sábado, 8 de junho de 2019

Sobre a suposta infabilidade da medicina convencional...











Antes demais gostaria de referir que sou um racionalista e defensor da medicina convencional mas que também não nego que muitas das chamadas medicinas alternativas/tradicionais (que chamarei não convencionais) tem efeitos muito positivos no equilíbrio corporal e psicológico humano.

O problema é que muitos cientistas adoram vir a público declarar a medicina convencional como infalível, o que não sendo muitos destes crentes e/ou até ateus, é espantosa esta sua fé em algo que só pode ser considerado como um ato de pura arte mágica!!!

Mas se muitos cientistas adoram clamar que a medicina convencional é infalível, o problema é que muitos médicos não o fazem. E porque não o fazem? Porque ao a praticarem veem todos os dias a sua falibilidade.

E quando falamos de falibilidade não falamos de negacionismo científico, falamos é de não extremismo crente em algo baseado num método científico que é tudo menos infalível, aliás a existência do método científico implica que sempre se questione o que se descobriu para se poder aperfeiçoar o que é praticado.

Por isso muitos cientistas considerarem todas as medicinas não convencionais como charlatanismo puro e porem os químicos como o único método de cura é à partida absurdo e até pouco lógico, pois as bases das receitas dos remédios farmacêuticos são plantas naturais em que foi a sua mistura afinada ao longo dos tempos que levou à descoberta de muitos dos componentes químicos, hoje tão endeusados por esses supostos cientistas médicos, como os únicos capazes de serem a cura para todos os males e a panaceia de todo o bem, ato médico e/ou remédio milagroso, lamentamos mas é outro achismo.

Eu percebo este tipo de cientistas, alguns não passam de mercenários sectários contratados pelas grandes farmacêuticas, que desenvolvem produtos químicos de resultados mais que duvidosos mas muito caros e/ou de lobbys de sectores económicos que desenvolvem máquinas de diagnóstico cada vez mais complexas, caras mas muitas com razoáveis deficiências para os campos que se destinam!!! Outros, talvez sejam seres humanos preocupados com os efeitos nocivos que a desinformação e a prática de charlatanices - já agora também vinda de médicos e cientistas seus colegas - estão a provocar ou podem provocar na saúde humana.

Em relação aos primeiros o que poderei dizer é que são iguais aos charlatães que visam combater, pois um mercenário pouca credibilidade tem, aos segundos gostava de lhes referir o seguinte:

1.º A pertença superioridade moral e cientifica de nada lhes serve, só afasta as pessoas que têm desconfianças em relação à medicina convencional e os põe nos braços dos charlatães de serviço e também aprofunda a sua descrença na ciência em geral;

2.º A ofensa gratuita aqueles que estes chamam de quimofóbicos é absurda pois em vez de explicarem e tomarem uma posição explicativa e educativa que, as plantas que os defensores de medicina não convencional tanto se agarram - entre eles muitos de boa índole e com desconfianças que se vieram a sedimentar racionalmente e não baseadas em crenças - são estas a base dos remédios da medicina convencional, isto com exemplos claros, talvez conseguissem chegar a esses que agora ofendem e até encontrar pontos/pontes de entendimento. Agora a ofensa gratuita pela ofensa gratuita, dá-lhes nula razão!!!

3.º O rotular de que quem é dirigente, militante e/ou votante no PAN, e/ou de alguém que é contra a caça ou contra as touradas, que defende os animais, ou é defensor de um modo de absorção de alimentos que não inclua carne ou outro tipo de alimento proveniente de animais é uma besta quadrada irracional e defensor de um nazismo de hábitos e por isso anti científico e irracional apenas me faz pensar em devolver os atributos imputados a quem os faz!!!

E aqui entramos naquilo em que estes supostos cientistas erram no alvo, pois existem muitos vegetarianos/vegans que assim se tornaram por ideologia política e de sustentabilidade ambiental futura, tal como foi pela racionalidade que decidiram ser contra hábitos bárbaros e sem sentido nenhum numa sociedade moderna, como a caça ou as touradas, também por arrasto e como seres racionais começaram a defender os seres animais que não se podem defender da irracionalidade humana e por fim e como culminar muitos começam o olhar e a votar no PAN (pois e apesar de algumas propostas no passado, muito poucas, menos racionais) é o único partido ecologista político português em todo esse amplo sentido do termo.

E se estes seres humanos fizeram todas estas opções de forma racional e com uma opção racionalista e científica clara por detrás, que se chama sustentabilidade ambiental, ecologismo político, defesa de seres irracionais e evolução da sociedade, então como é que esses supostos cientistas racionalistas podem imputar a quem chegou a estas opções apenas por questões racionais de estes últimos não o serem?!?!?

Talvez um ser racional humano como esses supostos cientistas médicos me possam explicar isto?

