quarta-feira, 13 de julho de 2016

João Miguel Tavares, o miúdo das redes sociais







Quem é João Miguel Tavares?
    Pergunta pertinente, mas a resposta não será surpreendente. João Miguel Tavares é,supostamente, jornalista, supostamente. No entanto, João Miguel Tavares funciona como uma espécie de comentador político, à direita. Rapazito para suportar opiniões sobre tudo que termina em nada, em algo oco, sem um argumento ou uma validade filosófica. 

    Não possuo nada contra o seu espírito ideológico, mas quanto ao tipo de comentários, e à forma como os dá, tenho tudo contra. Não são opiniões nem postura, são apenas achincalhamentos ressabiados de quem deveria, por bom senso e não inteligência, manter uma certa postura no comentário.
    Em primeiro lugar, ao escrever este texto corro o risco de estar a dar a João Miguel Tavares aquilo que ele procura, e não tem, importância. A sagaz luta de João Miguel Tavares é isso, uma necessidade de ser importante, de ver a sua opinião espalhada e partilhada por todos os cantos das redes sociais. Ser falado, chamado para comentar, criar impacto, ser um senador do comentário, ou então, na melhor das hipóteses, procurar um pequeno tacho algures num governo, ou partido de direita. 
   João Miguel Tavares foi uma criação de Sócrates. Uma espécie de "Frankstein" do mundo do comentário que se deu a conhecer ao mundo com os seus ataques aos governos, e ao próprio José Sócrates. Essa era a pequena diferença entre Frankstein e João Miguel Tavares. Enquanto o velhinho Frank tinha obediência cega ao seu criador, João Miguel Tavares era exactamente o inverso. Aproveitou o seu "criador", e a decrescente popularidade, para obter o seu espaço mediático. No fundo, João Miguel Tavares agradece a existência de José Sócrates. 
     A chegada de Passos ao poder foi para João Miguel Tavares um agrado, afinal era a sua tendência politica. Em bom português, eram as forças partidárias, a ideologia e principalmente as políticas praticadas do agrado de João Miguel Tavares. Atrevo-me a dizer que João Miguel Tavares viveu um sonho. 
     A queda de Sócrates e a ascensão de Passos era uma promoção à queda e ao seu desaparecimento do espaço mediático. Já não conseguia agregar os descontentes com as politicas do governo, porque desta vez, João Miguel Tavares estava do lado negro da força. Para além de pequenas crónicas pouco conseguidas no Público, apenas o espaço de comentário no Governo Sombra lhe dava visibilidade pretendida. Sobrou a sua dedicação à actividade de escrever no seu blog pessoal "Pais de quatro", o expoente máximo de alguém que tanto fez para conquistar o mediatismo.
  João Miguel Tavares tem tido um comportamento lamentável, como um miúdo que quer dar que falar. Tal como a rapaziada que se coloca de fio dental à beira da autoestrada, João Miguel Tavares tem o mesmo desejo, falem dele, mal ou bem, mas que falem. João Miguel Tavares quer fazer "barulho", e para isso os fins justificam os meios. Vale tudo nas suas crónicas e nos seus comentários, vale mentir, vale atacar pessoalmente e profissionalmente, vale aldrabar números, criar estatísticas e transformar textos. As crónicas de João Miguel Tavares são uma espécie de "picada de insecto". Na verdade, o que João Miguel Tavares pretende é que lhe respondam, que lhe insiram o seu nome em dois ou três parágrafos, ou seja, pretende chamar à atenção.

  João Miguel Tavares não quer perder o seu espaço e o mediatismo, aproveita o mau ambiente entre o governo não desejado pelos média e a actual classe jornalística para ser o homem do comentário, da verdade e do impacto. Na verdade, João Miguel Tavares está como os média, decadência ética. Talvez esteja na altura de voltar a estudar a ética e moral de Kant e Stuart Mill.
  João Miguel Tavares cria indignação para ser falado, mas nunca à de passar de alguém que cumpre ao serviço da direita o papel tórrido de demagogia e populismo de redes sociais. João Miguel Tavares é apenas uma figura que pouco, ou nada, merece alguma atenção, partilha ou ofensa, porque é triste, muito triste, ser uma figura que faz de tudo para sobreviver à tona de água no mediatismo. 

   Hoje, neste blog, entre outros, João Miguel Tavares cumpre a sua missão, a sua figura teve direito a oito parágrafos. Já não é mau.

 texto de Jorge Miguel Pires 

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