que provoca esta atividade, veremos que dificilmente tal será compensatório.

É que esconder que há uma constante poluição dos derrames frequentes e constantes resultantes da exploração desta atividade e que esses derrames que dão à costa frequentemente e implicam também uma constante limpeza é o mesmo que tapar o sol com a peneira, até porque não se contabiliza nem o que isso poderá afetar turisticamente as regiões afetadas - tendo no topo as costas algarvias e a costa vicentina - nem os problemas que afetarão os recursos piscícolas e/ou custos ambientais diretos e indiretos dessa poluição constante.

Em segundo lugar temos considerar o que é uma opção política e se esta pode ser tomada apenas com base em achismos, ou seja, se o que o Primeiro-ministro e secretário-geral do meu partido acha que é melhor para o país e que o nosso partido defenda deve ser aceite sem debate interno e pior sem tomar em consideração todos os pontos de vista, até aqueles que como eu defendem esta posição particular - e que não se resume apenas a mim pois sei que centenas de militantes me acompanham nesta oposição - ou outros que são dirigentes e autarcas das regiões/concelhos fortemente afetados por esta decisão e que nas próximas eleições autárquicas irão perder o mandato por causa desta decisão irresponsável tomada por militantes lobistas pagos e que se movem dentro do nosso partido com selo de respeitabilidade e que na realidade servem nos últimos tempos como caixa de ressonância desta decisão.

Lamento que opções políticas desta natureza não levem em conta três pressupostos:

1.º Documentos internos que vinculam este secretário-geral e primeiro-ministro e que nos levaram a o apoiar como candidato a secretário-geral e nosso candidato a primeiro ministro nas próximas eleições;
2.º Discussão política franca e aberta interna sobre se esta decisão é apoiada pelos milhares de militantes do PS e as bases a que este deve respeito como secretário-geral, bem como os órgãos que entre congressos e eleições governam o partido;
3.º Democracia interna, pois após esta discussão franca e aberta se por maioria for tomada por esses órgãos e/ou apoiada maioritariamente pelas bases que compõem o PS quem representa essa minoria, tem duas soluções, ou se submete e fica ou sai referindo que tal decisão não se coaduna com os seus valores e princípios.

Então falemos destes três pontos:

1.º Este Secretário-geral foi a Congresso com uma Moção Global de Estratégia intitulada Moção Geração 20-30 (que pode ser acedida AQUI), esta moção não só não fala sobre este ponto como e especificamente diz que a estratégia deve ser exatamente a contrária, cito o que é referido na página 7 desta: "Cumprimos na promoção da sustentabilidade ambiental, vinculando o país ao ambicioso Acordo de Paris, aumentando de forma expressiva a potência instalada em energias renováveis, incluindo a aprovação de uma estratégia para as energias renováveis oceânicas." E na página 11 em que se afirma que: "O desafio que temos pela frente exige-nos que pensemos de forma integrada em tantos e tão diversos domínios. Temos que ter um território mais coeso e mais resiliente, temos que estar na linha da frente da transição energética para as fontes de energia renováveis.". Ainda e aliás neste ponto a Moção tem um capitúlo inteiro o 3.1 dedicado às "Alterações Climáticas" e vários sub-capitúlos em que este assunto tão importante estratégico poderia ser tocado e/ou focado como o 3.1.2 com o titulo "Liderar a transição energética" em nenhum destes e em toda a Moção este assunto é focado, havendo como é obvio afirmações contrárias como as aqui reproduzidas que dão estocada de morte a este desígnio;

2.º Não houve nenhuma discussão política em relação a este assunto e porquê, porque se a houvesse com grande probabilidade havia uma forte oposição política interna não só de autarcas e bases militantes que os apoiam como de várias centenas de militantes que não estando integrados nessas àreas iriam se opor. Acrescento que a abrir-se uma discussão interna sobre esse assunto esta chocaria com a Moção que esmagadormente os militantes votaram e porque este secretário-geral e candidato a primeiro-ministro foi eleito, pelo que até nesse ponto esta discussão não poderia ter lugar pois órgãos entre congressos não podem por em questão documentos aprovados nesse Congresso. Já tivemos um Secretário-geral que tentou tal passe de mágica e que teve grandes dissabores internos, não queira este voltar aos tempos de um segurismo recauchutado e felizmente enterrado como um período negro da história do PS recente;

3.º Como a segunda opção nunca ocorreu e se ocorresse seria contrária a uma linha apoiada em Moção e votada de forma esmagadora por um Congresso Nacional eu nem ponho à discussão os pontos seguintes que referi, ou seja, que eu e outros eventualmente teríamos que optar em ficar ou sair.

Podemos então concluir que neste ponto não houve uma opção política e muito menos alguma discussão política e que achismos não são o que movem um partido nem muito menos marcam a agenda deste, daí que é melhor o Secretário-geral e atual primeiro-ministro repensar bem a sua posição, pois o seu achismo tem muito pouco opção e muito de lobismo que não foi caucionado nem em congresso nacional nem pelos órgãos coletivos do partido e é preciso muito mais do que páginas do Facebook patrocinadas por ENI´s e/ou GALP´s que estão a convidar militantes do PS a magote para nos convencer do contrário.

Fica o aviso os militantes do PS não estão à venda neste campo!!!

Por fim temos que considerar, na pergunta que coloquei, qual o futuro e se esse futuro vale a pena ser arriscado por uma opção política, e aqui podemos dividir este ponto em dois.

O primeiro é o que é o futuro de Portugal, da União Europeia - espaço onde nos integramos economicamente - e do mundo no campo das energias e focando-nos neste âmbito nas fontes de energia, será que é na exploração do Petróleo, ou pelo contrário no uso das energias renováveis e na transição para uma sociedade descarbonizada!!!

Vamos citar de novo a Moção que nos vincula enquanto coletivo partidário - inclusive o atual primeiro-ministro e atual secretário-geral e órgãos coletivos entre congressos - que refere que: "(...) incluindo a aprovação de uma estratégia para as energias renováveis oceânicas. (...) O desafio que temos pela frente exige-nos que pensemos de forma integrada em tantos e tão diversos domínios. Temos que ter um território mais coeso e mais resiliente, temos que estar na linha da frente da transição energética para as fontes de energia renováveis.".

Tenho deste modo a certeza - e não acho nada - que as anteriores citações responderam à minha pergunta e que riscaram completamente do mapa e para o lixo da história a opção de exploração de petróleo off-shore, aliás até nem seria racional como país optarmos agora por um retrocesso civilizacional e muito menos como partido fazermos marcha atrás em tudo o que o PS implementou e tudo o que o tornam o partido central das políticas verdes em Portugal.

E neste ponto faço aqui um parêntesis, não sou eu atualmente nem as centenas de militantes e autarcas que estamos mal, nesta opção espúria apoiada por lobismos de exploração de petróleo off-shore mas sim quem a defende e como já referi atrás, quem está mal pode submeter-se à maioria ou sair do partido e ir para o CDS-PP, que é um partido que acha que o nosso futuro poder ser encaixotado face a lobis de energia!!!

O segundo ponto tem a ver com se vale ou não a pena ver o nosso futuro arriscado por e com essa opção política que como eu já aqui referi nem sequer existe no PS a não ser na cabeça de certos lobistas que agem dentro do PS e no achismo do nosso primeiro-ministro e secretário-geral que por estes foi influenciado.

Arriscar o futuro de certos sectores económicos já implantados como por exemplo o Turismo que vivem da garantia que a limpeza das costas é um dos seus Ex-libis de atração e que gera mais de 10% do PIB nacional e mais de um milhão de postos de trabalho por centésimas de crescimento no PIB e impostos que mal irão dar para cobrir os custos eventuais dessa exploração é absurdo.

Para não falar de que a poluição gerada irá obrigar Portugal, ao abrigo das regras europeias a pagar como poluidor e produtor de fontes de energias não renováveis e que provocam o agravamento do efeito de estufa e não a poupar como atualmente poupamos e tudo porque uns certos lobistas que acham - continuamos no achismo - que isso é bom para o futuro.

Qual futuro? O deles com certeza!!! Pois o do país não será!!!

Concluo com um aviso à navegação a esses lobis, não pensem que nos podem colocar sob factos consumados, vindo com tretas que contratos de prospecção são iguais a contratos de exploração, lamento informar quem assim pensa e julga que o não prosseguimento de contratos de prospeção darão lugar a multas por não passarem à fase de exploração, já li e reli os mesmos e em nenhum lugar refere que estes contratos vinculam o estado português a obrigar a assinar outros para serem explorados estes recursos, aliás a lógica é simples, pois se essa obrigação houvesse essa seria também obrigatória para quem não encontrando nada teria que explorar mesmo não encontrando nada!!!

Deste modo se for anunciado que vão ser explorados esses recursos, é porque este governo do PS, que está vinculado ao seu Partido e em que este aprovou de maneira esmagadora, numa reunião magna uma moção que rechaça esse caminho, assinou novos contratos e que esses contratos vão contra essa moção e a esse caminho que se comprometeu.