É óbvio que estes charlatães e extremistas da racionalidade científica adoram rotular os seus adversários como rotulam elementos químicos, o problema é que os elementos químicos são finitos e provavelmente até não estão todos descobertos tais como os rótulos que eu lhes posso devolver por me chamarem o que chamam!!!
 
Existem também charlatães que gostam de ser os pró-peste (designação que um irmão meu numa recente sessão de Loja no G.'.O.'.L.'. intitulou os que são anti-vacinas), a esses só lhes desejo a cadeia pois com essa charlatanice põem em perigo vidas humanas!!!

Tal como desejo a cadeia para aqueles cientistas mercenários que a mando de grandes multinacionais também mercenárias andam por aí a patentear genes naturais e arrogar-se estes e essas multinacionais como donos de algo natural ou proveniente diretamente da natureza como os comerciantes dos O.G.M.'s (organismos geneticamente modificados), pois esta manipulação do que é natural nada tem de inovador, a prova são os processos que essas multinacionais mercenárias põem contra povos indígenas que já usavam/plantavam essas sementes de forma local e o faziam de forma sustentável!!! A questão que se coloca é com que direito o fazem? Esse patentear de genes de plantas é completamente absurdo!!! É como se alguém dissesse que quer patentear algum gene de ADN humano!!! E até há bem pouco tempo era natural essas empresas mercenárias porem redutores de crescimento em plantas concorrentes que mataram colheitas à volta de modo a obterem o exclusivo na região e alargar o seu âmbito de atuação comercial!!! Então porque é que se condena a invasão de espécies de insetos ou outro tipo de espécie animal invasora em ecossistemas que não são os seus, porque é que eu serei impassível à invasão de espécies vegetais manipuladas que depredam - porque eliminam o concorrente - o que naturalmente e naquele território sempre existiu? Porque é científico ou porque é um puro negócio? Serei um racionalista estúpido ao ponto de não perceber que a vida natural não está há venda, ponto final!!! Não serão estes senhores uns miseráveis bioterroristas!!!

Os pró-peste (anti-vacinas) são tão assassinos como os bioterroristas referidos, ambos são criminosos e ambos deveriam estar na cadeia!!!

Então qual a solução para as medicinas não convencionais?

Será que perseguir, ilegalizar ou ostracizar funciona?

Duvido!!!

Não será melhor legalizar, estabelecer regras claras, controlar e verificar bem de perto os abusos para os poder punir de forma exemplar!!! Trazer a complementaridade e o controlo de médicos/cientistas convencionais para o processo?

Mas essa legalização tem que ser de medicinas não convencionais que não sejam charlatanice pura, a homeopatia e/ou venda de água cara seria excluída, tal como a medicina tradicional chinesa baseada nos remédios de origem animal que estão por trás da perseguição a rinocerontes e tigres, para fazer pós milagrosos com os seus cornos e ossos!!! Mas porque é que a acupuntura ou a aromaterapia não podem ser legalizadas e controladas pela medicina convencional? Serão assim tão nocivas? Se forem estabelecidas normas claras que estas não se substituírem nunca à medicina convencional, qual o mal?

Aliás é o que se passa em parte com o atual quadro legislativo. Fazendo um resumo histórico, a Lei 45/2003 de 22 de Agosto que foi votada por unanimidade na Assembleia da República sob proposta do Bloco de Esquerda e que reconhecia seis terapêuticas não convencionais: acupuntura, homeopatia, osteopatia, naturopatia, fitoterapia e quiropráxia. Esse reconhecimento ficou pendente da publicação de portarias que clarificassem as condições de acesso a estas profissões e à respetiva cédula profissional, bem como o que poderiam ou não fazer os profissionais destas terapêuticas, as condições obrigatórias dos locais onde são exercidas. Em 2013, o governo da direita apresentou um novo projeto, aprovado com os votos do PSD, CDS e PS e com a abstenção do Bloco, do PCP e do PEV, a nova Lei 71/2013 de 2 de setembro - que reconhece as seis referidas enquanto terapêuticas não convencionais e acrescenta ainda a medicina tradicional chinesa. As Portarias de regulamentação, indicando as condições necessárias para o exercício destas terapêuticas, foram publicadas em junho de 2015 - da fitoterapia (172-B/2015), acupuntura (172-C/2015), quiropráxia (172-D/2015), osteopatia (172-E/2015) e naturopatia (172-F/2015), em falta ficaram as portarias de regulamentação da homeopatia e da medicina tradicional chinesa, estas duas foram objeto da insistência da regulamentação da sua prática de novo pelo Bloco de Esquerda nesta legislatura até agora estas duas práticas não foram regulamentadas e não têm por isso cobertura legal nem são objeto de desconto em impostos e/ou aceites pelo estado e/ou o seu SNS.

