quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Os que sofrem em silêncio

  
      "Milhares de Sírios morrem em silêncio sem que ninguém lhe dê voz, e que honre a sua vida. Ninguém fazem justiça por eles. Quando falo de um “justição”, nem defendo que para acabar com esta guerra será necessário outra guerra, e mais outra, até que alguém ceda, seria o mesmo que combater o fogo com mais fogo, não levaria a lugar algum, apenas mais sangue derramado. Falo em medidas fortes, que permitam a protecção a quem lá no meio, inocentemente, está inserida, e perde a vida a cada disparo, a cada ataque aéreo. "

    Todos os dias ouvimos notícias sobre bombardeamos na Síria, mas pouca coisa. Apenas ligados a ‘’Reportagens Exclusivas’’ das inúmeras cadeias televisivas mundiais, só falamos a sério sobre os atentados de Paris na passada semana.
 Pouco, muito pouco, se sabe sobre a população que todos os dias morrer violentamente em Raqqa e outros locais no Médio Oriente, que diariamente sofrem com o Estado de Islamico. Não falamos de 50 ou de 200 pessoas mas sim de milhares que perderam a vida nesta sanguinária disputa.
   Milhares de Sírios morrem em silêncio sem que ninguém lhe dê voz, e que honre a sua vida. Ninguém fazem justiça por eles. Quando falo de uma “justiça”, nem defendo que para acabar com esta guerra será necessário outra guerra, e mais outra, até que alguém ceda, seria o mesmo que combater o fogo com mais fogo, não levaria a lugar algum, apenas mais sangue derramado. Falo em medidas fortes, que permitam a protecção a quem lá no meio, inocentemente, está inserida, e perde a vida a cada disparo, a cada ataque aéreo.  
   Os Europeus e Americanos, falando por Portugal, que apelidam a inocentes anónimos, terroristas. Não vi ninguém a hastear a bandeira Síria ou Iraquiana, ou a ‘’rezar’’ por estas quem mais sofre com a partida violenta de familiares e amigos. Precisamos de nos fazer ouvir, e acima de tudo, temos que dar a voz por aqueles que não têm forma de o fazer. Está na altura de nos tornarmos mais conscientes, que existem mais vítimas desta “guerra”. Os franceses, os Russos, e principalmente Sírios e Iraquianos, que são tão humanos quanto os outros.




Patrícia de Almeida 
Licenciada em Ciencia Politica e Relações Internacionais