Eu sei que muitos julgam e acham - outro achismo - que quem combate militantemente pelo PS internamente e externamente apenas o fará sempre por causa do providencialismo de certos líderes, apenas aviso esse líder e quem o rodeia, que se esses novos contratos de exploração forem assinados que irá acontecer uma de duas coisas:

1.º O achismo esbarra com a oposição frontal até dentro dos órgãos nacionais do PS e tais contratos nem sequer serão assinados;

2.º A maioria do PS adormecida acha que quem tem esta posição, igual à minha e de centenas de militantes e autarcas, deve sair pois diante do facto consumado da assinatura dos contratos menoriza este nosso pensamento, indo contra não só o futuro do país como à Moção que vincula este partido e o atual secretário-geral e candidato a primeiro-ministro, e acha que nós devemos defender essa posição lá fora, noutro partido criado de novo e ou sob outro partido já existente.

Apenas ficam a saber que isso está a ser preparado e que provavelmente será num ano péssimo para que aconteça, ou seja, em ano de eleições autárquicas em que o PS perderá algumas dezenas de câmaras e centenas de militantes.

Até porque quem rasgou o compromisso connosco e não cumpriu a Moção porque foi eleito, não fomos nós mas sim quem acha - mais uma vez os achismos - que a palavra dada não é palavra honrada!!!

Fica apenas o aviso para os que acham e não os que agem!!!

segunda-feira, 23 de julho de 2018

MIC

No início do ano escrevi neste espaço sobre o Tribunal Multilateral de Investimento. Agora, aproveito para partilhar um vídeo elucidativo sobre o mesmo assunto:


O vídeo é da autoria da Campact que gentilmente autorizou a sua reprodução no canal da TROCA - Plataforma por um Comércio Internacional Justo, criando assim a possibilidade de legendar o vídeo em português.

Post também publicado no Esquerda Republicana.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

90 minutos, 1 ano e 9 anos, 4 meses e 2 dias











Têm sido estes os tempos horários e de calendário que têm dado origem a polémicas nestas últimas semanas e decidi transformá-los em títulos dos diversos capítulos desta minha crónica de hoje deste Blog.

90 minutos

Esse é o tempo horário de um jogo de futebol, o jogo que neste país é objeto de paixões irracionais e que nos últimos tempos nos deu a conhecer mais um líder populista, o Presidente do Sporting Clube de Portugal, estou à vontade para falar deste tiranete porque já o fiz em relação a outros do clube de que sou adepto.

Este senhor achou que poderia interpretar os estatutos do seu clube e a lei em geral à sua maneira e que escaparia impune, as últimas decisões judiciais vieram repor, e bem, a legalidade e pelo o que tenho ouvido de muitos sócios deste clube - que é muito diferente de simples simpatizantes e/ou adeptos - este vai ser corrido no próximo dia 23 em Assembleia Geral a realizar para esse efeito.

Ele ainda não compreendeu três coisas:
- O populismo em demasia acaba por ser irracional a dado ponto;
- Essa irracionalidade afasta de quem o promove, muitos que o apoiavam numa primeira fase;
- Esse isolamento acaba por ser sempre a causa que gera o efeito da queda dos líderes populistas.

Foi assim no passado com líderes políticos e de outros âmbitos, é assim no presente e será assim no futuro.

1 ano

Passou-se ontem um ano sobre a tragédia dos incêndios acontecida na região centro e que provocou um número de vítimas razoável sendo que a maioria era do Concelho de Pedrogão Grande.

Desde então foi criada uma "Associação de vítimas", que ponho em parênteses por algum motivo, esse motivo deve-se ao facto de conhecer alguém que não morando lá, aí tem a sua casa da terra e aí perdeu alguns familiares, referiu-me este meu amigo de longa data que essa associação era a associação dos que procuravam viver à custa da tragédia e acrescentou-me que uma Associação que tem uma centena de associados nem sequer representa um décimo dos familiares das vítimas e moradores sobrevivos locais dessa tragédia e os tem como associados.

A razão deve-se a motivos puramente políticos, pois segundo este desde o início que tanto os familiares como os moradores sobrevivos perceberam o que queria a tal Presidente e quem a rodeava, sendo um meio pequeno e maioritariamente de pessoas moderadas, viram nesta personagem uma extremista de direita com que não se identificavam nem socialmente nem ideologicamente e perceberam claramente que esta e outros que a rodeavam queriam viver à custa desta tragédia.

E deu-me um exemplo claro, na aldeia de Nodeirinho, situada em Pedrogão Grande e onde morreram 11 pessoas, decidiu-se celebrar a vida em contraponto à celebração da morte e ontem foi inaugurado um monumento, em honra às pessoas que se salvaram refugiadas numa fonte, este monumento ideia de João Viola, pintor local e proprietário do terreno onde se ergueu o monumento e que, não é associado dessa tal "Associação de vítimas", foi efectuado graças à ajuda dos vizinhos que uniram esforços para tornar essa ideia realidade, sendo que tudo foi feito por voluntários e com donativos locais.

Essa inauguração contou com a presença do Presidente da República, do Primeiro-ministro e do Presidente da Câmara e de todos os que se que se quiseram associar, e pretendeu celebrar a vida e referiu que isso contrastou com a celebração à morte da tal "Associação de vítimas" que efetuou um evento fechado com convites e convidados VIP's alguns de fora da terra - mas que serviu de trampolim político dessa tal Presidente e de quem a rodeia - referiu ainda que o monumento que esta "Associação de vítimas" está a tentar fazer e para o qual já pedincharam dinheiro ao governo está envolto em polémica pois muitos familiares não querem o nome dos seus entes queridos nesse objeto de propaganda dessa "Associação de vítimas" que não os representa.

Soube-se também que esta "Associação de vítimas" teve a deselegância de não convidar quer o Primeiro-ministro quer o Presidente da Câmara para as tais festividades à morte que ontem efectuou, este meu amigo referiu-me que num Concelho onde o PS teve, nas eleições autárquicas após a tragédia, cerca de 1300 votos e o CDS-PP menos que os 41 votos brancos, ou seja, 21 votos para a Câmara Municipal - único órgão onde conseguiu concorrer pois não tinha número suficiente de locais para concorrer quer para a Assembleia Municipal quer para as Juntas - que tal atitude foi considerada afrontosa, mas que isso demonstra o quanto é que essa tal "Associação de vítimas" os representa.

9 anos 4 meses e 2 dias

Esse é o tempo que a FENPROF, acompanhada por outros sindicatos de professores, bem como uma miríade de várias plataformas sindicais que representam a esmagadora maioria dos funcionários da administração pública diz querer recuperar por ter sido o tempo em que estiveram congeladas as suas carreiras.

Dentro dessa nuance das carreiras, sempre houve algo que me escapou, eu que trabalhei fugazmente para o sector público e quase sempre no sector privado, que é como é que esse absurdo pode existir sem controle e avaliação algum, porque se agora até os militares já têm quotas, e bem, de progressão de patentes, como é que um professor e/ou outro funcionário público qualquer com regime semelhante - é que os à sem esse regime - progride sem controlo até chegar à patente de General sem ter disparado um tiro ou ter tido algum mérito na obtenção desse cargo?

É que eu lembro-me da luta que tiveram com outra Ministra da Educação que os queria avaliar nessa progressão e que não o conseguiu e agora pretendem que os tais 9 anos, 4 meses e 2 dias sejam contados de forma automática sem haver algum critério de mérito e pior de equidade entre esta progressão da carreira e a dos restantes funcionários públicos, é que o governo lembrou e bem que o ritmo automático - depreende-s por isso sem nenhuma avaliação - é para os professores três vezes - quase quatro - mais rápido do que os restantes funcionários públicos.

Lembro-me do silêncio cúmplice deste Mário Nogueira, líder da FENPROF, e doutros nouvelles sindicalistas de ocasião quando no tempo da troika o governo das direitas os ameaçou de despedimento em massa e os calados que estavam então borrados que lhes calhasse tal sorte na rifa.

Talvez seja esse o problema, dialogar-se, será então melhor este governo não o fazer e com um pau, ameaçar de dispensa numa assentada todos os que não cumprirem os seus deveres para com quem lhes paga o ordenado, ou seja, os pais dos alunos, é que greves selvagens são tão absurdas como perseguição da entidade patronal mas quem não cumpre os seus deveres para com quem lhes paga não deve nem tem o direito de exigir seja o que for.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

JEFTA

Seria de supor que o "maior acordo comercial de todos os tempos" iria receber alguma atenção por parte da comunicação social em Portugal.

Infelizmente, não tem existido praticamente nenhuma informação, nenhum debate.

Pela minha parte procurei contribuir para um panorama diferente, e escrevi um texto que foi publicado no jornal Tornado, e que cito parcialmente:


«O JEFTA também ameaça os serviços públicos de diferentes formas. Uma delas é limitando a sua esfera às chamadas “listas negativas”[2]. Estas limitam severamente a capacidade de os governos criarem, expandirem e regularem serviços públicos ou reverter privatizações.