Já agora não se nota onde é que o PAN, objeto obsessivo desses cientistas charlatães racionalistas acompanhados pela clique jornalista dependente dos lobbys da tourada e da caça, teve ou tem alguma influência nesse processo todo, visto que só a partir de outubro de 2015 é que este partido teve representação parlamentar, e apenas em maio de 2016 pediu um reforço na regulamentação da prática dessas seis terapêuticas não convencionais já aprovadas e em que demonstrava a sua preocupação, tal como eu e todos, que houvesse uma prática não controlada das duas práticas ainda não regulamentadas, a homeopatia e a medicina tradicional chinesa. O limbo onde estas se encontram é de todo absurdo e eu como racionalista até defendo que estas sejam retiradas da Lei 71/2013 de 2 de setembro, proposta pelo PSD/CDS-PP, pois uma a da água cara e/ou homeopatia é charlatanice pura e a segunda, a medicina tradicional chinesa, é negativa para os animais e a natureza em geral pois muitos dos seus remédios alimentam negócios à volta de animais em vias de extinção, como o Tigre e o Rinoceronte!!!

Ser extremista é que é ser errado, e aos cientistas extremistas, mesmo médicos, deixo um conselho, tentem perceber porque se descredibilizam e porque é que o anti cientismo chegou, foi também e muito por sua culpa e destas atitudes de charlatanice científica - de que a ciência é o alfa e ómega e que todos os outros são cretinos - e não só por culpa dos outros!!!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Porque votar no LIVRE e em Rui Tavares







 Umas eleições europeias que têm uma campanha destinada a "lember escoriações" nacionais não trás nada de novo ao verdadeiro debate, ao que importa escolher.

  As eleições europeias são das mais importantes. Nelas estamos a escolher quem nos vai representar no parlamento europeu, os nossos desejos para o futuro e a visão para o futuro da Europa unida. Os cinco maiores partidos nada trouxeram ao debate, muito pelo contrário, apenas tocaram, essencialmente,  nos assuntos de política interna e os desejos de eleitoralismo barato. Pouco, ou nada, tratam do que é os problemas de fundo da União Europeia, qual o futuro e os anseios.

O problema é que a comunicação social está talhada para apenas para escutar os partidos mediante o mediatismo dos mesmos. É natural que a mensagem dos partidos representados no parlamento seja mais escutada que as ideias mais consistentes no plano europeu e nacional oriundas de novas forças políticas com gente mais capaz. As leis sobre o plano eleitoral cozinhadas como foram cozinhados os financiamentos partidários (onde o bloco foi forte opositor em que fossem escutados os partidos sem assento parlamentar) acabam por sufocar outros partidos, que mesmo sem financiados pelo erário público, ao contrário de quem já o recebe, têm ideias muito mais consistentes e trabalhadas nos aspectos nacionais e europeus.

É o caso do LIVRE e de Rui Tavares. A sua experiência como Eurodeputado tem, sem dúvida, uma vantagem enorme até mesmo que os Eurodeputados ainda no activo (Marinho e Pinto por exemplo). O LIVRE, ao contrário dos partidos com representação, tem ideias, projectos e planos para a Europa, discute a Europa e não o plano nacional. Apresenta no seu discurso uma lufada de ar fresco político que substitui o tradicional "atira culpas" do plano eleitoral. Um dos exemplos mais nítido é a disputa do nada entre bloco e PCP para consumo interno.

A Europa não é um mero acto legislativo, é tão importante quanto as legislativas. Somos um país inserido num espaço supra nacional que nos faz depender demasiado das suas decisões a nível nacional. Não podemos fazer destas eleições uma espécie de "cartão vermelho" ou "título" para quem governa ou está na oposição. Não é esse o objetivo das europeias.

Votar no LIVRE e em Rui Tavares é votar com consciência que a Europa não pode ser apenas o espaço que nós não queremos abdicar pelas vantagens, mas não respeitamos a sua importância ao fazer destas eleições uma espécie de factor de desagrado a nível nacional. Existem projetos e ideias que necessitam de quem as apresente na Europa e se bata por elas, em vez do enxovalho político que vai de Nuno Melo a Marisa Matias. Nada de Europa, nada de ideias.

Como cidadãos conscientes devemos exercer o nosso direito em escolher os nosso representantes na Europa, não como Costa quer ou Rangel deseja, mas sim pela nossa visão para agarrar o futuro da União Europeia trabalhando o nosso futuro como um país coeso e democrático. Não existe espaço para o eleitoralismo barato e a disputa de votos por quem fez mais. Devem ser as ideias e as convicções a vencer e não a vaga do nada. Por isso é importante a esquerda e o centro escutar o que tem o LIVRE tem para nos dizer e o que Rui Tavares quer para a Europa. Caso contrário estamos apenas a trabalhar para os cinco partido convencidos que o mediatismos e os fait divers são mais importantes que discutir a Europa a sério.

terça-feira, 19 de março de 2019

Prefácio do Bloco













 Antes de escrever a minha opinião quero fazer uma pequena chamada de atenção. Depois desta opinião vão começar as criticas, as ofensas a juntar a todas as características pessoais adotadas por quem não vai concordar com a mesma. Faz parte, mas a liberdade tem destas coisas. 



