sábado, 14 de novembro de 2015

Porque rezar e não lutar?

   


   "Ao que parece, de um momento para o outro, a Islamofobia tornou-se uma moda social, e conta com  um universo de seguidores por todo o mundo. Não podemos julgar ninguém, porque no fundo essa intolerância deve-se ao medo do desconhecido"

   Quantas pessoas não observamos, todos os dias, com as suas ideias racistas e não tolerantes?
    Ao que parece, de um momento para o outro, a Islamofobia tornou-se uma moda social, e conta com  um universo de seguidores por todo o mundo. Não podemos julgar ninguém, porque no fundo essa intolerância deve-se ao medo do desconhecido. Acreditam-se em informações de boca para boca sem que alguma vez verificassem, realmente, as verdadeiras fontes.
   Contudo é inacreditável que jovens, supondo que com tantos recursos a que temos acesso, sejam apologistas de uma não-aceitação de refugiados, acusando-os de terroristas, quando nunca ponderaram o motivo que leva os milhares de refugiados a fugir.      Procura de dinheiro? Trabalho? Sacrificando a própria vida em transporte pouco ou nada seguro? E até mesmo tráfico?
Isto é muito mais que o ISIS está a proporcionar ao mundo inteiro. Isto é o princípio do fim de uma comunidade mundial tolerante e aberta. É um retrocesso da sociedade. Isto lembra-me, um pouco, as lutas que no nosso passado existiu, para conseguirmos o direito ao sufrágio das mulheres, ou até mesmo o assumir a homossexualidade por inúmeros cidadãos. Como? Pergunto como é que podemos viver numa sociedade aberta e tolerante que no fundo não tolera a vinda de pessoas fugidas da guerra, da destruição e do ódio?
Num mundo de tantas questões, duvidas, medos e intolerâncias, eu preciso de respostas sérias, principalmente a questões religiosas. Porque deveremos rezar? Porque não lutar? Não foi o fanatismo religioso, e uma adoração levada aos extremos. a causadora destes desastres humanitários?




Patrícia de Almeida 
licenciada em Ciencia Politica e Relações Internacionais