O JEFTA, tal como o CETA, tenderá a diminuir a estabilidade do sistema financeiro (se os mercados ficam mais integrados, o bloco com a política macroprudencial menos exigente irá acentuar a sua vantagem competitiva, criando um incentivo perverso para políticas menos cautelosas), e não se encontram nenhumas medidas no JEFTA para fazer face a esta questão, bem pelo contrário (até se reduzem os instrumentos disponíveis para combater a especulação financeira e se colocam obstáculos adicionais à reforma da estrutura bancária).

Vale a pena recordar também que o Japão ainda não ratificou convenções centrais da Organização Internacional do Trabalho, como a Convenção C105, relativa à Abolição do Trabalho Forçado, e a Convenção C111 (sobre Discriminação em matéria de Emprego e Profissão). Em particular, a recusa em assinar da convenção C111 deve-se a questões relativas à discriminação de género e a sua ausência é sintoma de questões laborais com impacto real na sociedade japonesa. O JEFTA traz, por esta via, consequências laborais indesejáveis para os estados membros da UE.

As lacunas mais graves do JEFTA estão no capítulo sobre comércio e desenvolvimento sustentável, que é ainda mais fraco que o seu análogo no CETA (já de si inaceitável). A estas questões, que ignoram o desafio civilizacional de combater o aquecimento global, e as consequências catastróficas que mal começámos a experimentar de forma trágica, podemos juntar as omissões em relação às madeiras e às pescas. O Japão não ilegaliza certas práticas consideradas inaceitáveis em quase todo o mundo desenvolvido e têm existido denúncias de empresas japonesas a devastar florestas protegidas na Roménia para vender a madeira assim obtida – este acordo alargará os mercados e tornará quase impossível garantir que a madeira que nos chega não tem origem neste tipo de práticas. O mesmo se aplica às pescas, uma questão que até pode ser mais sensível para Portugal (tendo em conta as restrições que já sofremos para uma gestão mais sustentável dos stocks, que assim ficam em risco acrescido).

[...]

Urge uma política de comércio diferente para a União Europeia e ela começa pela rejeição deste tipo de acordos que agravam os desequilíbrios e disparidades[3] que se têm acumulado nas últimas décadas, criando uma estagnação dos salários reais, uma insustentável concentração da riqueza, um esvaziamento da democracia e um agravar muito perigoso das ameaças ambientais. Rejeitar o JEFTA será um primeiro passo rumo a um Comércio Internacional Justo.


NOTAS
[1] Embora recentemente as instituições europeias tenham passado a designar o acordo comercial por “Acordo de Parceria Económica”, o que alteraria a sigla, preferimos manter a designação pela qual o acordo é conhecido.

Na verdade sabemos que as instituições europeias procuram evitar o uso de siglas que facilitem a comunicação entre os cidadãos mais informados e críticos destes acordos e a restante população. Parece exagero mas não é: OMG! TTIP, JEFTA, CEPA are DOA

[2] Com “listas negativas” só não estarão sujeitos à liberalização e privatização os serviços que tiverem sido explicitamente mencionados no acordo. À partida poder-se-ia pensar que algum grau de cuidado em relação à lista que consta no JEFTA poderia evitar lacunas graves neste domínio, mas a situação é mais complexa, já que a economia é tão mutável. Há algumas décadas atrás empresas como o Facebook, o Google, a Amazon nem sequer existiam e hoje correspondem a uma fatia muito considerável da nossa economia. Serviços como os prestados pela Uber ou Airbnb estavam longe de ter nascido. Tendo isto em consideração torna-se claro que qualquer lista que se crie hoje estará desactualizada e desajustada em poucos anos. No entanto, se estivermos a falar de listas negativas estamos também a falar de negar às populações a capacidade de ajustar livremente, consoante a vontade dos cidadãos, o papel do estado às mudanças da economia. Como agravante, nestes novos acordos há outra armadilha, a chamada cláusula “standstill”, que determina que os estados não podem retroceder quanto ao nível de liberalização (abertura de mercado) e desregulação que já atingiram; ou seja, o ponto actual da liberalização e desregulação fica cristalizado, proibido de retroceder.

[3] Estes acordos tão cedo desregulam de forma aparentemente indiscriminada como aumentam a regulação. O critério é sempre o mesmo e está longe de corresponder à defesa do bem comum ou ao respeito pela vontade dos cidadãos. O critério para se apertar a regulação ou acabar com ela é o de defender acima de tudo os interesses e conveniências das multinacionais, a quem estes acordos servem. Um exemplo elucidativo é o da propriedade intelectual, que tem sido reforçada nas últimas décadas de forma absolutamente desequilibrada, e tende a ser agravada por este tipo de acordos (tornando medicamentos mais caros, aumentando ameaças à liberdade de expressão, etc.).
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Post também publicado no Esquerda Republicana.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Por ser Maçon serei um criminoso?











Essa pergunta que coloco no título é de retórica, mas sinto que tem actualidade, devido a acontecimentos recentes.

Antes demais e neste campo declaro que sou desde 2003, Mestre Maçon da Federação Portuguesa da Ordem Maçónica Mista Internacional "Le Droit Humain" - O Direito Humano e membro dos seus ateliers de Altos Graus - em grau que não interessa especificar, pois é indiferente para este artigo - e que nesta Obediência Maçónica são apenas do Rito Escocês Antigo e Aceito.

Já fui membro de três Lojas nesta Federação, agora apenas de duas, a saber a RL (v. Respeitável Loja) Liberdade (de que fui um dos fundadores) a Oriente de Sintra/Lisboa e da RL Estrela da Manhã a Oriente de Aveiro, internacionalmente sou membro (em dupla filiação internacional) da RL Luz de Al-Andaluz a Oriente de Sevilha esta da Federação Espanhola da mesma obediência.

A Ordem Maçónica Mista Internacional "Le Droit Humain" - O Direito Humano, celebrou no passado mês de abril os seus 125 anos - primeira loja fundada em 4 de abril de 1893 - e para além de comungar de todos os princípios que transversalmente caracterizam todas as Obediências Maçónicas, tem três factores que a distinguem das demais:
- É apenas Mista, ou seja, as suas lojas são constituídas por mulheres e homens (livres e de bons costumes) que se candidatam de per si, ou seja, convites a haver são a exceção e não a regra;
- É Internacional, ou seja, tem um poder central representativo de todas as Lojas Pioneiras, Jurisdições (até 120 membros e cinco lojas) e Federações (a partir de cinco lojas e 120 membros). Tem deste modo um(a) Grão Mestre da Ordem a nível internacional e uma direção única, que se chama Supremo Concelho, tanto o primeiro como o segundo são eleitos numa convenção internacional que se realiza, de cinco em cinco anos, em Paris;
- Defende e pratica a continuidade iniciática, ou seja, todos os membros dos Altos Graus, tenham o grau que tiverem obrigatoriamente fazem parte de uma loja Azul, ou seja, de uma célula base;

E porque julgo que é um tema com actualidade, porque recentemente aconteceram duas coisas, uma no meu país e outra em Itália que me fizeram levantar esta pergunta, e passo a explicar estes dois acontecimentos.

Por aqui discutiu-se por motivos que nada têm a haver com a Maçonaria e/ou algum seu integrante a criação da chamada Entidade da Transparência e a revisão do registo de interesses a declarar ao abrigo da lei das incompatibilidades dos titulares de cargos políticos e mais uma vez alguns órgãos de comunicação social levantaram a lebre e a indignação de que o facto de alguém ser maçon mais uma vez não era incluído como se a declaração de algum político ser Maçon fosse em si um acto confesso de se ser um potencial criminoso, o que foi aliás o que aconteceu em Itália em que o recente acordo de governo entre o Movimento 5 Estrelas e a Liga Norte exclui um ser humano de ser governante, por apenas ser Maçon, pior no acordo de governo comparam mesmo os maçons a criminosos comuns.

Antes demais aqui refiro que já por aqui analisei o fenómeno que foi o Movimento 5 Estrelas em Itália e pensei que embora populista fosse um movimento até redentor da política e dos políticos italianos, após a análise do programa eleitoral que assinaram em conjunto com o movimento separatista, fascista e racista Liga Norte, apenas posso confirmar que o pior que pensaria não se confirmar, confirmou-se. O programa eleitoral dessa coligação populista/fascista assenta em linhas em que o ódio e a demagogia são a lei, pelo que não auguro nada de bom nem de positivo a este governo e sinceramente desejo toda a má sorte ao mesmo. Aliás a entrevista de Steve Bannon à CNN, um fascista norte-americano que só quer o mal da União Europeia e dos europeus, a desejar sucesso a este governo italiano e a louvá-lo é notório da perigosidade que este representa. Se bem que pelas primeiras medidas de juras de amor eterno ao €uro e de recusa de desembarque de mais de 150 crianças refugiadas, acto que só um estado bárbaro efectuaria, durará pouco tempo. A demagogia e o populismo, quando em demasia acabam por ser a morte certa de quem os promove.

Mas vamos lá centrar a minha intervenção naquilo a que me propus, ou seja ao pensamento à priori efectuado de compararem os maçons a criminosos, seja em Itália seja por aqui, em que eu seria pelo simples facto de ser Maçon criminoso e incompatível de ser político e/ou governante.

A pergunta que faço é a seguinte, será mesmo que os Maçons devem ser públicos se são pré-julgados apenas e só por o serem?