    Recentemente num jornal local da minha freguesia, o Jornal de Camarate, publicou um texto no espaço "Voz do leitor" lançavas suspeições sobre práticas do Bloco em esquemas com os membros da Assembleia Municipal. Bem certo que o texto apenas visava atirar lama para cima da mesa sem qualquer prova que sustentasse a teoria. Quem o escreveu tinha a noção que trazer valores monetários para a ribalta facilmente despoletava a critica de quem do outro lado já se alimenta com facilidade dos populismos. Eu sobre o valores disse muito pouco, apesar de querer saber se tais práticas estão ou não passiveis de serem provadas, não levei em consideração. Por o ângulo dos ganhos monetários, teremos que ir um pouco mais a fundo para saber se estamos, ou não, a entrar no eleitoralismo primário. 

   O que me despertou a atenção foi o facto de existir uma "rotatividade" dos membros, que segundo os militantes, é a "demonstração da democracia". Logo a seguir à publicação do texto, o Bloco fez o que competia, e muito bem, publicou um comunicado a esclarecer o assunto e a por os pontos nos "is" sobre aquilo que considerou uma campanha difamatória a seu respeito. Mais que normal uma força política fazer um comunicado que arrebata toda e qualquer suspeita que recaia sobre práticas cujo enquadramento não seja o mais correto. 

   Quando tudo parecia esclarecido um dos dirigentes locais do Bloco reacende a polémica ao fazer um comentário disparando em todas as direções, incluindo acusações feitas a quem está à frente do Jornal, dirigindo lamentáveis expressões que pouco dignificam a direção do Bloco, e representam o que pior à na política, a tentativa de limitar a opinião de terceiros através do insulto. Uma reação que de democrática tem muito pouco, e promove mais a desconfiança do que propriamente isola a situação. Eu próprio, por ter dirigido um comentário de discordância à rotação, fui acusado de me expressar baseado no ódio, sugerido que poderia ter sido autor, ou co-autor do texto, de não aceitar a democracia, e de me mover por convicções contra o próprio Bloco. 

   Todas as acusações e insinuações surgem pelo simples facto de eu ser totalmente contra uma rotatividade de membros, e por achar que a substituição de membros nos cargos eleitos deve ser feita mediante situações pontuais, em que o principal eleito esteja impossibilitado de estar presente, e faça-se substituir por outro membro ligado ao partido, que faça parte da lista, e que seja o membro seguinte com disponibilidade. O caso do Bloco é a alteração de membros sem que qualquer situação pontual seja indicada para tal. A esse ponto, os militantes do Bloco apelidam a rotatividade de "demonstração de democracia", o que eu entendo ser completamente o contrário. A demonstração da democracia deve ser feita com a presença de quem teve a legitimidade democrática para o fazer, e não pelos restantes membros da lista que representam o partido, mas não foram eleitos. Esta será uma normal opinião de quem olha para a prática da "rotatividade" não como uma "demonstração de democracia", mas como levar membros da lista não eleitos a plenários. 

  Entendo que apesar da lei permitir algumas práticas, deve ponderar o bom senso. Da mesma maneira que na minha opinião acho que o facto do atual Presidente da Assembleia Municipal, Ricardo Leão, ocupar três cargos políticos, mesmo que seja legal, é imoral e não corresponde à ética política, considerando mais gravoso essa posição do que a rotatividade do Bloco com os membros da Assembleia. Mas tudo tem a sua leitura, e cada um manifesta a opinião que entender ser a mais correta, ou como muitos que comentam,  mesmo contrariados, defendem a "sua dama" pela cor do seu partido, mesmo que seja totalmente contrária à sua opinião pessoal ou ao seu gosto. Que seja uma opinião onde está patente a hipocrisia. Mas são opiniões e devemos respeitar, defendendo sempre o nosso ponto de vista com argumentos sólidos que nos permitem debater, e não com praticas de egocentrismo em que os argumentos baseiam-se na critica da visão contrária e na aplicação de características de carácter pessoal que não adiantam em nada o debate, só demonstra um bloqueio de ideias. 

   É por esse motivo que a minha critica surge. Nem tanto pelas práticas do Bloco com os membros da Assembleia Municipal, muito menos dando credibilidade aos números apresentados, mas pela forma com que se abordou após o comunicado. Uma mostra de intolerância, um grau de ofensa, uma ego-opinião, e uma tentativa dramática, na ausência de argumentos, de puxar os galões a definições pessoais, ao ataque aos outros grupos da Assembleia, ao desculpar com as possíveis práticas do executivo Municipal ligadas ao genro de Jerónimo de Sousa, mas nunca fazendo uma defesa padronizada sem teorias da conspiração dignas de um filme de Alfred Hitchcock. Assistimos a essa prática corrente, sempre que o Bloco está em causa. Uma espécie de "trolagem" à moda do Podemos, regimentando argumentos dignos de debates sobre futebol, sem filtrar que as práticas podem sempre ser questionáveis sem que a pessoa se mova por preconceitos partidários. A mostra que nestas situações alguns militantes partidários se escondem atrás do anonimato, quer para apresentar supostos casos de indignação política, quer para combater a critica partidária baseada no fundamentalismo desportivo do "meu é melhor que o teu". 

   A democracia é um espaço onde a liberdade de opinião, desde que seja fundamentada, deve ser respeitada. A critica deve ser sempre recebida, dentro do respeito devido, e sempre que for contrária ao que queremos, quer por convicção ou por hipocrisia, deve ser debatida dentro do respeito mutuo. Tecer comentários impróprios, gerar indignação a terceiros ou pura e simplesmente não aceitar e trazer a ofensa para cima da mesa, só demonstra que as pessoas que enchem a boca para falar de democracia, nas redes sociais limitam a opinião de terceiros com o desgaste pessoal no debate. 

   Quanto ao BE de Loures, quem não deve não teme. Depois do comunicado bastava ignorar o texto ou publicar um texto de opinião pessoal sem que para isso tivessem que chegar ao ponto da ofensa gratuita e de definições pessoais que jorram o lamentável.

O meu nome é Jorge Pires, e tenho a certeza que não me movo partidáriamente por ódios, quer pessoais quer institucionais.  

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

As recentes noticias falsas da TVI sobre Pedrogão Grande...












Antes demais gostaria de por aqui referir que não é se espalhando noticias falsas muitas vezes que estas se tornam verdade, e é isso mesmo que uma tal Ana Leal e um André Carvalho Ramos, da TVI24 tentaram fazer com a sua ultima reportagem sobre Pedrogão Grande e a sua Câmara Municipal do PS, aliás a perseguição é claramente política e não pode ser deixada passar de animo leve.

É absurdo sequer eu estar a fazer o trabalho que o sindicato dos jornalistas deveria fazer, que é chamar à atenção a jornalistas por não cumprirem a deontologia profissional com que se devem sempre nortear e que no seu número um refere que: O jornalista deve relatar os factos com rigor e exatidão e interpretá-los com honestidade. Os factos devem ser comprovados, ouvindo as partes com interesses atendíveis no caso. A distinção entre notícia e opinião deve ficar bem clara aos olhos do público.

Ora foi isso tudo o que não aconteceu nas ultimas reportagens sobre Pedrogão Grande em que o jornalista André Carvalho e posteriormente uma (que também se diz) jornalista Ana Leal não só mentiram, no dia 21 de fevereiro, como voltaram a mentir em debates posteriores à volta deste tema e por fim voltaram à carga hoje e já basta para tanta falsidade e tanta doentia mentira.

Vamos começar pelo inicio, no dia 21 de fevereiro é emitida uma reportagem que relata de forma bombástica que em armazém existem centenas de donativos em espécie que não só não são distribuídos pelas vitimas dos incêndios como até são desviados pelo Presidente da Câmara, seus familiares e autarcas do PS. Vinte minutos em que nada é perguntado aos autarcas do PS, visados na reportagem, nem aos principais gestores do armazém, que sabe quem fez a reportagem, é a Cruz Vermelha Portuguesa.

Nos debates/entrevistas posteriores, em relação a este assunto, quem ouvem? O Vereador da oposição, do PPD/PSD, que não tem nenhum interesse político em dar gás às mentiras e um ex-Presidente de um Instituto Público afastado por um governo do PS por ser um militante partidário dentro de um Instituto Público e não um dirigente da Função Pública.

Em reportagens posteriores o que exibem é uma complacente continuação com a mentira, referindo que não existe inventariação dos bens, pedindo este inventário à Câmara Municipal, inventário esse que a Câmara não pode dar, pois a Cruz Vermelha Portuguesa referiu em comunicado que os bens foram doados ao abrigo do Fundo Revita, bem como inventariados por esta instituição, a Cruz Vermelha Portuguesa, instituição essa que detêm o inventário.

A pergunta é porque que se pede de forma repetida um inventário à instituição que não o tem?

Pior a Câmara faz uma conferência de imprensa em que o Presidente da Câmara se recusa a responder a esses jornalistas que lhes chamaram de gatuno - pois se alguém insinua que os donativos foram desviados pelo próprio Presidente da Câmara a isso chama-se o quê - e nessa mesma conferência de imprensa de novo pedem os inventários de bens que sabem que a Câmara não tem, mas que foram  disponibilizados ao Ministério Público pela entidade que o tem, e por fim não mostram que posteriormente foi efetuada uma visita ao armazém da polémica e insistem na mentira de que os bens continuam a ser desviados e que não são controlados.