E já agora para quem me irá ofender ou enviar mensagens privadas de ódio após a publicação e publicitação deste artigo respondo que eles confirmam o porquê da maioria destes não serem públicos e também o porquê desses pré-julgamentos sem sentido!?!?!

Eu estou-me completamente a marimbar para as ameaças e até já me defrontei com alguns dos cobardes que as fizeram, mas nem todos têm o meu estofo.

Mas para esses pré-julgamentos basta um jornaleiro - sim porque um jornalista segue o código deontológico - mal preparado que ganha uns patacos e é um lacaio, porque está a recibo verde, de preconceituosos como os Belmiros e os Balsemões desta vida e que espalham o ódio encomendado contra quem não se pode defender como as Maçonarias em geral.

E porquê? Porque não é um corpo único, nem aqui nem em Itália nem em qualquer parte do mundo, as Maçonarias - eu digo Maçonarias porque existem diferenças muito profundas e insanáveis entre as obediências ditas liberais e adogmáticas e as dogmáticas e exclusivamente masculinas e que se auto denominam de "regulares" - são várias obediências, algumas tão dispares e tão diferentes como água e azeite que nunca se misturam e dentro destas, os Mestres Maçons são pessoas livres que respondem por si e pela sua ética e não sob as ordens de algum poder centralizado.

Esses pré-julgamentos por esses jornaleiros servem apenas para disfarçar as jogatanas dos verdadeiros donos disto tudo sendo que nem aqui nem Itália nenhum foi ou é Maçon, mas que é o suficiente para atear chamas de ódio na populaça e espalhar o mesmo contra um inimigo invisível.

Vejamos a crise de 2008, algum daqueles banqueiros foi Maçon, fosse aqui ou em Itália?

E os especuladores que cruzaram acções de bancos com activos tóxicos ligados ao Imobiliário, nos EUA/USA e/ou Europa, eram Maçons?

E por fim algum governante, com responsabilidades económicas, financeiras e ou de de decisão directa nesta última década, em Portugal ou em Itália, esteve ligado ou foi alguma vez Maçon?

A todas a estas respostas, posso assegurar-vos, que a resposta é um rotundo: NÃO

Mas se vos disser que são conhecidas a muitos destes a sua ligação à Opus Dei, apesar desta organização nunca ter estado tão bem economicamente, o que confirma as minhas suspeitas que a cortina de fumo dirigida sempre para os mesmos fantasmas serve sempre o interesse dos mesmos de sempre, que estão longe de ser fantasmas.

E vejamos será que a Igreja Católica Apostólica Romana, que é a instituição que alberga essa organização corrupta e criminosa, chamada de Opus Dei, tem alguma responsabilidade por esta o ser e defender os interesses que defende seja na área económica, judicial e/ou policial

Dificilmente não acham!!!

Porque até foi ultimamente eleito alguém que é o oposto em valores para o Pontificado e não me venham com tretas que foi para disfarçar, pois no conclave apareceu um candidato dessa área que foi felizmente derrotado e o anterior titular, Ratzinger, não era mais do que um papa da Opus Dei.

Mas se fazem esta distinção entre esta Instituição e a outra que nesta e sob esta se abriga, porque é que não o fazem em relação a maçons e lojas que poderão não ter sido éticos como deviam e as Maçonarias no geral?

A resposta é simples: Porque não interessa!?!?!

Interessa esta capa de fumo para esconder os que sempre se aproveitaram do sistema e os verdadeiros poderes ocultos factuais que neste existem, que variam conforme as décadas mas que visam apenas uma coisa: Enriquecer-se contando com as falhas do sistema e praticando amoralidades

Esses sim, têm dinheiro para financiar artigos de jornais, em Portugal, e partidos, como a Liga Norte, em Itália.

São esses poderes fáticos que escaparam sempre pelos buracos da chuva em relação às crises que provocaram e que aparecem por detrás do financiamento ao fascista do Steve Bannon, à Frente Nacional - agora União Nacional, e onde é que já eu ouvi este nome - francesa, ao Rússia Unida de Putin, ao movimento do Brexit britânico - via financiadores e criadores da Cambridge Analytic - ou ao movimento do Tea Party/Alt-Right/K.K.K. que dentro do Partido Republicano dos EUA/USA que conjuntamente com este Presidente egocentrista, e candidato apoiado pelos mesmos, conseguiu na última reforma fiscal um abate de mais de 70% dos impostos que, os que o financiaram, pagavam!?!?!

Então a populaça já percebeu onde estão os que beneficiam com este caos?

E os nazis/extremistas de direita portugueses, do PNR, Hammerskins e/ou Nova Ordem Social, com relações internacionais com o movimento do Brexit, da (agora) União Nacional francesa, da Rússia Unida de Putin ou da Liga Norte de Itália irão continuar a espalhar o ódio por estas redes sociais para ver se eu e outros maçons temos medo de vós e nos calamos face ao que vocês representam?

Eu sei que muitos maçons não se estão para se expor, mas eu e outros não temos medo de vocês, seus racistas e vendidos com pele de cordeiro.

Eu e outros fizemos acusações directas da inserção de elementos da extrema-direita nas polícias e nas forças militares. Aliás os recentes casos de julgamentos, de agressões agravadas em esquadras contra cidadãos portugueses que foram agredidos só por terem uma cor de pele diferente, ou os casos de violência entre claques, são o corolário da impunidade que reina na inserção de membros e gangs de malfeitores do PNRHammerskins e/ou Nova Ordem Social, elementos racistas de claques de futebol e nacionalistas nessas instituições. O corolário é o criminoso Mário Machado, com inúmeros cúmplices nas diversas polícias e ramos das forças armadas portuguesas, ser candidato a uma conhecida claque de futebol, uma vergonha só permitida porque as autoridades deste país dormem, já deveria esse criminoso ter sido preso só por causa do ódio que promove e por se passear por aí de braço estendido em saudações fascistas, algo punível pela nossa constituição.

Finalmente o estado português parece que abriu parcialmente e em parte a pestana, pois pouco faltava para que estes facinoras se começarem a organizar em milícias armadas como existe em movimentos fascistas por essa Europa fora, como a Aurora Dourada grega, a Liga Norte italiana, o Jobbik e/ou Fidesz húngaros e a Rússia Unida de Putin que impunemente caçam homossexuais e emigrantes e/ou seus concidadãos de cor que não a branca pelas ruas e que fazem parte todos de entidades que vão buscar os seus financiamentos a quem controla FOX's, jornais como o Público os grupos como a COFINA, entre outros, que são antros de criminosos e de promoção do populismo puro.

É interessante ver que até num assunto tão simples como o aumento dos preços de combustíveis se exclui que a verdadeira beneficiada com esse aumento, a GALP Energia, que aumentou 200% os lucros em três anos, é apagada dos responsáveis do aumento dos combustíveis, só porque tem dinheiro para silenciar todos os jornais e jornaleiros desta terrinha, continuando estes a insistir na carga fiscal que até diminuiu marginalmente nos últimos anos.

Um Maçon deve ser ético e não pode silenciar-se face à ignomínia e aos vícios que povoam as catacumbas e masmorras desta terra, por isso somos odiados, porque os desmascaramos e não nos calamos e contribuímos em muito para a sua queda e para que neste mundo valores positivos e transversais sejam uma realidade.

Valores como a Democracia, a Liberdade, a Solidariedade, os Direitos Humanos, os Direitos das Crianças, a Fraternidade, os Direitos dos Trabalhadores, o Laicismo e a Igualdade entre homens e mulheres foram e são bandeiras maçónicas que todos comungamos.

Enquanto existir um Maçon, quem defende a ditadura e a perseguição apenas com base em pré-julgamentos terá da nossa parte luta sem quartel, por isso é que somos tão perigosos na Rússia, na Hungria, em Itália e em Portugal.

E uma nota final para os maçons portugueses, ficar à sombra de ter contribuido para criar coisas tão importantes como o SNS em Portugal é poucochinho, temos que reagir e perceber que não é a ser tolerantes com os intolerantes que por cá conseguimos atrair novos e jovens membros - mulheres e homens - mas sim a combater politicamente e socialmente por uma sociedade mais justa e solidária. Combatendo sem quartel esses facinoras, escondam-se estes sob a capa de jornaleiros ou de membros da extrema-direita que impunemente - e apoiados por elementos policiais - gritaram recentemente slogans fascistas à frente do palácio maçónico do Grande Oriente Lusitano. Porque quem se esquece que os anos de ditadura fascista foram anos de perseguição à Maçonaria dificilmente poderá lutar por essa sociedade mais justa e solidária.

A convocatória é simples: Não se calem, não se escondam e combatam os facinoras!?!?!

Quanto a mim não sou um criminoso e tenho orgulho em ser Maçon e de o dizer publicamente.

sábado, 2 de junho de 2018

Porque aumentam os preços dos combustíveis?











Este esclarecimento impõe-se, face à desinformação crescente que nos últimos tempos os órgãos de comunicação social têm imposto a todos nós, de modo a acolitarem a sua nova mascote populista, que dá pelo nome de Assunção Cristas.