Nessa conferência de imprensa também é referido que as instalações servem também a SIC/Esperança, bem como os Bombeiros Voluntários de Pedrogão Grande.

Será que a SIC que é um órgão de comunicação social, que está por detrás da IPSS SIC/Esperança, calou-se perante o desvio dos bens que nesse pavilhão depositou?

Por fim continuam com a mentira e referem que funcionários da autarquia vão ao armazém e espante-se tiram de lá bens!!!  E espante-se porquê? Porque nessa conferência de imprensa também é referido que a Loja Social da Câmara de Pedrogão Grande também tem aí bens armazenados, aliás esses bens já tinham sido doados antes dos incêndios, bem como já eram doados também antes dos incêndios aos munícipes em geral e sempre que estes os solicitavam.

Como vemos as mentiras têm perna curta!!!

Mas a TVI24 e estes jornalistas com intenções políticas e sem nenhuma ética jornalística continuam a espalhá-las como se de verdades absolutas se tratassem!!!

O bom e o mau turismo...

 


   








   O turismo é bom, enche de alegria, da vida há cidade, recomendasse. Oh leitor, a quanto te engano!

  O boom turístico levou Portugal aos melhores mapas de recomendação a visitar. Descobrimos que o turismo é algo fenomenal, e trás dinheiro, trás gente e coloca o país na esfera das grandes empresas. Como diria o senhor da pastelaria, "eles vêem gastar, para ficar e quem sabe investir". Sem consequências de maior. A cidade sabe receber os nossos visitantes. o discurso do tempo em que as porções mágicas faziam efeito era menos enganador que o discurso do turismo.

  Lisboa é um dos exemplos que o turismo é bom, mas o excesso é preocupante. Uma cidade cada vez menos Portuguesa, mais distante dos seus cidadãos, onde tudo é pensado para "estrangeiro ver". Os bairros tipicamente alfacinhas, que tanto gosto dava sentir o cheiro tão nosso, hoje são aromatizados com perfume francês, cerveja Alemã e o bom whisky britânico. Sem duvida que o cheiro a sardinha, típico da Mouraria, hoje tem mais cheiro a Caviar Russo.

  Que dizer da música de Zeca Afonso, "em cada esquina um amigo"? Não, em Lisboa em cada esquina um Hotel, em cada rua um Hostel, em cada rosto um despejo e em cada despejo um fundo imobiliário a sorrir. Lisboa perdeu a imagem de Alfacinha. Mais fácil se vê uma salsicha alemã ou um bacalhau norueguês que um tipo que diga dez palavras em português.

  Lisboa faz um Português se sentir estrangeiro sem nunca ter passado a fronteira. E quem diz Lisboa, diz o Porto. Já lá vai o tempo em que a pronúncia do Norte era uma coisa tão nortenha, tão portista. Hoje a pronúncia do Norte é apenas uma música dos GNR escrita num álbum do passado. Trocar o "v" pelo "b" é mais raro no porto do que trocar um fino por beer. É estranho, é anormal o país ser tomado por uma fonte tão grande de receita que permita que as características das cidades e a sua principal identidade, as pessoas, possa ser posta em causa.

  Dizer que o turismo é necessário, que trás mais valias e que é benéfico em todos os sentidos é desmistificar as consequências do descontrolo total a que chegou o turismo. Minimizar as suas consequências é entregar aos moradores dos centros da cidade a carta para o despejo antecipada, sem que as autarquias, também elas movidas pelos interesses financeiros, possam fazer parte da solução. 

  O turismo em excesso coloca a sustentabilidade das cidades em causa. As autarquias e os países retiram benefícios a curto prazo, criando impactos futuros muito mais gravosos. Para além dos centros das cidades poder ficar, no futuro, com sequelas do impacto do efeito de centrifugação dos que obrigados pelos abusos de aumento das rendas foram obrigados a sair do centro da cidade, os efeitos sobre o valores das casas também serão, sem dúvida, o efeito borboleta na economia local, e no caso de Lisboa, com forte efeito na nacional. 

  Aguardar tranquilamente enquanto o país encaixa dividendos com o turismo, sem que sejam tomadas medidas sérias para evitar futuros riscos sociais e económicos, é a demonstração da má prática politica e da falta de medidas que nos transportou para a fragilidade económica actual. Pensar no presente sem assegurar consequências futuras e deixar que a situação se agudize durante largos períodos de tempo é a total ausência de um padrão politico capaz. 

  Enquanto o turismo "devora" as nossas cidades a saque de fundos imobiliários e da especulação, vamos sobrevivendo como verdadeiro país de terceiro mundo à espera que este tempo passe e nos deixe cidades vazias, casas desvalorizadas, hotéis fechados e um quinhão de história desaparecida nos escombros de cidades que perderam a sua gente e a sua identidade. 

  Um pensar pequeno com consequências grandes. 

sábado, 9 de fevereiro de 2019

#aquinao












  A democracia tem tomado caminhos perigosos. O populismo ganhou armas e tornou possível o governos da génese, assumindo o poder em países que outrora era baluartes da coerência e democracia. De Trump a Salvini, o aparecimento da extrema direita sob capa do discurso fácil, bonito e de resolução rápida, tem sido premiado com disputas eleitorais renhidas e vitórias preocupantes.
   
    Em Portugal, felizmente, o efeito populista esvazia em figuras demasiado folclóricas e pouco convincentes na apresentação do seu discurso, incapazes de transformar o populismo em votos convictos. Apesar de André Ventura ser destaque pelo discurso  populista, e ser uma figura promovida por um certo tipo de comunicação social, dificilmente atinge a capacidade de eleger alguém para defender o seu programa pouco clarificado. Ainda existe um certo receio deste tipo de "Messias" político.

  Apesar dos grupos das redes sociais e os efeitos das mesmas tentarem promover o fascismo como a política de resolução da corrupção, o número de defensores da democracia, e a ausência do populismo mais organizado, continua a ser o suficiente para "abafar" os excessos nas redes sociais e os discursos de figuras populistas mediáticas.

   No entanto o aumento da comunidade brasileira tem gerado um certo desconforto patente nas redes sociais. Ao contrário que é apontado pela comunidade como xenofobia, os motivos do desconforto estão no respeito á interferência de parte da comunidade nos aspectos da vida politica nacional.

    Depois da vitória de Bolsonaro nas presidenciais brasileiras, e o perfil do actual presidente ser mais explicado, as páginas dos órgãos de comunicação social portugueses foram tomadas por o debate, elevado a discussão, acabando por terminar em desconforto com comunidade brasileira em Portugal. O principal factor para desencadear uma "batalha campal" nas caixas de comentários com sugestivos "convites" de regresso ao Brasil, foi Portugal ter sido o único país na Europa em que Bolsonaro ganhou nas urnas. Motivo suficiente para ataques á comunidade, que respondeu sempre com o preconceito com os brasileiros. 

   Não creio que seja o preconceito que move os portugueses contra a comunidade brasileira, muito menos o ataque é dirigido a toda a comunidade. O que uns justificam com o preconceito, justifico com o espírito democrático e o receio da influência "Bolsonarista" por cá. Não é difícil se perceber que o "currículo" comportamental do actual presidente do Brasil deixe margem para dúvidas que os brasileiros votaram movidos pelo preconceito que está enraizado no Brasil. Estamos a falar de um candidato que tem um discurso agressivo, fascista, racista, xenófobo, misogeno e de incentivo ao ataque verbal e físico aos adversários. Se isso não fosse o suficiente, a forma como decorreu a campanha bastante suja nas redes sociais, demonstrou que os brasileiros estavam dispostos a acreditar, e fazer acreditar, em alguém que se move por um conservadorismo com cheiro a ditadura.

  Bolsonaro sobe ao poder pelo combate contra a corrupção, quando o mesmo, e a sua família, vivem mergulhados na mesma. Caso aqui, caso ali, a corrupção parece ter presença constante no seio da família Bolsonaro. E os Brasileiros sabem disso. Por esse motivo, cada voto é um contributo para as consequências futuras a nível político no Brasil. A incompreensão dos portugueses surge pelo facto de quem vive confortável por cá entender que o melhor é ajudar a plantar por lá um regime ao estilo ditadura militar, e que a comunidade, ou parte dela, entenda que o espaço político português não seja do seu agrado. As sucessivas críticas aos partidos que formam o actual modelo governativo fizeram que muitos utilizadores das redes sociais, independentemente da sua linha ideológica, se "atravessem" no caminho das críticas da comunidade brasileira e os chamem a atenção sobre o teor das opiniões.
 
  Os brasileiros não podem utilizar o chavão da segurança e da luta contra a corrupção para desculpabilizar a eleição de Bolsonaro, mas não podem desculpar o insucesso politico que Bolsonaro possa ser com o desconhecimento sobre o passado do mesmo. Bolsonaro movesse há décadas, de eleição em eleição, no meio político e nunca contribuiu para qualquer bandeira que hoje diz defender, nem para o discurso político sobre o presente e o futuro do país. As suas atitudes no passado, e o seu relacionamento com outros deputados e jornalistas, tal como o discurso dirigido para as comunidades, são conhecidos pelo incentivo ao ódio. Os brasileiros sabem que Bolsonaro é movido pelo ódio às diferenças,e ás comunidades que ganharam os seus direitos. Sabiam que o seu discurso contra os mais fracos existia, sabiam que a ausência de carácter e personalidade, tal como um grau de cultura muito baixo fazem parte do perfil do actual presidente. Foi nisso que os brasileiros votaram, porque se revêm na maioria dos preconceitos do actual presidente, se revêm no seu discurso de ódio pelas comunidades e pela diferença. Infelizmente nem todos têm a capacidade de vender os seus bens e vir fugir para Portugal, onde pensam passar uma temporada em democracia, longe da pobreza de espirito que ajudaram a eleger. Que digam os nordestinos, olhados como inimigos naturais do actual presidente.
 