Os impostos sobre os combustíveis não variaram nos últimos dois anos e meio, até pelo contrário tiveram uma ligeira baixa, fruto de uma correcção nos aumentos do preço do diesel (gasóleo) face à gasolina, já agora e esclarecendo este fator refiro que, o imposto sobre o litro de diesel (gasóleo) é mais barato - €0,33841 por litro (2016/2017) - do que sobre a gasolina - €0,54895 por litro (2016/2017) - assim e se o consumo do primeiro é superior e os aumentos deste também, a carga fiscal tende no seu todo a diminuir, embora apenas ligeiramente, pois o consumo de gasolina estabilizou e os preços desta aumentaram, embora de uma maneira percentual inferior ao diesel (gasóleo).

Deste modo procurar a resposta apenas centrada neste facto, para o aumento verificado neste último ano e meio e/ou últimos meses é absurdo e desde já afasto a justificação cretina e desinformativa que estes jornaleiros (não confundir com jornalistas) tentam passar em nome de uma razão puramente política, não tivessem estes nos últimos tempos servido apenas para isso, para fazerem oposição política. É que neste país passa-se o caso curioso de não haver órgãos de comunicação social isentos politicamente, sendo todos alinhados entre a extrema-direita racista e conservadora e a direita liberal económica e promovendo a mascote política fascista que adoptam no momento.

Deste modo as razões para os últimos aumentos são simples de enumerar, embora não expliquem tudo, assim e economicamente falando:
- O preço do "barril de crude" aumentou: desde janeiro de 2016 que o petróleo não pára de aumentar, tendo duplicado de preço nestes 2 anos e meio, dos 35 USD (dólar norte-americano) de 21 de janeiro de 2016 para os 70 USD atingidos a 17 de maio deste ano; mais especificamente e nos últimos 12 meses - que são os meses que condicionam fortemente as flutuações de preço no mercado final pois as contas são efectuadas com base nesta média - o barril de crude internacional subiu quase 50%, de 44 USD em 19 de junho de 2017 para 72 USD em 22 de maio de 2018.
- Depreciação do €uro face ao USD (United States Dolar): nos últimos dois anos o aumento da rentabilidade das obrigações do Tesouro dos Estados Unidos face à perda de competitividade das obrigações do tesouro de todos os países europeus - a rentabilidade dos juros baixos e/ou negativa inibe esse investimento - rondou os 30% nestes últimos dois anos e meio; esta depreciação que é positiva por um lado pois aumenta a competitividade das exportações europeias face às dos Estados Unidos da América é penalizadora na única mercadoria ainda negociada exclusivamente em USD, ou seja, o barril de crude; por fim esta depreciação têm-se agravado nos últimos meses, atingido só no mês de maio deste ano um acumulado de 3,5%.
- Custos de refinação, armazenamento e transporte e situação de monopólio da GALP Energia: neste país temos um monopólio consentido nos seguintes campos, refinação, armazenamento e transporte, este é exercido pela GALP Energia, sendo que esta empresa que com este monopólio apenas conta com 20% do mercado da refinação na Península Ibérica - como refere enganadoramente na sua página de Internet - mas que em Portugal ronda os 80%, nos restantes campos de armazenamento e distribuição é inferior mas é sempre superior a 50%; este monopólio esmagador e consentido na refinação levou a que desde 2015 os lucros da área da refinação e distribuição da GALP Energia tenham aumentado mais de 200%, exacto e perceberam bem, o valor passou de negativo - em 2014 - a duzentos e tal milhões no ano de 2017 e este lucro foi conseguido por vários motivos; o primeiro a mudança do cálculo do valor de venda que passou a ser o do dia anterior no mercado de Roterdão - esta falcatrua implica que embora comprando o Petróleo quando quer pois aumentou o espaço de armazenamento joga com esse preço para aumentar os seus lucros internos - ditando como maior distribuidora e revendedora os preços sempre por cima e as outras empresas e/ou marcas não se importam de os acompanha; o segundo que esse monopólio dá-lhe a liberdade para cobrar os preços que quer e sem nenhum controle, sendo que os estudos da autoridade da concorrência nesta área têm demonstrado que o preço tem aumentado significativamente mas nada é efectuado para que esta distorção seja penalizada; por fim o chamado preço de transporte a granel - para os postos de abastecimento - e armazenamento no qual a GALP Energia na sua área de distribuição tem um peso considerável, pois não só fornece aos seus postos de abastecimento como a uma miríade de outras marcas, têm também vindo a aumentar contribuindo para os tais mais de 200% de aumento.
- Não inclusão de bio-combustíveis e a não reflexão desse factor nos preços finais: Em Espanha por exemplo a inclusão obrigatória de uma forte componente de bio-combustíveis levou a uma baixa do preço em 10%, isto nos últimos dois anos, em Portugal estamos aquém dessa incorporação e quando ocorreu foi aumentado o preço dos combustíveis, ou seja, a Autoridade da Concorrência em vez de punir esse aumento abusivo do preço por se incluir um componente de mais baixo valor, constata nos seus relatórios esse aumento e cauciona-o; a inclusão de bio-combustíveis em Portugal é das mais baixas da União Europeia e os países que têm também essa baixa inclusão são aqueles que como Portugal figuram no Top 10 dos combustíveis mais caros do mundo.

Termino com três observações e uma nota positiva de esperança.

É óbvio que este preço de cartel imposto mundialmente pelos países produtores de petróleo, liderados pela Arábia Saudita, e que mergulhou a economia mundial neste pico do preço do barril de crude atingiu um pico e estabilizou, e espera-se agora uma correcção que o pode levar aos 60 USD - apontado alguns analistas os 55 USD nos próximos 6 meses - pelo que este argumento pode ser posto de lado e contará pouco como factor futuro. Já agora o barril de crude, é assim denominado pois é uma unidade de petróleo em cru, esse barril varia entre os 158,987 litros (se for o barril produzido pelos norte-americanos) ou a 159,113 litros (se for o barril imperial britânico, que é produzido no mar do norte e vendido no mercado europeu), o barril de crude é representado por bbl;

Temos uma entidade que para nada serve a não ser para ser quem constata e quem monitoriza da implantação e reforço do monopólio da GALP Energia e não quem controla e quem intervém como está nas suas atribuições legais, se tivéssemos num país civilizado a ficção de entidade reguladora que temos e que se chama Autoridade da Concorrência, já tinha levantado vários processos à GALP Energia, multando-a exemplarmente e obrigado administrativamente que esta baixasse os preços da refinação - e não só pela atribuição de outro cálculo - e limitasse as suas ações no armazenamento e na distribuição a granel a outras outras empresas e/ou marcas de modo a que o seu peso neste campo passasse a ser exclusivamente o da sua quota de mercado que mesmo assim já é elevada. O que temos é pronograficamente insustentável e leva-me a pensar se nada mais se passa que não deva ser investigado judicialmente.

O que o governo tem efectuado a nível da inclusão da componente e reforço de bio-combustíveis é ridículo e muito poucochinho e nessa inclusão o não controle legislativo da prática dos dumpings de preço, ou seja, aumento do preço - quando este torna todo o produto mais barato - foi absurdo;

A nota de esperança é que acredito que os métodos de cálculo sejam revistos pelo governo nomeadamente na área da refinação, que a Autoridade da Concorrência comesse a funcionar sendo afastados por incompetência os que por lá consentem que uma empresa monopolista reforce o seu monopólio e aumente em dois anos mais de 200% os seus lucros e que o governo aumente a componente dos bio-combustíveis, por imposição Europeia, para uma percentagem maior dos que os actuais 16,23% na gasolina e 8,1% no gasóleo, como acontece por exemplo em países como Alemanha e/ou França. Por fim esta nota de esperança conclui com o aumento do uso de carros eléctricos e híbridos de modo a que haja por indução um menor crescimento do consumo fazendo com que a concorrência que hoje não existe comece realmente a funcionar.

Acabo como acabou o jornalista Paulo Querido, que com o seu curto post no Facebook acerca deste assunto me levou a escrever este artigo mais desenvolvido: "Agora voltemos às televisões e jornais e às suas "explicações" da treta, que já nem sabem o que é a notícia."

segunda-feira, 21 de maio de 2018

53 terroristas morrem e o mundo silencia...












Eis o problema desta comunicação social que temos é este, primeiro anuncia-se com grande pompa e circunstância que morreram 60 vítimas civis num dia sangrento de confrontos entre os assassinos judeus e os virtuosos e anjos dos palestianos, quando o movimento terrorista Hamas secundado pela organização terrorista Jihad Islâmica, reclamam que desses 60, 53 - 50 do Hamas e 3 da Jihad Hislâmica - são seus militantes, combatentes e soldados, esta cala-se!!!

Mais de 80% das tais vitimas civis inocentes eram nas palavras das duas organizações terroristas e anti-ocidentais islâmicas, seus combatentes e foram para essas manifestações com armas, disparar contra soldados e invadir o território de um estado soberano mas o anti-semitismo continua a medrar e a ser usado como refugio e a calar-se diante deste facto.

O pior é que para além de jornalistas e populares claramente anti-semitas, que precisam de poucos argumentos para o continuarem a ser, deputados portugueses continuam a ser cúmplices deste silêncio e de forma despudorada continuam a caucionar o que estes dois movimentos representam e o que estas 53 nada inocentes vítimas defendem.

Não são palestinianos desesperados estes militantes, são terroristas que defendem a aplicação da lei islâmica a toda a sociedade, inclusive aos ocidentais. Estes militantes e estas organizações defendem que os homossexuais são seres aberrantes e merecem a morte, que uma mulher adultera e/ou violada merece a lapidação e que as crianças devem, se forem homens, educados exclusivamente em escolas corânicas e, se forem mulheres, nem ler e escrever devem, não vá terem ideias feministas ocidentais.

Das tais feministas pertencentes às organizações radicais de esquerda que a par com os movimentos LGBT´s, se associam a manifestações a pedir a condenação de Israel e o caucionamento ideológico destas pessoas, que se enojam só por os conhecer e que os matam e oprimem nos territórios que governam.

Eis a coerência ideológica de tais seres e organizações, a mesma que rejubila pela reeleição do ditador Nicolas Maduro, na Venezuela, com 60% e alguns, entre 30% e picos de afluência, ou seja menos de 20% do real universo eleitoral. A mesma que aplaude um ditador cubano, agora branquinho e quase americano, até porque esta esquerda conhaque europeia tem aqueles padrões rácicos que não lhes permite cá misturas entre eles e os gentios e se tiverem assim uma pele morena que fiquem longe.

Passa-se isso com os romanis (que por aqui são conhecidos por ciganos) que têm como comunidade o desprezo desta esquerdalha que apenas se cruza com estes em feiras, mas que nutre por estes aquele desprezo e superioridade absurda, nesse aspeto são muito parecidos com a extrema-direita que criticam.

Por isso é que quando se fala com estes deputados e com esses que andam por aí a  manifestarem-se na rua e a indignarem-se pelas redes sociais e se perguntam se eles conhecem a rua árabe e se já foram à palestina livre dos territórios de Gaza e da Cisjordânia, me respondem com aquela sobranceria que não precisam de lá ir para entenderem o que eu por aqui escrevo e aqui apresento.

Condenar sem conhecer a situação e de terem falado com as pessoas que por lá habitam e sofrem não por causa de Israel, mas porque quem os governa, em que se encontram os dirigentes destes grupos de terroristas islâmicos, Hamas e Jihad Islâmica, que vivem do esbulho e da apropriação ilícita dos milhares de milhões de fundos que para lá são encaminhados pela comunidade internacional e milhares de ricos e pios senhores dos petro dólares.

Esse é o problema de muitos destes anti-semitas, culpam a única entidade que lhes dá alguma segurança, pois grande parte da população, da tal ficção da palestina livre, vive com empregos de Israel, ou seja, quem alimenta quem nessas comunidades vive com dignidade, dessa tal palestina livre são milhares de empresas dos tais judeus assassinos.

E já agora, quem os rouba todos os dias e vive deles à tripa forra são os líderes dessas tais organizações terroristas que vivem uma vida de luxo no Líbano e Emiratos Árabes Unidos.

E esses deputados e esquerda conhaque europeia, acompanhados com muitos indignados de sofá, são os cúmplices desta situação, pois exigem aos políticos do seu país transparência total e uma radical modéstia de vida e depois caucionam o oposto aos líderes destas organizações terroristas que defendem em valores o oposto que estes dizem representar nos seus países.

Acabo com uma pergunta, querem mesmo que eu defenda um estado falhado em que a população que lá habita vive para alimentar a corrupção de uns líderes inaptos ou defenda coerentemente que estes territórios e populações devem ser integrados noutros países que sempre os desejaram ter e que talvez estes povos, seja no Egito - a Faixa de Gaza - ou na Jordânia - o que restar da Cisjordânia sem Jeruralém - lá sejam melhor governados?

Acho que a resposta é óbvia, acabem com essa ficção de estado da palestina, isso não existe, é um mito criado por uma esquerda conhaque europeia e mundial anti semita que pouco ou nada percebe da realidade no terreno e por estados árabes que sempre quiseram este território, mas que após ficarem com milhões de refugiados depois das guerras falhadas, que moveram contra Israel, agora querem um estado palestiniano, que muitos que lá vivem não querem, para exportar esses refugiados que foram criados pela sua inépcia, pois a muitos palestinianos moradores dessa ficção a que chamam de estado da palestina ficariam contentes com uma governação sem corruptos e/ou extremistas.

O problema dessas terras de ninguém, a que chamam estado da palestina só existe por culpa exclusiva dos anti-semitas europeus e mundiais e dos países árabes a que lhes convém ter a urbe controlada com um inimigo comum, o problema, é que já nem na rua árabe essa ideia é consensual, acabem por isso com ficções e não façam sofrer terceiros porque querem bodes expiatórios, sejam estes pela sua incompetência, sejam pelo o seu anti-semitismo primário.

terça-feira, 15 de maio de 2018

Centenas de anos de anti semitismo!!!











Quando ontem se celebrou a proclamação dos 70 anos de independência do estado de Israel, dava-se mais uma vez um golpe de teatro no acicatar do anti semitismo por este mundo a fora com a colaboração sempre prestável de uns órgãos de comunicação social acríticos e sem fontes no terreno e de ONG's de direitos humanos, como a Amnistia Internacional e outras, que apenas contam com os relatos e a propaganda do movimento terrorista e anti semita e anti ocidental Hamas.

O que vimos mais uma vez foi o erguer de milhares de braços mundialmente tal como os nazis o fizeram também de forma encenada em Nuremberga à frente de uma então bem oleada propaganda do III Reich, só que desta vez quem encenou esta propaganda, são terroristas de um movimento anti valores ocidentais e também anti semitas que apaparicados por uma comunicação social acrítica espalha as suas mentiras sem contraditório.

Falam em mais de 50 mortos e repetem o número à exaustão, como uma mantra nazi de estilo sieg heil, mas desta vez não para saudar a vitória nazi mas a vitória da intolerância e do oportunismo, o mesmo faz a Amnistia Internacional e outras ONG's em comunicados histéricos sem nenhum fundamento, e porquê?

Já agora esses números de mortos são baseados em que factos? Em que fontes? Quais os jornalistas e/ou fontes independentes que os viram? Quais os que os podem confirmar? Quais os nomes desses mortos? Quais os testemunhos desses familiares? Serão válidos esses testemunhos? Os médicos que declaram o óbito como se chamam? Quais as causas da morte destes declarados mortos? Em que hospitais e/ou clínicas ocorreram? Quando e onde foram enterrados?

São perguntas legítimas às quais nunca vejo ser dada nenhuma resposta!?!?!

Num qualquer artigo de jornal vejo o nome das vitimas, aqui nada é preciso, apenas se atira a atroada, porque de certeza que pegará!!!

Nenhuma destas ONG's tem observadores independentes no terreno, e os jornalistas que por lá vemos nenhum é não habitante, ou seja palestino terrorista alinhado com o Hamas (relembro-vos que os membros da Fatah foram expulsos e massacrados à uns anos, por isso nem essa facção política está no terreno), os outros que lá estão de fora são convidados autorizados a lá estar e têm que ser simpatizantes da causa do Hamas.

Vemos sempre as mesmas imagens de alguém atingido, não se sabe se por uma bala de borracha, por uma granada de gas lacrimogéneo ou a sua inalação, ou até, e porque o mais provável, por uma pedra mal atirada dos que atrás destes usam fundas que pouco mais de dezenas de metros têm de alcance. 

Mas a dedução óbvia e imediata é que se este sai assim caído, é porque sai morto e que os carrascos são os maléficos judeus, esses seres asquerosos corcundas que se babam diante do sangue de jovens e puros alvos e anjos palestinianos.

Gostava de ver uma vez que fosse alguma fonte credível e fiável independente a balizar esses números de mortos, pois o que acontece é que quem fornece esses números são os militantes do Hamas!?!?!

Assim vejamos, eu quero pôr o mundo a meu favor, e vou dizer que quem vimos sair em braços são apenas feridos, claro que sim, então se sou um movimento que defende a lapidação de mulheres, o atirar de homossexuais por um prédio abaixo e/ou o massacre da outra facção política palestiniana, nunca mentiria acerca deste assunto, Allah é minha testemunha, tal como o será quando eu puder atirar nesses ocidentais, que agora me são uns bons idiotas úteis para a frente de uma metralhadora por serem uns kafir, até lá venha a nós a vossa credulidade, pois esta rende-me petro-dólares para eu continuar a financiar os gostos dos meus dirigentes que não habitam na Faixa de Gaza, mas em resorts luxuosos nos Emiratos Árabes Unidos ou no Líbano.

Vejo alguns idiotas de uns editoriais que sem nenhuma fonte credível no terreno repetem à saciedade os tais mortos que ninguém confirma mas que todos assumem que existem serem acompanhados de fotos, de um bebé a ser enterrado em mortalha, de uma foto que é do conflito sírio, e outros de jovens árabes feridos na cabeça de imagens em que estão vivos, que podem ser destes confrontos ou de quaisquer outros, e o anti semitismo a lavrar porque as afirmações que lá se faz nenhum contraditório têm.