  É por estes motivos que o portugueses, apoiantes ou não da esquerda e do modelo governativo, criam um sentimento de desconforto com a comunidade brasileira, e principalmente com o facto da mesma tentar impor a sua visão clara de defesa dos preconceitos ideológicos, sociais e políticos numa sociedade europeia democrática. A demonstração do interesse na participação de acções criadas pela extrema direita (coletes amarelos) ou os discursos de ódio a comunidade gay, colado ao religioso, não são tão bem aceites cá como lá. Aqui ainda reina a tolerância, apesar de movimentações no sentido contrário.
 
   Antes de atribuirmos uma expressão "tacanha" ao que move os portugueses no desconforto com a comunidade, devemos ficar optimistas com o facto das redes sociais não suportarem apenas o saudosismo melancólico por velhos regimes, mas mover muita massa crítica no combate aos preconceitos e ideais que pretendem rasgar a democracia e gerar novos preconceitos, agravando os actuais. 
 
   Todos são bem vindos, mas não os discursos de ódio e preconceito. Porque votar em Bolsonaro não foi uma questão de crença, de progresso ou democracia, foi um teste no senso político no qual os brasileiros falharam.  Proteger a democracia não é só defender os ideais pontualmente optando pelo discurso mais suave. Defender a democracia é combater cerradamente aquilo que Bolsonaro representa. E se temos de ser intolerantes a quem defende o discurso, então o caminho é esse.

Fascismo não é democracia












 Todo o bom fascista sabe que precisa da democracia para atingir o poder. Mas em nenhum momento a sua participação na  democracia transformam um fascista em democrata, ou adepto da liberdade de expressão. Fazer acreditar o comum cidadão que oferecer tempo de antena a uma figura de índole fascista é liberdade de expressão, é a demonstração de ignorância sobre o que é um fascista e quais os seus objectivo políticos. Dar visibilidade ao fascista não é ser democrata, da mesma maneira que lhes dar espaço não é liberdade de expressão.

 O facto do PNR concorrer em eleições democráticas, porque a liberdade de actividade politica o permite ir a votos, não torna o mesmo num partido democrático, muito menos um albergue de gente intelectualmente disposta a aceitar a democracia. Apesar do pensamento ideológico ser reconhecidamente de extrema direita, o partido em termos organizativo descreve como patriota, o que não é crime. Crime é as afirmações feitas por os dirigentes que apontam inimigos pela cor, etnia ou país de origem, mas sempre protegidas pela liberdade de expressão.

A liberdade que o PNR tem para participar em actos eleitorais é a mesma que vai ao desencontro do seu programa político. Programa que no sufrágio eleitoral tem umas centenas pouco expressivas de eleitores. Facto é que o PNR concorrer em eleições democráticas não o faz, nem de perto nem de longe, um partido político com ambições democráticas. Apenas sabe que única maneira de impor um programa só pode ser através de sufrágio eleitoral, e por esse motivo usa as bandeiras da democracia e das liberdades cívicas para poder contribuir para o seu fim.

Quando o fascismo é atacado e "espancada a arte" do saudosismo da velha ditadura, os seus apoiantes escudam-se sempre na liberdade de expressão para manter a mensagem política de enaltecimento da ditadura. Gostar de Salazar é um direito, enaltecer um ditador é uma ilegalidade. A liberdade é um direito conquistado pela democracia, mas o discurso de salva à ditadura é condenado constitucionalmente, e não é liberdade.

 Quer os saudosos de bolso, quer aqueles que mergulham no ódio dos grupos das redes sociais, onde se escondem para destilar veneno,  são amantes de regimes fascistas  e por isso devem ser combatidos, denunciados e atacados (não fisicamente) do mesmo jeito que o fazem,  isolando os seus preconceitos e ódio latente dentro da sua cápsula de  ignorância. Gostar de Salazar e do que representou politicamente, expressando livremente os (de)feitos do mesmo durante a sua governação, não é liberdade de expressão. Não pode existir liberdade de expressão a quem acha que o direito de cada um em decidir o futuro e o espaço das suas convicções ideológicas deva ser posto em causa, muito menos se pode aceitar o combate aos direitos individuais de quem, em democracia, lutou para poder os usufruir em pleno direito a sua liberdade. Porque a liberdade de expressão faz parte de um espaço em que o respeito pela diversidade política e ideológica deve ser respeitada, e saudosismo fascista não fazem parte

O fascista não é democrata, não merece tempo de antena para apresentar a sua mensagem, muito  menos ver respeitada a sua linha política. Fascismo deve ser combatido como doença. Ou se usam os antibióticos políticos correctos, ou isolasse o transportador. Mas nunca deixar que a doença se espalhe como cancro.