E o que é pior é que este histerismo pede aos israelitas clemência aos terroristas que anos antes se explodiram às dezenas por todo o Israel, que assaltavam povoados e degolavam a dormir centenas de famílias e que até à pouco atropelavam, esfaqueavam e atiravam sobre civis em Israel e que ainda hoje enviam foguetes com bombas contra localidades de fronteira da Faixa de Gaza!!!

Será que essa clemência foi pedida após os ataques às torres gémeas para os seus mandantes, ou para aqueles que atacaram a redacção do Charlie Hebdo, ou os atropeladores de Nice, Londres e de Barcelona e para os que se explodiram e metralharam em Madrid, Paris, Londres ou Bruxelas? Será que a polícia e as forças militares hesitaram em matá-los em legitima defesa? 

Porque hesitariam então as Forças de Defesa de Israel de o fazerem contra invasores do seu território e cúmplices dos autores desses actos já referidos? Na Europa persegue-se, prende-se e executa-se em legitima defesa, porque são cristãos, já Israel não pode fazer isso, porquê? Porque são Judeus?

Não eram todos Judeus esses mortos, pois não, eram ocidentais europeus, então porque pedir clemência?

Interessante ver que essa clemência é acompanhada por chantagens psicológicas de que Israel como tem descendentes e/ou sobreviventes da Shoa (holocausto nazi) e por esse motivo não pode nem deve praticar esses actos!!!

Tão absurdo o ridículo que caem, porque desse modo porque é que os que são descendentes dos que praticaram e foram cúmplices com a Shoa têm sequer superioridade moral para atirarem isso em cara de quem sofreu e/ou é descendente de quem a esta sobreviveu?

É como se referirem à barreira de protecção de Israel como um muro que provoca o apartheid, quando quem faz esta acusação sem sentido, pois essa barreira literalmente acabou com os atentados, são descendentes de povos que durante centenas de anos criaram guetos de judiarias onde atrás destes efectivos muros haviam apartheids efectivos que duraram centenas de anos e que resultaram na Shoa.

A história não se julga pois esta aconteceu, não sejam é cretinos ao ponto de pensarem que têm alguma superioridade moral, para chamarem à pedra, os descendentes dos sobreviventes dos guetos de judiarias e da Shoa, que agora pensam que se esqueceram de vós, ó anti semitas desta terra?!?!?

Um anti semita será sempre o que foi, nunca negará o que é seja este nazi ou da esquerda conhaque Europeia, não é por acharem que o vosso ativismo de sofá vos dá alguma superioridade moral sobre quem todos os dias sofre ou é objeto de anti semitismo real que fará baixar a guarda aos israelitas, porque Massada jamais cairá de novo!?!?!

E porque em todos os Shabats se repete, no próximo ano em Jerusalém.

Por fim informem-se e antes de atirarem, 40, 50 ou 60 mortos (e porque não uns milhares), vejam se quem é a fonte da notícia não são os mesmos que com estas lucram em termos de propaganda e de petro dólares.

Tenham ao menos amor próprio, porque serem usados por quem profundamente despreza os valores porque vocês se dizem guiar, é não a uma ironia da história mas o de serem uns idiotas úteis ao serviço desta!!!

terça-feira, 8 de maio de 2018

Caminhos do Brasil

  




    









    Os acontecimentos no Brasil não auguram nada de bom.  O prazo de validade da democracia  esgotou, e entre a justiça cada vez mais tendenciosa e as forças militares afetas a um estado menos democrático, estamos perante a intervenção dos poderes que deveriam manter a neutralidade nas decisões democráticas. Como diria Carlos Fino, o Brasil está num estado de transe que não promove nada de bom para o futuro dos duzentos milhões de habitantes daquele país.

   O impetchmant de 2016 foi o ponto de partida para um estado de coisas que se está a degradar de forma acelerada. A forma como a corrupção se transformou em puritanismo conservador foi o maior ato de hipocrisia numa democracia em pleno século XXI. Não havia provas de qualquer ato de corrupção cometido por Dilma, apenas se cozinhou durante o seu mandato um assalto ao poder por por o maior grupo de corrupção não eleita. Nas ruas, enquanto as notícias destacavam uma "luta contra a corrupção", o grito era movido pelo preconceito. Como é possível uma classe média obsoleta, racista, xenófoba e classicista sair para a rua com a vontade de acabar com a corrupção, e aplaude a corrupção que acaba de subir ao poder? Porque é que se silenciaram os bombos da justiça após Temer subir ao poder? Porque Temer é a imagem de uma classe média, e alta, que vive dos favores da corrupção. 

   Muito do que acontece hoje tem origem nas boas políticas de Lula. A ascensão de muitos dos que viveram acorrentados à pobreza promoveu uma classe média com maior preconceito que misturou com a existente que já vivia sob os piores valores que uma sociedade poderia ter. As bandeiras do apelo a uma intervenção militar em plena democracia, sabendo que um golpe militar é um retrocesso de anos de progressão social e económica, é o desejo de que os piores valores de uma ditadura se atravessem na democracia. 
  
    Os brasileiros apelam a Deus que intervenha com o objectivo de derrubar o direito da igualdade entre cidadãos do mesmo país. Um país que aclama a Deus o direito a negar o acesso a condições laborais, sociais, de educação e saúde a todos aqueles que a vida não promoveu o direito ao berço de ouro, prata ou platina. Um Brasil que se refugia em Deus para salvaguardar o direito de alguns praticarem a corrupção, da justiça tomar o direito a moldar a democracia mediante os interesses ideológicos. Um Brasil tão religioso quanto o tamanho do preconceito que possui.

   Entraram pela porta grande os mandatários do poder popular, homens que se julgam enviados de Deus para acabar com a promiscuidade dos mais pobres com direitos, com a promiscuidade dos moradores da favela com os direitos humanos, com a promiscuidade dos mais carenciados com direito a uma bolsa que sobrevive em condições mínimas de vida. Eles são pastores, anciãos e portadores da palavra de Deus que vêm combater direitos humanos, direitos de uma vida digna e direitos em serem seres humanos. O direito à homofobia, ao racismo, ao preconceito de classes, e principalmente o direito à casta de corruptos que se vai alongando no tempo e na história do Brasil.

  Dilma e Lula foram as primeiras vítimas, seguiram outras tantas vitimas como os recentes assassinatos de Marielle e Anderson, . É o direito de assassinar os direitos que promove a subida do homens de Deus, dos corruptos e da ambição de classes sustentadas com os prazeres da moralidade imoral. A seguir a tantas vítimas de golpes e assassinatos, que tiveram a ousadia de enfrentar os vícios instituídos, as próximas serão certamente o povo brasileiro que vai ser esmagado com o pior de um sistema. Basta observar Temer e companhia, Bolsonaro, entre outros, para ter a ideia que o Brasil vai ter de enfrentar o maior crime que um país pode sofrer. A tentativa de derrubar uma democracia, a tentativa de calar o direito da maioria decidir o seu futuro como país.

Estamos a assistir, em directo, à tomada da democracia por uma religiosidade imoral, pelos interesses do preconceito e pela casta mais corrupta que o Brasil já assistiu. E todos eles vêm em nome de uma religiosidade  pouco crente nas palavras igualdade, respeito, democracia e direitos humanos. E todos eles vão subindo com a ajuda do maior e melhor elevador social e político, daquele que todos julgam que não pode estar em causa, a Justiça.
Brasil em transe? Não, Democracia em perigo!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Poderá uma monarquia ser democrática?













"Monarquia constitucional ou uso de um termo infantil para se explicar uma ditadura encapotada" este poderia ser o título lógico, mas que não cabe nos cânones virtuais deste artigo.

Habitua-mo-nos a olhar para as chamadas "monarquias Constitucionais" e a apelidar esses sistemas de governo como fazendo parte dos sistemas democráticos de governo.
Como contestar que vários países nórdicos sejam monarquias constitucionais e sejam muito desenvolvidos e que essa seja a justificação para balizar uma forma de governo e desse modo aceitá-la.

Primeiro vamos lá desmistificar algumas coisas, nem todos os países nórdicos são monarquias, a Finlândia ou a Islândia são exemplos claros, e essas continuam a ser tão desenvolvidas como as que o são.

O desenvolvimento nada tem a ver com o regime político, monarquia, mas com a região em que se inserem, que lhes dá/deu uma relativa paz. A sua fraca demografia também ajuda o que é compensado com territórios amplos, com também amplos recursos, quer naturais quer outros como os educativos que têm disponíveis, por fim, o modelo social assente num estado forte, com um contrato social muito bem definido entre o que o cidadão paga e o que este recebe em troca. Outro fator muito importante, quase decisivo é, o climático, que provoca um foco razoável e uma resistência física e psicológica muito importantes para a adaptação em regimes económicos de serviços e/ou capital intensivo que hoje vivemos. Por fim e não menos importante, o protestantismo, dá uma mais valia cultural importante neste sistema económico porque incute a modéstia e a simplicidade em todos os níveis sociais, sem fatalismos e com uma crença absoluta no livre arbítrio humano em vez no que o destino religioso dará.

Reparem que eu não referi que estes sistemas são perfeitos apenas o são para uma economia baseada em serviços e em capital intensivo, se por exemplo, vivêssemos numa economia fabril, estes países eram secundários, aliás como o foram até ao advento da economia de serviços e do conhecimento que hoje vivemos.

E outro problema tem a ver com a aceitação das desigualdades, estes países estão longe de serem um modelo de tolerância face ao outro, são sociedades muito fechadas e com relações muito dúbias quando falamos desse tópico. Se for em relação aos seus, e aí depreende-se quem fala a sua língua e segue as suas regras, tudo bem, são deste modo sociedades de assimilação forçada, aliás nisso os portugueses e os irlandeses são muito parecidos (poderei falar na vantagem competitiva ou não que isso representa noutro artigo), mas a diversidade nessas sociedades deixa muito a desejar, em muitos campos condena-se a diferença e não existem ou são raros os módulos híbridos, nota-se isso no esforço que se faz para se tentar compreender o outro, mas para a sua assimilação e não para a sua aceitação como ele é, já nisso os portugueses e os irlandeses estão bem melhor que estes e a nossa evolução é bem mais pela tolerância do que pelo fechamento social. Em Portugal ou na Irlanda, partidos reacionários pró-desigualdades e populistas racistas como o Sverigedemokraterna (Democratas Suecos), Fremskrittspartiet Framstegspartiet (Partido do Progresso no poder na Noruega), Dansk Folkeparti (Partido Popular Dinamarquês que apoia parlamentarmente a atual aliança conservadora de direita no poder) ou o Partij voor Vrijheid (Partido para a Liberdade na Holanda), são difíceis de ter a força que têm nesses países. E tudo porque aceitam desigualdades naturais, a desigualdade por nascimento é uma delas, que culmina, na naturalidade da origem e deste modo é natural nessas sociedades por razões históricas, societárias e até identitárias essa aceitação e tem a ver muito com a realidade ambiental, histórica e de vizinhança que sempre foi conturbada e exigiu uma estratificação muito forte para que não houvessem duvidas de ação nas alturas extremas que eram constantes e que punham quase sempre a questão da sobrevivência como fator eliminatório.

Mas vamos ao problema que eu levantei: Será que uma forma de governo ditatorial como a monarquia, tenha esta o carimbo de constitucional, é democrática?

Vejamos a Democracia é o sistema que depreende entre outros valores que todos os cidadãos elegíveis podem ser candidatos, sob determinadas regras, igualmente em todos os órgãos de poder.

Podemos excluir por essa ordem de razão que o, representante máximo, aquele que é precisamente o que determina se o equilíbrio de poderes está a ser cumprido?
Será democrático um sistema que aceita que quem está há frente de um órgão que é, só por acaso o máximo, deve o ocupar não por ter sido candidato a esse e por isso ser um interpares, mas por ter nascido de quem nasceu e não ter tido nenhum mérito para estar e ocupar o lugar em questão?

Aliás o que há de democrático nessa aceitação e/ou nessa suposta aclamação!?!?!
Existem outras hipóteses a considerar, num regime monárquico, que não aquela que está ali, que é de apenas haver um cidadão candidato a um determinado lugar, porque nasceu por acaso daqueles cidadãos, que há partida são desiguais, pois nada de comum têm com os restantes?!?!?

Qual o nome que se dá a quem não é igual e se perpetua no poder sem opção de escolha em contrário porque se assume que a sua desigualdade é um fim em si mesmo e não algo renovado de forma regular e democraticamente?

Se responderam, Ditador, estão corretos, se responderam, Monarca, estão incorretos, e porquê?

Porque um Monarca, é sempre um Ditador, e a monarquia é uma forma de governo que assume um Ditador incontestável, esse Ditador passa o seu poder incontestado para o outro Ditador, só porque nasceu e/ou é descendente da uma família, que é a deste.

E o problema é que vejo muitos a criticar a forma de governo da Coreia do Norte e a esquecerem que a forma de governo que eventualmente defendem, a monarquia constitucional, nada difere desta!?!?!

E a pergunta que me poderão colocar é: Mas se são economias avançadas, algumas dessas monarquias e até democracias supostamente avançadas, porque é que referes que estas são uma Ditadura e não uma Democracia e fazes essa comparação com regimes tão atrasados economicamente e totalitários como essa Coreia do Norte?
Porque o princípio de governo é o mesmo, olhar para os méritos e demérito de uma economia é ter em consideração os problemas que esta tem, não quem e a forma de governo que esta detém. 

Por esse motivo e na Coreia do Norte, funciona um sistema puro e ditatorial monárquico, tal como por exemplo no Reino Saudita ou num país monárquico da Europa Ocidental, como o Reino da Noruega ou o Reino da Suécia.

E se pusermos em cheque a economia, podemos estabelecer uma comparação, será que o Nepal que é um país pobre e era ainda mais pobre quando era uma monarquia dita de constitucional, não sofreu económica e socialmente por ter tido reinados autoritários? Qual era a sua vantagem económica quando era uma monarquia constitucional? É que é, e usando este caso, o Ditador que muitas vezes tem uma função aparentemente decorativa que detinha realmente poder, no caso do Nepal os ditadores assumiram poderes reais e puseram a esmagadora maioria da população contra si, sendo derrubados violentamente em 2008. A linha que separa um ditador/monarca autoritário de um ditador/monarca menos autoritário não é cultural, nem regional nem sequer económica e/ou social, mas de virtuosismo hipotético de quem assume essas funções, porque por exemplo e num país vizinho ao Nepal, o Butão em que o sistema era ditatorial puro e com um rei autoritário, também em 2008, o detentor do cargo instituiu um sistema de monarquia constitucional, ou seja, uma ditadura menos autoritária, e se formos comprar, religiosamente, culturalmente, socialmente e regionalmente são países muito similares, em termos económicos pouco diferem, conquanto a relativa pacificação devido ao isolacionismo até aí existente do Butão criou uma ligeira superioridade económica deste último em relação ao Nepal, tudo dependeu do virtuosismo hipotético do ditador/monarca no poder.

Mas será que estarmos dependentes do virtuosismo de um ditador/monarca e/ou da sua família é arriscado? Como vimos com os exemplos referidos e antagónicos de evolução da evolução do Nepal e do Butão, claro que é!?!?!

Na Europa há países muito desenvolvidos economicamente que nunca foram monarquias, a Confederação Helvética é um exemplo claro e desde 1874, que é uma república democrática como hoje nos é apresentada e nunca foi uma monarquia, era até então uma república censitária (os eleitores detinham determinado rendimento e/ou ascendência), qual é então o virtuosismo desta forma de governo em relação à monarquia/ditadura seja esta constitucional ou não? 

É que nunca estará dependente de um eventual virtuosismo continuo de um eventual sucessor de alguém que não acedeu ao cargo naturalmente por nascer de outro e não por mérito.

O mesmo se passará com Portugal e outras democracias sem distorções, ou seja dependentes do eventual virtuosismo do ditador/monarca que ocupa o cargo máximo para que foi guindado sem nenhum mérito e que tem na sua mão a permissão para que esta forma de governo subsista. 

Se hipoteticamente um monarca/ditador dos ingleses assumisse o poder, o que o impediria, e a hipótese não é meramente hipotética, ocorreu no passado e a guerra civil foi a resposta, e no século passado no tempo da segunda guerra mundial, esta hipótese esteve a um passo de ocorrer e um golpe palaciano afastou o ditador/monarca com tendências mais autoritárias e grandes simpatias por Hitler, o então ditador autoritário alemão, por um ditador/monarca com tendências menos autoritárias e mais patriota/nacionalista/isolacionista, que serviu então não o nego de forma virtuosa como baluarte de resistência ao autoritarismo ditatorial que se impôs mais ou menos pela força na restante Europa continental

O recente autoritarismo de estado que vemos em Espanha, tem tudo a ver com a monarquia, a esmagadora maioria dos castelhanos, ou seja, habitantes das duas castelas e da capital desse estado federal ferreamente controlado pelos castelhanos e que aceitam naturalmente um regime autoritário, não tivesse sido nesta identidade nacional ibérica em quem o ditador autoritário, Franco, se apoiou para esmagar as restantes identidades nacionais ibéricas ocupadas por estes, num nacionalismo bacoco e identitário centralista. Já as restantes identidades nacionais ibéricas não aceitam a monarquia, pelo que o ditador castelhano, a que agora chamam de Felipe VI e já não de Franco, governa para os castelhanos que se revêm neste, para as restantes identidades nacionais ibéricas ocupadas, só uma minoria cada vez mais pequena é que apoia esta ditadura/monarquia, os choques são assim inevitáveis.

Por isso uma Monarquia nunca poderá ser democrática, e é legítimo no culminar da defesa de um estado democrático e/ou da implantação de uma democracia sem distorções que se afaste a família do ditador por qualquer meio, mesmo o violento, porque como já verificamos dependemos apenas e só de um eventual virtuosismo eventual desse ditador, o que por exemplo em Espanha, está a descarrilar para a inexistência desse virtuosismo e para o culminar de um estado cada vez mais musculado que não respeita a vontade política popular e se esconde atrás de um poder judicial que depende do ditador e que tem nula autonomia processual.